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♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

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♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Panteão em Ter Maio 24, 2016 6:38 pm

Relembrando a primeira mensagem :



ESPADAS & FLORETES
Round 1!
Nesta parte da arena, se encontra as espadas, sabres, floretes, espadões e espadas de cavaleiro, enfileiradas num canto, próximas a bonecos de palha. Se não quiser treinar sozinho, você poderá usar um dos instrutores do local para incrementar o treinamento, além de socializar com os mesmos. Aqui se encontra o instrutor de espadas Lacaile, um sátiro albino, rápido e muito sério, que não mede esforços pra treinar bons lutadores. Para saber mais sobre ele, basta entrar na biblioteca, na Área de NPCs.

Cada Treinamento, rende no máximo 100XP, distribuídos da seguinte forma: Narrativa (20XP), Criatividade (20XP), Gramática (20XP) e Habilidade com Arma (20XP). Caso use o NPC, este rende o restante de XP para completar os 100XP.
Bom treinamento.  


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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Alessandro Novak em Qua Set 28, 2016 8:56 pm

Love me like money !!!

Eu gostava muito de ser um semideus. Ainda melhor dizendo, um meio sangue filho da Deusa do Amor. Era super legal ser filho de Afrodite. Ainda mais pelo fato de eu ser maravilhosamente lindo.

Já era de manhã, umas 7:15h. Havia prometido para mim mesmo que não seria uma prole da beleza que só pensa em estar inteiramente impecável. Eu gosto de batalhas, gosto de arriscar minha vida. Mas para isso, eu precisava me manter forte, precisava treinar.

Caminhei até a janela de meu chalé e deixei com que os raios solares tocassem meu rosto. Ainda estava descabelado e sentindo uma enorme preguiça. Fui até o banheiro para tomar um banho rápido. Vesti uma camiseta do acampamento que eu havia ganho e uma calça jeans rasgada nos joelhos. Calcei um tênis all-star rosa bebê e andei para fora, em direção à arena.
Comi algumas barras de cereal pelo caminho e cumprimentei alguns campistas que perambulavam pelo campo. Já estava nos portões, lambi meus doces lábios rosados e adentrei no local de treinamento.

Muitos estavam treinando e óbvio que eu não pude de deixar de dar uma olhada nos maravilhosos filhos de Ares. Seus corpos me deixavam meio surtado, mas eu respirava e tentava manter o controle. Fui até o arsenal e observei diversas armas e diversos formatos e tamanhos diferentes.

Andei até um sátiro albino que se encontrava aonde era destinado para ser feito os treinos de espadas. Sorri simpático para ele e o cumprimentei.

– Olá, sou Joe, filho de Afrodite. Preciso que prepare para mim um de seus autômatos. Um de peso leve, apenas para um treinamento básico com uma espada. – Falei, esperando por uma respostas.

Ele apenas sorriu de canto, fazendo uma cara de que não tá nem ligando. Ele é meio tenso, não curtia muito sua cara. Mas como é seu trabalho de instrutor, ele trouxe o que havia sido peço.

O androide segurava em uma de suas mãos apenas um espada. Ele deveria ter o meu tamanho e eu pude perceber que não seria muito difícil derrotá-lo. Também busquei uma espada para eu batalhar, e um escudo, para defesa.

– Vamos! – Ordenei, segurando com força a minha arma.

Disparei ziguezagueando em direção ao meu oponente, atacando-lhe e fazendo nossas espadas se chocarem diversas vezes uma com a outra. Fazia um alto barulho enquanto voava faíscas para todos os lados. Usava o escudo para me defender, tentava também me esquivar de todos os golpes que vinham em minha direção.

O robô me atacou pela direita, fazendo um corte em meu braço. O sangue escorria, mas eu podia ignorar a dor. Abaixei enquanto a espada vinha em direção a minha cabeça e desferi um golpe na barriga do meu inimigo. No corte fazia um intenso barulho de energia, enquanto as faíscas pulavam para fora do corte.

Fui acertado por um chute no rosto, que me fez voar alguns metros para trás. Sentia um gosto bem forte de sangue em minha boca, enquanto escorria pelos cantos. Limpei e me levantei ainda tonto. Receber um chute no meio da cara por uma perna de ferro, literalmente dói.

Corria novamente em ziguezague em sua direção. Defendi com meu escudo um golpe que vinha em direção a minha barriga. Dei um giro e acertei minha espada duas vezes consecutivas no peito do androide, fazendo um ‘’x’’ no lugar.

– Vou destruir você! – Resmunguei.

Recuei com alguns passos para trás enquanto ele se aproximava. Esquivava de seus ataques usando todas as minhas habilidades. Mas ainda cheguei a receber alguns golpes na perna, ombro e no peitoral. Já estava cansado, ferido e o suor escorria pela minha testa.

Dei umas piruetas para trás, afastando-me. O androide correu super rápido em minha direção.
Quando ele estava bem próximo fingi jogar meu corpo para a esquerda e joguei para direita, dando-lhe uma volta. Estava em suas costas mas assim que ele virou, cravei minha espada aonde estava o ‘’x’’ em seu peito. Ataquei com força em sua cabeça robótica, usando o escudo. Vários golpes consecutivos, até esmagar seu ‘’crânio’’.

– Preciso de um banho... – Disse assoprando minha franja loira, implorando por um maravilhoso banho de banheira.

Guardei as armas novamente no arsenal. Caminhei em direção à enfermaria para cuidar dos ferimentos que eu havia obtido. Logo depois, iria voltar para o maravilhoso e perfumado chalé X.




AVALIAÇÃO

Começou bem, mas a luta foi bem confusa.

♦ NARRATIVA 13/20
♦ CRIATIVIDADE 15/20
♦ GRAMÁTICA 12/20
♦ HABILIDADE 10/20
♦ NPC 10/20
                       
TOTAL 60/100  




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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Irina Feuerschütte em Qua Set 28, 2016 10:52 pm

— Florete x contra x Florete


Depois de nos encararmos um poucos. Eu e Lacaile estávamos prontos para lutar. Eu ainda estava um pouco irritada com ele, talvez por isso eu queria tanto aquela luta. Se eu pudesse, simplesmente cortaria fora sua garganta, mas isso seria impossível.
- Preparada pro combate. Filhinha de Afrobitch? - ele falava com um tom sarcástico. Sentia que era apenas para me provocar.
- Pode vir quando quiser

Em um piscar de olhos, o sátiro avançou em minha direção. O Florete em sua mão rapidamente alcançou a altura de meu pescoço, mas ele não iria me derrotar assim tão fácil. Logo fiz a lâmina de minha arma bloquear o ataque dele.
- Não irei perder tão facilmente! - Logo após isso, fiz uma certa em meu florete, fazendo com que o sátiro recuasse um pouco. Após isso, avancei em sua direção, fazendo uma sequência rápida de três ataques, o que era fácil com a leveza da arma, mesmo assim, ele se defendeu de tudo. Tranquilamente. Sem demorar mais, ele também avançou em minha direção. Com uma força bruta imensa, ele me jogava um pouco para trás, dando uma abertura para que me atacasse. No entanto, eu usei a tática do golpe giratório, conseguindo fazer um pequeno bloqueio.

Eu estava começando a me animar. Eu estava conseguindo acompanhar com certa facilidade os movimentos do sátiro. Porém, isso não iria me garantir a vitória. Meu oponente parecia sequer se importar com aquilo, no entanto, ele não estava pegando leve. Eu sentia isso em seus ataques brutos e velozes.

Logo eu voltei a avançar na direção do treinador. Graças a sua habilidade com o florete, ele sequer precisava se movimentar para se defender. E, assim que teve chance, ele avançou em um último ataque. Ele fez uma força incrível na lâmina da arma, fazendo com que a arma voasse de minha mão. Justamente pelo fato da arma ser leve, eu não a segurava com tanta força. Aquilo me fez perder o combate
- Quem diria. Uma filha de Afrobitch que sabe lutar. Acho que já vi de tudo nessa vida.
- Vamos de novo! - exigi. Eu ainda queria continuar lutando. Eu sentia que depois de algumas 100 tentativas, eu poderia vencê-lo.

Então, comecei a praticar um pouco o combate. No entanto, a conclusão era sempre a mesma. Laceile vencendo. E por incrível que pareça, eu conseguia resistir muito bem aos ataques dele, mas não conseguia durar muito tempo. Ele sempre dava um jeito de me derrotar. Ou me derrubando, ou tirando minha arma de alguma forma. Ele era incrivelmente forte e rápido.

No final, acabei saindo dali sem ter conseguido vencer o sátiro, e muito menos fiz os outros campistas pararem de chamar minha mãe de "Afrobitch", mas aquilo não importava. Eu ainda tinha muito caminho a trilhar.
— viking age



AVALIAÇÃO

Tente ser mais fiel ao NPC, não consegui enxergar o Lacaile.

♦ NARRATIVA 14/20
♦ CRIATIVIDADE 15/20
♦ GRAMÁTICA 17/20
♦ HABILIDADE 13/20
♦ NPC 07/20
                       
TOTAL 66/100  




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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Emma Saar Forchhammer em Sex Set 30, 2016 4:35 am

I said you're on fire babe
Said the night was over, I said it's forever. Twenty minutes later wound up in the hospital the priest thinks it's the devil, my mum thinks it's the flu...

Emma caminhou até a Arena de Combate e olhou ao redor, com o lábio inferior preso entre os dentes e uma das mãos no bolso de trás da calça jeans. Ela procurava algum tipo de treinamento diferente, algo que testasse seus limites, que ia além de uma luta simples contra um boneco ou qualquer coisa semelhante.
— Hey, precisa de alguma coisa? — perguntou um sátiro.
A semideusa segurou uma careta quando ele se aproximou. Por que as pessoas ainda insistiam em se aproximar dela? Pelo menos ele ainda não tinha a tocado, isso o faria perder a cabeça.
— Apenas procuro um tipo de treinamento diferenciado. — respondeu, olhando ao redor novamente.
— Já lutou contra alguém antes?
Assentiu.
— Uma vez.
Um sorriso que beirava a incredulidade surgiu no rosto do sátiro realmente ponderou a oferta. Ele não parecia alguém fraco, seu porte físico demonstrava que era era um sátiro que estava a bastante tempo ali.
— Ok, vamos lá. — disse a filha de Hermes, em tom de desafio.
Os dois se encaminharam para o centro da arena e Emma tirou sua arma do coldre, girando a espada em sua mão e se preparando para a batalha. O sátiro fez o mesmo, manuseando uma lança  com uma habilidade um tanto impressionante. Ele foi o primeiro a iniciar o ataque, acabando com a distância entre eles e tentando golpear o flanco esquerdo da semideusa.
Emma se moveu para a direita, saindo do caminho da ponta da lança e erguendo sua espada para iniciar seu ataque, no entanto, seu oponente foi mais rápido e aparou o golpe com a própria arma e empurrou a filha de Hermes para trás.
Ela cambaleou, afastando-se dele por alguns passos antes de retomar o equilíbrio. A essa altura, escorriam algumas gotas de suor por seu rosto, mas o olhar decidido e impenetrável continuava em sua face, inquebrável por qualquer movimento que ela ou o sátiro pudesse fazer.  
Com um golpe de balista, Emma conseguiu se aproximar do sátiro a ponto de fazê-lo cambalear e perder o equilíbrio. A filha de Hermes sorriu maliciosamente antes de se abaixar.
Ele viu a garota em cima de si, com a ponta da espada em sua garganta e um sorriso vitorioso em seu rosto.
O erro de Emma foi já ter contado com sua vitória, mesmo de longe tendo a obtido. A arma do sátiro, mesmo um pouco afastada dele, ainda estava em seu alcance. Lacaile conseguiu esticar o braço até a lança e fechar os dedos em volta da superfície gélida da arma e, com um único golpe, atingiu o braço da filha de Hermes na horizontal. Ele ainda pôde ver um filete de sangue escorrer por entre o rasgo da camisa antes dela se afastar em passos rápidos, uma expressão de surpresa em seu rosto.
Em movimento rápido, o sátiro estava de pé. Ele arremessou a lança em direção a menina e a teria atingindo em cheio e se ela não fosse furtiva o suficiente para sair do caminho.
Lacaile tirou uma adaga de algum lugar antes de partir para cima de Emma de novo. Ele estocou contra ela, tentando atingi-la em seu tronco, mas seu golpe foi interceptado pela espada da semideusa, mas ele não deu chance a ela e continuou atacando. Ou tentando.
O sátiro era rápido e executava seus golpes com perfeição e determinação até conseguir desarmar Emma e colocar sua adaga na garganta da garota.
— Eu venci. — comemorou o garoto.
Emma riu e bateu com o cotovelo na barriga dele que a soltou quando seu corpo tombou para a frente. Rapidamente, a filha de Hermes tirou uma adaga do espaço entre sua pele e o jeans, puxando o cabelo do sátiro e pressionando a lâmina contra a garganta dele.
— Não, eu venci. — afirmou.




AVALIAÇÃO

Novamente o NPC está fora do personagem, mas o treino foi interessante.

♦ NARRATIVA 15/20
♦ CRIATIVIDADE 15/20
♦ GRAMÁTICA 16/20
♦ HABILIDADE 14/20
♦ NPC 4/20
                       
TOTAL 64/100  




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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Sammi Scarllat em Sex Set 30, 2016 5:53 pm

Acordei um pouco animada hoje, resolvi deixar minha lança descansar um pouco após o mico do ultimo treino com ela. Desta vez tinha decidido treinar a minha habilidade na espada e para isso fui direto ao treino com espadas.
Logo que cheguei avistei alguém, depois de alguns segundos a mais observando percebi que se tratava de  Lacaile, um sátiro albino de óculos de sol e muito serio que era o treinador ali. Fui chegando perto dele com calma, o mesmo parecia muito ocupado fazendo algo e precisei de alguns segundo para perceber que ele afiava uma espada curta e extremamente branca.
-Muito bonita –disse por fim, observando-a maravilhada
Retirei minha faca de bronze, Lacaile pareceu se segurar para não rir. Sabia que aquela era uma arma iniciante e a dele era incrivelmente melhor, mas bons lutadores não eram formados pelo que tinham e sim pelo que sabiam.
-Quero treinar –falei, tentando não parecer insegura.
O sátiro era muito serio, e mesmo após seu sorriso de ironia o mesmo voltou a seu estado serio terminando de afiar sua espada e indo ate mim. Seu olhar parecia impiedoso e severo.
-A Escolha e sua semideusa!- respondeu finalmente, brandindo a espada e me atacando.
Logo que começamos o treino tentava jogar os golpes de Lacaile para as laterais com minha espada, estava sem nenhuma chance sequer de lançar um contra-ataque naquele momento. O sátiro era rápido e ágil demais, ataca-lo agora significaria dar brecha e mostrar algum ponto vulnerável como havia acontecido com Tobias no treino de lanças. Talvez  mais a frente no treino pudesse lançar ofensivas contra ele, mas agora era quase impossível fazê-lo sem saber ao certo como o treinador reagiria ao golpe.
Lacaile brandiu a espada, isso me deu alguns segundo para recuar alguns passos em defensiva a seu próximo golpe.  O treinador é muito rápido, extremamente forte, e bem ágil para um sátiro. Recuar naquele momento seria minha melhor estratégia ali, por enquanto, deferindo golpes defensivos enquanto não houvesse uma brecha para um contra-ataque. Naquele momento deixá-lo na defensiva não seria uma boa idéia, eu estaria mais propensa a mostrar meus pontos vulneráveis e ele teria mais tempo de observá-los e grava-los melhor. O que para uma iniciante era muitos.
Meu pulso se movia freneticamente assim como minhas pernas na tentativa de recuar e me defender de seus golpes furtivos, avançando a medida que seus golpes pareciam fluir altos e fortes enquanto erguia e abaixava o antebraço procurando uma luta fluida. Podia sentir meu corpo se cansar, as gotas de suor escorrendo por meu rosto e descendo ate minha garganta. O barulho das laminas se encontrando lembravam nitidamente o arranham do giz no quadro negro, tentei segurar meu rosto de desgosto.não daria aquele gostinho a ele.
Em uma fresta de segundo me esqueci completamente do que estava fazendo e brandindo a espada ataquei Lacaile com um pequeno golpe circular inferior, o sátiro contra-atacou com um primeiro golpe forte inferior lateral jogando minha espada longe e logo em seguida voltou a lamina de sua espada em meu pescoço. Respirei fundo sentindo o calafrio em meu estomago, mesmo por baixo daquele óculos negro redondo podia sentir que ele não me mataria, ainda sim a sensação não era das melhores na minha posição.
-De novo! –pedi, engolindo em seco.
Só sairia daqui enquanto aprendesse.




AVALIAÇÃO

Você tem uma boa narrativa, mas acho que ainda tem medo de criar e ousar


♦ NARRATIVA 18/20
♦ CRIATIVIDADE 13/20
♦ GRAMÁTICA 14/20
♦ HABILIDADE 13/20
♦ NPC 14/20
                       
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Tate Langdon em Dom Out 02, 2016 3:33 am



Lothar Frostwolf
I don't wanna hurt you! Though do i have to kill you.



O sol finalmente resolveu aparecer no horizonte, sua luz surgia na imensidão azul do mar, e a grande estrela tomava o rumo do céu. Nunca fui de acordar tarde, ainda mais depois de tantas descobertas. Estava sentado sobre as toras de madeira do chalé de Poseidon, meus pés tocavam a água, os movimentos suaves de minhas pernas criavam ondulações no líquido que se espalhava até o ponto de sumir. Eu não era acostumado com aquele lugar, via os outros campistas vagando, treinando, conversando.... Meu olhar vai de encontro ao além, imaginando que tipo de coisa eu seria capaz de fazer. Eu ainda não tive tempo o bastante para aprender muito sobre meu pai, mas sabia que o mesmo era o Deus dos mares, criador dos cavalos e profanador do que hoje é um monstro, como o que me atacou e assassinou minha mãe.

Meus pensamentos vagos me levam a ter vontade de vingança, mesmo sabendo que a criatura estava morta, o sentimento de impotência por não poder proteger aqueles de quem eu gostava me deixava louco. Ergo-me, retornando ao interior da “casa” onde busco minha espada, hoje eu descobriria até onde meus limites poderiam me levar. Tomo o rumo do campo de treinamento, mantendo-me em silêncio e sem olhar diretamente aos outros semideuses. A caminhada é curta até o local, a brisa soprava em meu rosto me fazendo relaxar, forço meus dedos no cabo da arma e logo os deixo mais soltos, fazendo o movimento repetidamente para me acostumar com a pega daquela arma. Observo algumas mulheres batalhando ferozmente, enquanto outros não com tanto ânimo, mas com tudo que tinha a mostrar. Todos eram dedicados a seus treinos e a orgulhar seu progenitor, eu esperava poder fazer o mesmo algum dia.

Em passos lentos, me aproximo de um boneco feito de madeira. Este, era como os dos filmes antigos onde os guerreiros usavam-nos para treinar suas habilidades. O fato de ser um iniciante no assunto me fazia crer que ali era o local certo para iniciar meu pequeno treinamento, parando a frente do meu novo alvo. Segurando a espada com meu braço direito, ergo meu punho até a altura da barriga, deixando a ponta da lâmina direcionada para o “tronco” a minha frente, fazendo um movimento certamente desajeitado em que o estoco. A lâmina sequer adentrou, acredito que o estrago tenha sido provocado mais pela minha força que por meu movimento. Respiro fundo, iniciando novamente o movimento. Desta vez, deixo meu braço mais firme e ao investir, deixo o ar de meus pulmões irem embora, liberando minha energia juntamente a força que depositava naquele objeto. Sucesso, adentro do “adversário” ainda mais o que me alegra. Um breve sorriso surge, enquanto volto a repetir os movimentos, aquele treino permaneceria até eu sentir-me ofegante.

Após golpes e mais golpes, o alvo estava perfurado, meu braço dolorido pelos consecutivos impactos de encontro aquele objeto. Deixo o peso da arma apoiar-se no chão, enquanto respiro um pouco. Retomo meu treinamento, segurando firme a espada, desta vez o golpe seria para cortar, e não perfurar. Abro o braço de forma que a ponta da lâmina ficasse apontada para o céu, puxando-a então pelo cabo, em um movimento lateral que acerta a área considerada pescoço daquele boneco. A arma estremece juntamente ao meu corpo, minhas forças não estavam das melhores, então me esforço ainda mais no próximo golpe. Este que visaria o mesmo lugar, certifico-me de que empunharia o cabo da mesma com força, o golpe tinha de ser único e forte. Respiro, da mesma forma que antes, e realizo o movimento. A arma corta ainda mais da madeira, abrindo uma pequena fenda no mesmo.

– Você não leva jeito mesmo, não é? – Uma voz inunda meus ouvidos, está que vinha de trás de mim. Após virar-me observo um homem, estatura forte e olhar confiante. – Se você usar sua espada como parte de seu corpo, poderá dominar a arte com esta lâmina. – O mesmo se pronuncia enquanto movimenta sua arma com algumas acrobacias ao redor do corpo. Confirmo com a cabeça, recolhendo minha arma, não queria ter chamado atenção de ninguém, muito menos criar amizades com eles. Apenas viro-me de costas para o rapaz, indo de encontro meu chalé, por hoje seria este meu treino, mas acabei gostando daquilo, fazia eu me sentir mais confiante e quem sabe até mesmo forte.


♓  Post: 001  ♓



AVALIAÇÃO

Treino muito bom.

♦ NARRATIVA 20/20
♦ CRIATIVIDADE 16/20
♦ GRAMÁTICA 18/20
♦ HABILIDADE 16/20
♦ NPC 0/20
                       
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Tate Langdon em Ter Out 04, 2016 9:49 pm



Lothar Frostwolf
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Os dias estavam começando a ser entediantes, me sentia cada vez mais isolado do mundo e como se não bastasse, não havia feito sequer uma amizade pelo acampamento. Meu pai pareceu ter me abandonado, desde que fui atacado nunca mais ouvi sua voz. Uma das únicas coisas que me acalmavam era ouvir o som do mar batendo de encontro as rochas e pilares feitos de madeira, estes que sustentavam parte do chalé de Poseidon. Me avisaram sobre outros filhos dos grandes deuses, e acabei por descobrir mais tarde que o rapaz que falou comigo na arena, era filho de Ares, deus da guerra. Aquele lugar me dava liberdade, mas não desafio, decidi retornar aquele lugar para treinar.

Não demora muito até que eu chegue onde queria, a arena parecia estar deserta. Imaginei que fosse pelo fato de termos almoçado a pouco, quem sabe onde estariam. Ao outro lado do local estava um homem, suas pernas não poderiam ser ditas de um humano. Ouvi histórias que aqueles eram considerados Sátiros, me aproximo do mesmo então falando:
- Olá, você é o responsável por este lugar? – Meu tom era baixo, porém compreensível.
- hey, filho de Poseidon, sou responsável pelos treinos. – O mesmo retrucou, respondendo-me. – Tens algo em mente? – Concluiu.
O mesmo segurava uma espada em suas mãos, ele estava afiando-a em algo. Quem sabe um pequeno treino não fosse fazer-me mal, tomo a arma recebida como presente de meu pai, esta empunhada em minha mão direita.
- Ainda sou iniciante, mas acho que podemos ter uma boa luta.
Um sorriso desafiador surge em meu rosto, afasto-me lentamente, enquanto ele tomava o centro da arena. Ambos nos olhávamos como se esperássemos a ação do adversário, eu realmente estava nervoso afinal, esta seria minha primeira luta de verdade.

O Sátiro toma a primeira ação, investindo de encontro a mim efetuando ataques laterais, o primeiro veio da direita para a esquerda e após o aposto, seus movimentos eram rápidos e perigosos o que exigiu uma reação na mesma velocidade. De seu primeiro ataque desviei saltando para trás, mas em seguida não conseguiria esquivar então usei a espada para aparar seu golpe. O aço tremeu em minha mão, fazendo-me sentir o peso da arma enquanto me afasto ainda mais. Ele então modifica sua tática de ataque, agora fazendo algumas estocadas com a lâmina. Respiro fundo ao desviar o corpo do primeiro ataque, então investindo com a espada de forma lateral na altura do pescoço do mesmo.

Em um movimento mais do que habilidoso o mesmo se abaixa e com sua mão livre golpeia minha barriga que estava livre. Forçando-me a ir para trás, e a “segurar” minha barriga pela dor que sentia.
- Você leva jeito para a coisa, garoto. – Disse o Sátiro, virando-se de costas e voltando a onde estava antes. – Alias, me chamo Lacaile.
O mesmo havia encerrado nosso combate, por sorte minha. Sorrio para o mesmo, gradecendo e dizendo-lhe meu nome “Lothar Frostwolf”. Após isso retornaria a meu chalé, para ver o quão machucado ficará minha barriga.


♓  Post: 002  ♓




AVALIAÇÃO

Treino muito bom. mas tente entrar na mente do treinador, ele não iria só batalhar e ele também daria instruções.

♦ NARRATIVA 18/20
♦ CRIATIVIDADE 13/20
♦ GRAMÁTICA 18/20
♦ HABILIDADE 16/20
♦ NPC 8/20
                       
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Tate Langdon em Qua Out 05, 2016 8:33 am



Lothar Frostwolf
I don't wanna hurt you! Though do i have to kill you.



Ainda era manhã, o silêncio tomava o chalé de Poseidon. Eu estava sentado no deque do chalé, apoiando meu braço sobre o joelho, uma das pernas curvadas enquanto a outra estava solta e encostava na água. Em minha mão estava a espada que me fora dado de presente por meu progenitor, o mesmo que até então havia sido muito ausente, eu esperava que isso mudasse logo. Mas porque eu estava com minha arma? Bem, na noite passada fui informado pelo instrutor da arena que esta manhã o mesmo iria dar algumas lições sobre combate, e como já havia me encontrado com ele anteriormente fui convidado a aparecer. Eu estava ali, apenas observando o horizonte como se buscasse respostas no mesmo.... “Porque mãe? Porque você tinha que me defender? “ Meus pensamentos egoístas inundavam minha cabeça, me deixando com culpa e ao mesmo tempo raiva dela. Uma lágrima é derramada antes de me erguer e tomar o rumo do local combinado.

Meus passos eram lentos, enquanto segurava o cabo da arma apontando sua lâmina para o chão. Passava pelos outros campistas, muitos me olhavam diferente e como já havia ouvido os boatos, era por ser filho de um dos três grandes. Não demora até que eu chegue na arena, e lá estavam todos e até mesmo o Sátiro. – Finalmente, Lothar. Achei que não apareceria. – O mesmo exclama, chamando a atenção de todos para mim. Apenas me aproximo, e faço um sinal concordando com o rosto, para que ele pudesse começar sua “aula”. Parte dos semi deuses estavam ali para ver os ensinamentos, ao menos, os iniciantes como eu. Lacaile não tarda a tomar uma das diversas espadas que estavam disponível no local, indo em direção ao centro da arena, pronunciando-se. – Como todos devem saber, isso é uma espada (avá), mas para que irão usa-la? – O mesmo pausa observando os campistas, aguardando uma resposta. Uma moça, olhos castanhos e cabelos pretos se pronuncia. – Para matar nossos inimigos! – O tom de sua voz era firme e confiante, até mesmo precipitada. O Sátiro nega com o rosto, respondendo: - Monstros, eles serão o alvo de suas lâminas.

Ele então aponta a lâmina, passando-a em direção de um por um enquanto fala. – A espada é como uma extensão de nosso corpo, ela não deve ser considerava como um objeto de dano e sim como um braço longo que pode salvar suas vidas como tirar a vida dos diversos monstros espalhados pelo mundo. – Ele fazia algumas acrobacias com a arma enquanto explicava, e eu concordava com ele, nas vezes em que usei a espada senti que a única forma de realmente aproveita-la seria fazendo movimentos únicos de meu corpo e da lâmina. Sou pego de surpresa pela voz de Lacaile me chamando. – Venha Lothar, vou demonstrar com você a primeira lição de hoje. – Não êxito e avanço até ficar próximo do Sátiro, ele continua falando sobre o aprendizado. – Primeira lição, uma boa defesa sempre será melhor que um ataque. Monstros grandes cansam mais rápidos, então vocês só devem aguentá-lo. – O mesmo se prepara para me atacar, fazendo sinal para que eu me defenda. Ele me pede para apenas desviar de seus ataques, usando minha espada, claro.

Seu primeiro ataque vem de cima para baixo, algo bem complicado de se desviar com minha lâmina levando em consideração de que ele não nos ensinou como fazê-lo. Deixo a lâmina na diagonal para fazer o aço de sua arma deslizar pelo da minha, guiando-a para a lateral de meu corpo. Sucesso, mas ele não pausa por aí, repete o golpe. Eu faço o mesmo movimento, sentindo que dessa vez ele pareceu ter colocado mais força. O golpe se repete, e dessa vez minha defesa é quebrada, o que me faz tombar. – A espada não é um escudo, ela não aguentará diversos golpes, vocês precisam dar um tempo ao corpo de vocês, então mudem a direção. Em uma batalha, por mais difícil que pareça, sempre há uma saída, achem-na. – Ele termina por falar, erguendo a mão para que eu me erguesse.


♓  Post: 003  ♓



AVALIAÇÃO

Muito bom, gostei das aulas.

♦ NARRATIVA 18/20
♦ CRIATIVIDADE 17/20
♦ GRAMÁTICA 20/20
♦ HABILIDADE 18/20
♦ NPC 13/20
                       
TOTAL 86/100  



ATUALIZADO
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Caleb Owen Geirskögul em Qua Out 05, 2016 9:26 am


Cause this is just a game.
Tell me would you kill to save a life?


O

escravo. Aprisionado pelo temor de alguém tão assombrado quanto você, caro alfaiate. És aquele que em seus melhores momentos, a insanidade lhe vem como a melhor amiga que pode ter. Basta apenas não renegar o carinho oferecido pelo seu desiquilíbrio. Abrace-o e seja aquele quem realmente é. Dê boas-vindas ao verdadeiro eu.



Virtudes 


Os traços corrompiam o pardo papel de forma aleatória, gravando ali pensamentos difusos intraduzíveis até mesmo pelo autor de tais irrelevantes transcritos, o grafite deslizava sem oscilar ou deparar-se com quaisquer incertezas, a íris negra repousada com astúcia sobre os atos ali decorrentes. Caim pressionou o dorso contra a parede gélida e plana de seu chalé, seu olhar vagou pelo cenário estéril que o ladeava, alguns objetos posicionados de forma aleatória cediam uma caótica paisagem.

Transpôs a porta sem receio algum lhe habitando, a camisa de tecido leve era sobreposta pela jaqueta de couro, ambas esvoaçando ao conduzir do vento, este que lhe bagunçava os fios brancos da cabeleira. Elevou o indicador destro, raspando sua unha pela barba por fazer adjacente de seu maxilar aliviando assim a inquietação.

- Quero você em meia hora na arena que eu designei, Lacaile deve seguir para lá em breve. Os cascos se chocaram alternadamente contra o solo, agitando a poeira que havia assentado ali. Quiron se afastou com um olhar repreensivo de despedida, a cena soava quase cômica ao olhar dos que ali transitavam. Não houve sequer esboço de recusa ou gratificação pelas instruções a si conferidas, inspirou parte do ar que trazia consigo partículas de poeira, seu nariz se franziu antes que ele guiasse os próprios passos.

  Good boy.

Seu corpo se detia defronte um interessante arsenal, seu olhar vagava pelas diferentes armas ali dispostas até que uma se tornasse alvo de sua atenção. O tronco curvou-se tendo os joelhos quase a tocarem o chão enquanto os dedos destros envolviam o punho talhado em madeira assim como toda a extensão da réplica de uma espada lâmina média. Tornou à sua habitual postura, a testa franzida de forma sútil apresentando uma ruga entre as sobrancelhas enquanto seu ante braço girava cortando o ar e adaptando o peso da arma.

Seus passos lhe guiaram sorrateiro até que se encontrasse perante aquele cujo os pelos imitavam a coloração de seu próprio cabelo. A estatura diferenciada do sátiro forçava o semideus a curvar-se vez ou outra para vagar seu olhar pelo mesmo, a expressão indiferente do garoto nada se assemelhava à sustentada pelo instrutor, cuja a desaprovação parecia frequente. Caleb foi instruído a recuar e ouvir com atenção, enquanto o mesmo tagarelava algumas ordens rabujentas.
- Garoto, você precisa se concentrar mais se quiser continuar vivo ! E largue essa porcaria. - A voz esganiçada do instrutor ecoou até os ouvidos atentos, as mãos espalmadas foram de encontro ao solo, o ar gélido lhe acariciou a face momentaneamente enquanto seus lábios se comprimiam e seu corpo era impulsionado a ficar de pé novamente. Uma garota de cabelos laranjas se posicionava defronte a si, o sorriso satisfeito nos lábios da mesma denunciava sua ligeira vantagem, as vestes dela ainda intactas enquanto Caleb expelia de seus pulmões parte da poeira que inalou ao ser derrubado. O garoto inspirou, sua iris compenetrou a face alheia, seu pé destro arrastou para trás e firmou de forma a lhe atribuir melhor equilíbrio. A espada protegia seu flanco, seu tronco se curvou sutilmente enquanto a garota avançava para si rapidamente, a distância entre ambos se tornou quase nula antes que um ataque direto lhe atingisse o ombro espalhando uma intensa dor por todo seu braço. Recuou cambaleante, suas orbes se tornaram mais evidentes assim que arregalou os olhos, a garota se movia novamente, mas com uma lentidão significativa. Owen elevou a "lamina" diante de sua face e sentiu o choque contra a arma da menor estremecer seu punho, curvou seus joelhos e logo impulsionou a espada alheia para trás a afastando de si, girou seu corpo e chocou a sola de seu sapato contra o peito da ruiva, roubando o equilibrio da mesma para que esta se chocasse contra o solo.
  Seu corpo se lançou sobre o dela, Caleb se tornara um espectador de suas próprias ações enquanto seus punhos se chocavam contra a face da semideusa, incessantemente. Os cascos ecoaram velozes até que sua camisa lhe apertou o peito e o puxou para trás, logo seu olhar encontrou a face enfurecida do sátiro que esbravejava palavras hostis contra si. O garoto havia perdido o controle novamente, seus punhos eram envoltos por uma camada errante de gelo e este se estendia gradativo pelos seus braços, desejando engoli-lo antes que a consciência se fizesse ausente.



habilidade:
 - Nível 1:
➤ Criocinese Básica: Possui a habilidade de controlar o elemento da gelo somente com comandos mentais. Podendo levitá-lo e moldá-lo como quiser. Dano de no máximo 50 pontos com gasto de 20MP. Se houver água, gasta-se 5MP a menos.






# #
Hit the gas, kill 'em all.




AVALIAÇÃO

Gostei muito do treino, mas tem algumas coisas que tenho que apontar. resto no spoiler, já que você falou que queria saber onde melhorar.

♦ NARRATIVA 19/20
♦ CRIATIVIDADE 18/20
♦ GRAMÁTICA 18/20
♦ HABILIDADE 14/20
♦ NPC 13/20
                       
TOTAL 82/100  



Spoiler:
Geralmente tenho que falar para as pessoas pensarem no ambiente, e nos sentimentos e não só na ação, mas com você é o contrário. eu sei que é difícil equilibrar os dois pontos mas com a prática que se chega a perfeição certo? Uma outra coisa é a legibilidade do seu texto. pense em cada texto seu como um livro, se seu texto for complicado atingirá um público menor (apesar de ser uma forma linda de escrever) se seu texto for mais simples atingirá um público maior.
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Harry von Schönborn em Sex Out 07, 2016 1:18 am

Hello, bitch!

A primeira luta de vida ou morte parecia ter impulsionado a prole de Ares, pois o mesmo estava louco para treinar e voltar a ter um combate como aquele. Fora o que menos saiu ferido entre os irmãos, mas não sabia se aquilo era ruim ou não, adoraria ter uma cicatriz de combate. Era como uma medalha de reconhecimento pelo trabalho duro, mas paciência, uma hora teria que ter uma. Mas fora uma experiência muito boa, pois suas habilidades de luta foram expandidas e isso era ótimo. Seu primeiro pensamento ao voltar da batalha foi de como se sairia com o sátiro albino, será que apanharia menos? Ou seria surrado da mesma forma? Bom, era o que estava prestes a descobrir. Suas espadas estavam enbainhadas ao lado direito da cintura e o cigarro por entre os lábios, como de costume. E enfim, caminhava para fora do chalé, indo em direção à arena.

Os olhares dos outros campistas para Harry parecia ter sofrido uma mudança. O que antes era apenas puro desgosto, pareceu ter se tornado algo como respeito e medo ao mesmo tempo, provavelmente a informação sobre os Lymnades tinha se espalhado. Mas não mudara nada na vida do jovem, continuava detestando todos aqueles seres repugnantes. O cigarro passou para o canto direito do lábio, e a fumaça escapara pelo o outro lado. Sem maiores problemas, Harry finalmente adentrava na área da arena, e o cigarro que estava praticamente no fim, era tragado uma última vez até ser pisoteado. Adentrou no local observando todos aos redor, porque como sempre, estava totalmente lotada. Ainda não sabia como eles tiravam forças para estar ali todos os dias. Ao se aproximar de uma aglomeração maior, ouvia resmungos altos e mal humorados, e com empurrões para abrir espaço, confirmava o dono da voz. Lacaile, o sátiro albino bom de briga. - Então, idiotas, hoje não estou com paciência para vocês. Tenho uma missão importante, então apenas se matem em duplas. - Harry sorriu de canto e levantou a mão, dando alguns passos a frente. - Hã, se me permite, Dr. Algodão, hoje quero o senhor contra mim. - O sátiro bufou e observou o garoto por alguns segundos e finalmente se pronunciou. - Eu luto com você... Mas terá que vencer um novato primeiro. PETER! VENHA! - Gritou o sátiro para um cara com pelo menos 1, 80 de altura. Ele se aproximou do centro da arena e a aglomeração se dispersava para a plateia. Harry não tinha escolha, precisar fazer aquilo rapidamente.

Peter parecia um pouco desengonçado com a espada longa que tinha em mãos, mas não era algo que poderia ser levado como desvantagem logo de começo. Harry precisava estuda-lo e conhecer seu padrão de movimento. Lacaile deu o sinal com as mãos e Peter não esperou um segundo sequer, correndo em linha reta em direção da prole de Ares que apenas aguardava o último momento para desenbainhar a espada. Até que enfim fora obrigado a sacar a espada, aparando um golpe forte de Peter, que atacava de frente, fazendo um golpe de cima pra baixo. Harry apenas posicionou sua espada de lado e defendeu-se do golpe. Seu adversário não pareceu ser do tipo veloz e teria que usar ao seu favor. Sem ao menos respirar após defender o golpe, Harry fez um rolamento rápido para o lado direito de Peter e girou o corpo para o mesmo lado, pegando-o sem defesa e fazendo um corte em sua perna destra. Ele sentiu a dor por um breve momento, mas virou-se a todo vapor, brandindo a espada com ódio e força. Harry foi pego de surpresa e se não fosse por seu reflexo de desviar a lâmina para o lado, poderia ter ficado sem parte do rosto. Mas aquilo enfureceu a prole de Ares que também não se segurou, dera um golpe rápido e forte com o punho da espada na barriga de Peter. Ele ficou atordoado por alguns segundos, o que era suficiente para terminar a luta. Harry começou uma sequência de golpes, com um corte horizontal na barriga de Peter, depois um corte superficial no ombro do mesmo e por fim, um corte na mão em que segurava a espada, para que a soltasse. Harry suspirou ao vê-lo derrotado e com as mãos para cima. Faltava apenas uma luta.

Lacaile resmungou ao ver que o filho de Ares ganhara a luta sem ao menos nenhum arranhão, seu plano parecia ter dado errado. - Malditos filhotes de Ares! Sempre atrapalhando minha vida. Vamos terminar com isso logo, garoto. - Harry não respondera, apenas olhou o sátiro se aproximando e enfim parando à cinco metros em sua frente. O sátiro estava com sua espada de sempre, uma espada personalizada apenas para alguém importante como ele. Os dois se entreolharam por um minuto exato. Até enfim o sátiro avançar como um raio em zig zag na direção de Harry, que desembainhou as duas espadas rapidamente, pois o sátiro já estava do seu lado num piscar de olhos. Lacaile usou sua espada como um espeto, fazendo golpes retos e aleatórios contra o moreno, apesar da dificuldade conseguia desviar de todos os golpes. Mas o sátiro não parou com a sequência, mudando de posição rapidamente indo do lado direito de Harry para o esquerdo. E seu corpo girou velozmente para a esquerda, fazendo um corte vertical no peito do garoto que defendia no reflexo, mas sua guarda fora invadida. Lacaile aproveitou isso muito bem e fez um corte em X no peito de Harry, que dessa vez não defendia. A prole de Ares sentiu o golpe e tentou reagir com diversos golpes aleatórios, todos defendidos facilmente pelo sátiro que desviou a espada de Harry para o lado. Abriu espaço para outro corte, agora um corte profundo no ombro direito do garoto que agachou instantaneamente. Lacaile não deu tempo para Harry e chutou sua face com toda sua força. O garoto fora lançado para trás e suas espadas caíram uma para cada lado, e seu corpo estava começando a ficar ensanguentado. - Tsc. Isso é para você aprender, garoto. Peter! Leve-o para a enfermaria. Já! - E assim fora derrotado novamente pelo sátiro.




AVALIAÇÃO


85XP de 100XP

NARRATIVA 18/20
CRIATIVIDADE 17/20
GRAMÁTICA 15/20
HABILIDADE 18/20
NPC 17/20


O treino foi bom, me prendeu a atenção do inicio ao fim, mas você pecou em algumas coisas. Você errou em algumas palavras bem simples e não colocou alguns acentos. Sugiro que revise o texto no word para evitar alguns erros bobos assim.

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Ethan Falk Wahlström em Sex Out 07, 2016 7:07 pm


Do I Wanna Know?
Ever thought of calling when you've had a few? 'Cause I always do, Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody new. Now I've thought it through. Crawling back to you! Do I wanna know? If this feeling flows both ways, Sad to see you go. I'm sorta hoping that you'd stay Baby, we both know! That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day.

Apesar do curto prazo em que estava no acampamento, minha mente começava a assimilar as informações e lembranças difusas que surgiam em minha mente, o treino árduo tornava tudo mais fácil. E era exatamente por saber dessas coisas que eu estava indo até a arena aquele dia, eu precisava treinar e afiar minhas habilidades se eu quisesse sobreviver ao mundo que agora pertencia, e mesmo eu não querendo admitir, o fato era que saber que minha vida a partir de agora seria recheada de perigos e risco de morte só fazia com que eu me enchesse de animação.

[Dez minutos depois]

Assim que eu cheguei à arena vi que todos estavam fazendo treinos com armas de curta distância, com espadas, adagas e etc, e decidi que seria uma boa para eu começar o treino como qualquer outro e para isso eu deveria me acostumar a usar duas espadas. Então pegando duas espadas de bronze celestial comum do arsenal eu andei até um dos autômatos que havia na arena e o analisei por um momento.

O autômato possuía em volta de um metro e sessenta e dois e era completamente dourado, possuindo um aspecto humano magro enquanto carregava uma espada de uma mão e um pequeno escudo circular de aço, que para um humano normal seria provavelmente muito pesado para que pudesse levantar, mas para o robô provavelmente não era mais do que um peso leve. Eu havia encontrado o oponente perfeito para mim.

— Ative-se – Ordenei e quase imediatamente o autômato começou a estalar e fazer alguns ruídos de engrenagens girando antes de finalmente assumir uma posição de batalha, segurando firmemente a espada com a mão direita e deixando o escudo sempre meio erguido no braço esquerdo, de forma que pudesse se defender dos golpes rapidamente.

Assim que o autômato se ativou eu rapidamente movi a espada em minha mão esquerda em um rápido corte lateral que visava seu ombro, para que assim talvez eu acertasse o ombro dele e o fizesse não poder usar o escudo tão bem, mas mais rápido do que eu considerava possível o autômato ergueu o braço se defendendo do escudo e contra atacou com um golpe lateral da própria espada, tentando acertar minha costela do lado direito.

— Droga! – Gritei movendo meu braço direito o mais rápido que eu podia de forma a colocar minha espada entre a costela e aparei o golpe do autômato, sentindo todo meu braço vibrar e ficar dormente por causa da força do golpe do robô, usar duas espadas era bem mais complicado do que eu havia pensando anteriormente.

Percebendo que eu não conseguiria usar meu braço por algum tempo o autômato começou a dá uma sequencia de golpes seguidos contra o lado direito do meu corpo, me obrigando a recuar enquanto defendia da melhor forma que podia os golpes dele com a espada que tinha em mãos, meu braço direito ainda inutilizado.

Antes que eu pudesse me recuperar dos golpes que o autômato dava sem nenhuma pausa o mesmo usou seu escudo para golpear meu peito com força, me fazendo perder o fôlego e o equilíbrio, enquanto eu caia de costas no chão e o autômato colocava a ponta da espada em meu pescoço.

— Você perdeu

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AVALIAÇÃO


67XP de 100XP


NARRATIVA 18/20
CRIATIVIDADE 16/20
GRAMÁTICA 18/20
HABILIDADE 15/20
NPC 0/20


Você teve uma ideia boa de treino e conseguiu colocá-la em prática bem, mas o treino foi curto. Você poderia ter narrado mais um pouco do combate.

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Ethan Falk Wahlström em Sex Out 07, 2016 7:10 pm


Do I Wanna Know?
Ever thought of calling when you've had a few? 'Cause I always do, Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody new. Now I've thought it through. Crawling back to you! Do I wanna know? If this feeling flows both ways, Sad to see you go. I'm sorta hoping that you'd stay Baby, we both know! That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day.

Meu primeiro treino não havia sido um dos melhores da minha vida, mas se eu queria dominar o estilo de duas espadas o importante era nunca parar de treinar, não importando o quão difícil isso fosse e era por isso que eu havia decidido voltar mais uma vez para a arena e treinar novamente. A diferença desta vez é que eu havia decidido que iria usar as espadas de ferro estigio que haviam na arena, diferente das de bronze celestial que havia usado da última vez.

— Lá vamos nós de novo, grandão - Falei olhando para o autômato que havia sido meu oponente no treino anterior e havia me derrotado com facilidade, mas agora não seria tão fácil como da última vez, ou pelo menos eu esperava que não fosse.

— Ativar ! - Ordenei enquanto sacava as duas espadas que havia pegado novamente do arsenal, observando cada detalhes das lâminas atentamente. E enquanto eu observava as espadas em minhas mãos ouvia atentamente os sons e ruídos de estalos que o meu oponente fazia enquanto se ativava lentamente, apertando os dedos ao redor do cabo de sua própria espada e levantando o próprio escudo enquanto me olhava e me reconhecia como um inimigo, iria começar o round two.

[...]

Assim que o robô se ativou, ele imediatamente me atacou com sua espada de bronze celestial com um golpe rápido pela direita, visando acertar minhas costelas desprotegidas. Felizmente para mim eu tinha um controle melhor com a espada negra em minha mão direita e rapidamente movi a espada para interceptar o golpe, sentindo todo meu braço tremer com impacto das lâminas.

— Isso dói, maldito - Reclamei ao mesmo tempo em que movia a lâmina vermelha em minha mão esquerda em um corte vertical contra o ombro direito dele, infelizmente aquele era o braço em que ele usava escudo e mais rápido do que eu imaginava ele saltou para trás, levando sua espada consigo ao mesmo tempo em que erguia o escudo e aparava meu golpe com o mesmo.

O choque de metal contra metal não havia sido muito forte, mas havia sido o suficiente para eu sentir todo meu braço esquerdo tremer contra o choque, deixando meu braço dormente enquanto eu recuava e tentava atacar o autômato com uma estocada em sua barriga com a arma que usava em minha mão direita. Mas o meu oponente era mais forte e mais rápido do que eu, mesmo com o meu treinamento militar (Afinal, vamos combinar que ele era um robô super. tecnológico que tinha magia, por favor) e na mesma hora que eu tentei dar uma estocada deu um giro de 180° para o lado, desviando do golpe ao mesmo tempo em que me atingia em cheio com o escudo no rosto, me fazendo tombar enquanto soltava a espada vermelha e caia de bruços no chão.

Antes que eu pudesse tentar me levantar o autômato chutou com força minhas costelas, fazendo eu gemer de dor enquanto pulava alguns metros para trás, sentindo dificuldade em respirar enquanto senti a um enorme ódio pelo robô a minha frente.

— Amigo, eu vou te ferrar legal – Murmurei enquanto girava o corpo para o lado desviando de outro chute do robô e me levantava rapidamente, avançando em direção ao meu oponente enquanto empunhava a espada pronto para uma estocada forte em sua barriga de metal, mas antes que eu pudesse fazer com que a lâmina de minha arma tocasse a barriga de metal do robô o mesmo avançou em um estocada, rápido demais para que eu pudesse desviar.

E enquanto eu olhava fixamente para a lâmina da espada vindo em direção ao meu peito eu senti uma energia fluindo por todo meu corpo e como se fosse um passo de mágica eu senti essa energia fluindo para fora do meu corpo, ganhando forma enquanto se transformava em uma versão de mim, desarmada, mas mesmo assim uma versão de mim. Por um momento fiquei confuso com aquilo, mas era uma oportunidade perfeita de terminar com aquela luta e enquanto meu clone era perfurado pela espada do autômato eu simplesmente girei 180° enquanto segurava a espada com as duas mãos e em um golpe horizontal perfeito separava a cabeça do meu oponente de seu pescoço, o “matando”.

Eu havia ganhado, na pura sorte, mas mesmo assim eu havia ganhado.

FIRST TAG | SECOND TAG | THIRD TAG





AVALIAÇÃO


61XP de 100XP


NARRATIVA 16/20
CRIATIVIDADE 16/20
GRAMÁTICA 14/20
HABILIDADE 15/20
NPC 0/20


Houve um erro de concordância que me deixou de coração partido, mas ainda sim foi algo interessante de se ler.

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Anastácia B. Monferrato em Sab Out 08, 2016 2:11 am


Treino com Espada
It's worth the risk. I was being weak, love is weakness.

Você já se sentiu deslocado? Fora de lugar? Como se tudo estivesse certo, porém nada fizesse sentido? Bom se a resposta for sim, bem vindo ao meu mundo, nesse exato momento a chuva molha meus cabelos, meus braços estão apertando o casaco enquanto meus pés batem contra a lama pisando em poças sujando e molhando meus sapatos. A ruela de terra estava vazia, silenciosa e provavelmente escondendo perigos em cada canto de sombra esperando vulnerabilidade, uma baixa guarda e eu estaria no chão novamente. Mal percebi que pensar isso já me deixava de baixa guarda, meus pés diminuíram a velocidade sem minha permissão e uma silhueta masculina se tornou visível, minhas pernas pregaram-me uma peça e no segundo seguinte eu estava com a cara no chão tentando não engolir a lama que tentava entrar em minha boca.

A mão do garoto estava estendida, eu podia sentir a energia dele, o cheiro que ficava impregnado em cada semideus desde seu maldito nascimento, provavelmente era um filho de Hefesto, quando nossas mãos se tocaram um choque percorreu por todo os dois corpos... Não estou falando no sentindo romântico, eu realmente acabara de dar um choque em um filho de Ares. Levantei-me em um pulo me afastando bruscamente sem me importar com a sujeira que se espalhava por todo meu corpo. - Eu... Por Zeus, eu juro que foi sem querer, isso não era para ter acontecido. - Mas o filho de Hefesto não estava me escutando, seus olhos estavam vermelhos de raiva, ele investiu contra mim com uma espada que eu não fazia ideia de onde tinha surgido, seu movimento fora rápido o bastante para acertar minha bochecha fazendo um fio de um liquido vermelho e viscoso escorrer.

Ele atacou novamente, dessa vez me abaixei rapidamente rolando para trás do mesmo, tirei a pulseira que se tornou um bastão e bati contra as costas do garoto, ele caiu de joelhos, porém em poucos segundos estava novamente investindo contra mim. Dessa vez ergui o bastão antes que sua espada me atingisse, comecei a forçar o bastão para frente a fim de afastar a espada dele do meu rosto, seu pé deslizou na lama fazendo ele se afastar, olhei para um poste de metal que havia ali, não acreditava que faria isso, porém aqueles anos de ballett deviam servir para algo. Corri sem se importar com a lama ou a chuva e me segurei no poste correndo pela parede tipo no matrix sabe? Bom, continuando, me suspendi no ar e dei um chute na nuca do garoto que caiu de cara na lama, sem querer perder tempo sai correndo e afundei mais ainda sua cara nela o fazendo engasgar com a lama, levantei novamente a cabeça do garoto, olhando o mesmo que estava inconsciente. Suspirei pesadamente e limpei meu rosto saindo dali, não sem antes pisar no garoto desmaiado.




AVALIAÇÃO


68XP de 100XP


NARRATIVA 14/20
CRIATIVIDADE 17/20
GRAMÁTICA 19/20
HABILIDADE 18/20
NPC 0/20


Você me deixou confuso no treino, não sei se você enfrentava um filho de Ares ou Hefesto. Além disso achei que o treino foi bem rápido. Independente de você enfrentar um filho de Ares ou Hefesto eles não cairiam tão rápido assim.

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Harry von Schönborn em Dom Out 09, 2016 8:32 pm

Hello, bitch!

Há quem diz que os filhos de Ares possuem um ego do tamanho de um Deus, porém, não é cem por cento verdade. Pode chegar perto, mas todos temos um lado sensível e emocional, uns mais que os outros. E Harry no fundo sabia que tinha alguns problemas para controlar a sua emoção, e isso englobava tanto o amor quanto o ódio. E após ser mandado para a enfermaria por Lacaile, aquela confusão se mostrava mais visível, pois não sabia se sentia raiva ou respeito por aquele sátiro albino. Mas o tempo passara e após uma semana quieto e sem poder treinar, a prole de Ares finalmente estava curado e com isso retornaria às arenas. Seus reflexos não estavam como antes, precisaria de um tempo até voltar ao seu estado físico normal, mas já estava apto para fazer um simples treino. E como estava ansioso para voltar à ativa, seu corpo se projetou a acordar bem mais cedo do que deveria e não demorou muito para se aprontar. O plano era pegar a arena vazia e fazer um treino simples, não poderia se forçar muito. Então saía sem quaisquer barulho para não acordar algum de seus irmãos, e como sempre, um cigarro se encontrava por entre os lábios do jovem. E com um olhar sereno caminhava lentamente pelo acampamento, sentindo a brisa da manhã que pouco aproveitava, e como não havia muita gente acordada, não teria nenhum tipo de problema. Depois de cinco minutos caminhando, finalmente chegava à arena, e um sorriso de canto se formou em seus lábios ao perceber que estava vazia, tendo apenas o instrutor por ali.
   
Lacaile ainda não havia percebido que o jovem estava adentrando na arena, parecia estar perdido nos próprios pensamentos. Harry se aproximou ainda mais do sátiro e acenou com a cabeça para o mesmo. — E aí, velhote. Não se preocupe, hoje eu vim em paz. Apenas preciso melhor um pouco meu reflexo, então se não se importa, ficarei em um canto por alguns minutos. – O sátiro pareceu surpreso de primeiro momento, avaliando se o semideus estava mentindo ou não. Mas pareceu ceder, e o sátiro abriu um sorriso acompanhado com uma risada um tanto quanto engraçada. — Não se preocupe, moleque! Há um boneco de palha por ai, pode pegá-lo se quiser. E irei te ajudar, é pra isso que estou aqui certo?  - Talvez Lacaile não fosse completamente sangue frio, era estranho ver o sátiro falando tão normalmente. Mas aquela vez seria a última provavelmente, e sem delongas, Harry fora direto procurar o tal boneco de palha e não demorou muito para encontrá-lo. Posicionou o boneco no centro da arena e desembainhou as espadas, armando a guarda para um ataque. Lacaile ficou à três metros do garoto apenas para supervisionar. E enfim, começara a série de ataques, seu plano era ser o mais rápido possível, pois seu estilo de combate exigia velocidade ou então seria atingido facilmente.
 
 Harry avançou em direção ao boneco e se movia rapidamente, alternando o lado por onde daria seu primeiro possível ataque. Lacaile o gritava de trás falando para ser o menos previsível possível. E então o garoto correspondeu, com um movimento de zig zag e aleatórios, até enfim chegar perto do boneco e agora seus braços teriam que trabalhar rápido, e seu braço destro foi o primeiro a entrar em ação balançando a espada em direção ao boneco e fazendo um  corte horizontal na altura do peito e em segundos, seu braço esquerdo alternava, fazendo um corte vertical no mesmo local. Recuou por alguns segundos para respirar e novamente avançou contra o boneco. Lacaile gritava o nome da prole de Ares e entre xingamentos soltava dicas de como ele poderia ser mais rápido. Harry avançou com a mesma velocidade de antes, porém dessa vez inclinou o tronco em direção da perna do boneco e desferiu um golpe com mais força, mas tentou não perder a velocidade, assim fazendo com que o corte ficasse mais profundo e consequentemente mais mortal. E ao atingir a perna do boneco e tirar algumas palhas do mesmo, seu corpo voltava a subir e girou o corpo para direita, fazendo com que a espada esquerda cruzasse o peitoral do boneco todo, da cintura até o ombro. E sem ao menos pensar duas vezes, completando o giro, fazia com que as espadas cortassem o pescoço do boneco uma atrás da outra, numa luta de verdade, ajudaria a limitar o tempo de reação do oponente. — Não foi lá tão impressionante, mas está dando pro gasto no momento. — Dizia o sátiro com um tom de desdém, dando um pequeno sorriso de aprovação. Harry não poderia sequer xingar o sátiro, pois estava ofegante demais para isso. Seu olhar passou para a cabeça do boneco que estava com um corte não tão grande no pescoço. A prole de Ares deu um longo suspiro de desaprovação, sabia que poderia fazer melhor que aquilo, mas para um retorno, já era mais do que o suficiente.




AVALIAÇÃO


85XP de 100XP


NARRATIVA 16/20
CRIATIVIDADE 17/20
GRAMÁTICA 17/20
HABILIDADE 18/20
NPC 17/20


Foi um treino bom, você usou o npc para te auxiliar em vez de combater contra ele.

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Harry von SchönbornFilhos de Ares

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Pandora W. Flowers em Seg Out 10, 2016 5:51 pm

— primeiro treino





   Ainda não estava acreditando em que realmente era uma semideusa. Agora teria totalmente uma vida diferente e me adaptar as atividades daquele Acampamento. Estava sentada cama do meu chalé, havia conhecido um meio irmão ou outro, por ser prole de Íris o local costumava ser animado mas com certa tranquilidade, fiquei um bom tempo ali observando todo o chalé, por um lado achava fantástico mas por outro eu ainda ficava com certo medo e preocupada com o meu pai por ele estar sozinho novamente.
     Dei um suspiro e resolvi levantar da minha cama. Era manhã e a luz do Sol invadia as janelas do chalé, reduzindo os objetos multicoloridos dali, dei alguns passos até onde eu costumava guardar minhas coisas e olhei para os presentes que havia ganhado da minha verdadeira mãe. Hoje era o meu primeiro dia de treino, não haveria necessidade de levar aquela mochila legal, então resolvi levar somente a espada. Quando eu a peguei-a de branca a mesma começou a mudar de cor, de azul clarinho para um tom alaranjado um pouco forte. Talvez mostrara aquelas cores representavam o que estava sentindo neste exato momento. Alegria e um pouco do medo o que poderia vir.
     Sem delongas sai do chalé e o deixei vazio, já que meus meio-irmãos haviam ido fazer suas atividades, resolvi caminhar até a área de treinamento, sempre olhando para os lados observando a beleza do local e alguns semideuses com suas armas e alguns de armaduras. Depois de alguns minutos cheguei até a área de treinamento, havia um sátiro albino, Quíron tinha falado que o nome dele é Lacaile e que não era nenhum pouco gentil, só de olhar para o mesmo tive que concordadar.
    Quando me aproximei, vi alguns semideuses que haviam treinar assistir um duelo de Lacaile contra um semideus. Parecia que estava no final e Lacaile estava ganhando drasticamente. Após o semideus ter se rendido, Lacaile parecia feliz e satisfeito, por mais que sua feição parecia séria. O mesmo olhou para a pequena aglomeração de semideuses ali e sorriu de canto.

— Quem vai ser o próximo ? — Dizia sério ainda com sua espada em mãos.

A alguns cochichava de certo medo e desconforto, outros ficavam ali apenas observando ver os novatos como eu sofrerem um pouco. Em gesto rápido todos deram um passo atrás me deixando a frente. Quando eu olhei para eles um pouco atrás de mim, pestanejei mentalmente e olhei para o sátiro rabugento.

— Então a senhorita se pronunciou, hein ?—   O sátiro já erguia sua espada e se posicionada para lutar dizendo de forma firme.

   "É agora que ele vai fazer picadinhos de mim... Droga. " pensei.

    Eu nunca tinha pegado uma espada na vida, nunca aprendera a lutar daquela forma e principalmente entrar em uma briga. Tentei esconder minha aflição e antes que eu pudesse pegar minha espada ou abrir minha boca para dizer algumas coisas, o sátiro veio em minha direção para desferir um golpe em mim com sua espada. Logo eu corri para o lado para me escapar mas não consegui. Sai com um corte em minha cintura de leve e com a camiseta rasgada. Alguns semideuses presentes ali caçoavam dando algumas risadas baixas enquanto Lacaile riu de forma irônica.

— Ser devagar demais é uma desvantagem para o inimigo e principalmente não duraria muito em qualquer missão.— Dizia sério enquanto desferia outro golpe em mim. Isso me fazendo lembrar da vez em que fui perseguidos por monstros e por pouco sai com vida.

Me esforcei mais um pouco e então consegui escapar, com mais facilidade e mais uma vez por pouco, em meio a este movimento, eu peguei minha espada da bainha. Como não sabia manusea-la, fiquei a segurando de forma desajeitada. Quando olhei para minha espada a mesma tinha um tom bem escuro de vermelho, quase chegando para o marrom, senti certeza de que representava o medo . Semideuses experientes ficavam ali olhando com desdém para mim já outros que eram novos como eu olhavam com aflição e tentava o máximo não me importar.

"Olha como ela segura a espada... Pff "  Consegui ouvir o comentário de um deles.

Lacaile resolveu ficar andando pelos os lados, levantei o meu olhar para o mesmo, então resolvi atacar. O sátiro era bem rápido e desviou com facilidade. Tentei desferir um golpe em sua perna de bode mas o mesmo bloqueou o meu ataque com sua espada fazendo um tinlitar ferros pela a arena. Antes que eu pudesse virar, com um golpe feito com o cotovelo em minha costela, ele me derrubou com tudo no chão.
     Fiquei com meus joelhos ralados e eu podia ouvir a risada de alguns semideuses, aquilo foi me dando um pouco de raiva pois eu não poderia desistir e queria ser mais forte. Assim que peguei minha espada, quando mal me levantei, Lacaile resolveu me atacar. Com um dos joelhos no chão eu tentei bloquear seu ataque com minha espada, que já estava com um tom um pouco claro de vermelho que o anterior, pus toda minha força para tentar jogar a espada dele longe a ponto de escapar de sua mão mas o máximo que consegui foi afasta-lo para que eu pudesse levantar. Em seguida ele me golpeou mais duas vezes, fazendo pequenos cortes no braço.

— Seja mais forte e mais rápida ! — Gritava o sátiro.

Eu o encarava séria e comecei a segurar minha espada com força. Com o tempo passei a aprender como segurar uma espada de forma correta. Eu tentava golpea-lo mas não conseguia, o albino bloqueava todos com tanta facilidade, quando chegou a vez dele, o mesmo conseguiu fazer um corte um pouco pior em minha perna, não demorando muito para arder ali.

—  Bloqueie os meus ataques ! Imagina quando um monstro querer te fazer de picadinhos... Meus deuses...—  

 Tentei fazer o mesmo que o sátiro havia feito e quando eu bloquei o golpe do mesmo enquanto levantava nessa próxima investida. E havia conseguido, eu tinha que botar força nos meus braços e tirar a espada dele em cima de mim. Quanto mais ele atacava, eu estava pegando o jeito de bloquear, mas Lacaile era esperto. Numa terceira vez viu o meu pouco em menos desvantagem, a outra perna, então ele resolveu fazer mais um corte feito nela. Além de arder, senti leve desconforto para andar. Soltei um grunhido baixo,  mesmo com dificuldade eu ia em direção ao sátiro para conseguir desferir um golpe mais fraco pois não estava conseguido mais centralizar minha força por causa da dor dos cortes em minha perna.
   Ele bloqueou todos meus ataques que para ele estavam fáceis por ser fraco demais. Por fim foi a vez dele, eu tentei bloquear um ataque ou outro com minha espada até que Lacaile foi mais ágil e rápido. Não conseguindo mais, ele tinha conseguido desferir um último golpe na minha perna que tinha um corte leve. Recuei mais alguns passos e então ele acertou seu cotovelo na minha barriga e eu cai no chão. Fechei brevemente os olhos com cansaço, quando eu os abri, senti a gelada lâmina da espada de Lacaile em minha garganta, o mesmo me encarava sério e por fim disse seco:

— Seja mais atenta, você tem que melhorar e muito.—  Então ele se virou e desafiou um outro semideus que eu apostara que séria massacrado por aquele sátiro.
   
   Enquanto eu, algum semideus caridoso me levara para enfermaria do acampamento pra cuidar daqueles machucados e enfim voltar para meu chalé.

— viking age



AVALIAÇÃO


71XP de 100XP


NARRATIVA 15/20
CRIATIVIDADE 15/20
GRAMÁTICA 10/20
HABILIDADE 14/20
NPC 17/20


Pude perceber alguns erros bobos na gramática, sugiro que passe o texto em algum word com revisão.

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Pandora W. FlowersFilhos de Íris

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Pandora W. Flowers em Qua Out 12, 2016 3:55 am

— Uma nova rotina chamada treinos





Alguns dias havia se passado após o Lacaile ter me massacrado na frente do treino de espada com outros semideuses. O grupo dos mais experientes ficaram zuando eu junto com um grupo de novatos que entraram no Acampamento recentemente desde esse dia. Após ter me recuperado, eu quis dar o meu melhor. Passei a perceber os horários em que o sátiro rabugento estaria na arena, então eu resolvi ir um pouco mais cedo.
Acordei um pouco mais cedo que costumava,fiz minhas higiene pessoal e me arrumei. Coloquei uma roupa simples, peguei minha espada e sai do chalé.
Como era ainda um pouco cedo, havia poucos semideuses perambulando pelo os arredores do Acampamento, durante o caminho aproveitei para comer alguns cookies de gotas de chocolate coloridos que fiz ontem a noite. Mordisquei um e estavam bons, estava com fome acabei comendo os poucos que tinham ali no saquinho que eu trouxera junto comigo. Não demorando muito também para eu chegar na arena. Vi um semideus ou outro ali treinando em dupla ou até mesmo sozinhos.
Como tinham alguns bonecos de palha, comecei a treinar com eles mesmo. Saquei minha espada e fiquei em posição de luta. Segurei minha espada com mais firmeza, meu humor hoje estava neutro então a espada começou a reluzir algumas cores bem claras aleatórias.
Então resolvi dar alguns passos e atacar os bonecos, primeiro passando por um lhe dando um chute golpeando-o na barriga, já outro eu golpeava no braço e o resto na barriga também. Alguns minutos havia já "combatido" todos os bonecos e parei de forma ofegante. Não me dei o luxo de ficar parada por muito tempo e então resolvi treinar novamente ali com os bonecos, visando em manusear melhor a espada.
Dessa vez fui com mais pique e animação, fui para cima dos bonecos. Como havia uns cinco no total, eu passei pelo o primeiro e bati com o cotovelo em seu peitoral seguido de um golpe ligeiro de joelho na barriga, já o segundo, segurei com força minha espada e o golpeei na barriga também, o terceiro cheguei dando-lhe um chute e dando um golpe vertical com a minha espada, o quarto somente fiz o mesmo que o terceiro, e o último boneco somente lhe dei um soco com a mão livre e encravei minha espada no meio de sua barriga. Assim que terminei, não acreditei que havia feito aquilo tudo, após o vexame que passei com Lacaile, um dos meus meio-irmãos mais experiente no Acampamento havia me dado dicas e me ensinado pouco. Eu achei que tinha dado o meu melhor, fiquei ali parada por um bom tempo tentando me recompor para treinar mais uma vez. Eis que eu ouvi um barulho de palmas, eu tomei um susto, passei olhar para os lados e não vi ninguém. Quando eu virei para tras, para minha surpresa, eu passei a observar um sátiro albino e era o Lacaile. Com um sorriso de desdém misturado com sarcasmo no rosto foi se aproximando.

— Você está achando que praticando com bonecos você vai conseguir se proteger quando aparecer algum monstro na sua frente ? — Indagou o sátiro me encarando. - Você acha que algum monstro ou assassino vai ficar parado que nem esses bonecos bobos? - Ele deu uma breve risada de deboche e revirou os olhos.

A minha vontade era sempre de sumir quando via aquele sátiro querendo me diminuir, mas eu não podia simplesmente fugir, eu seria mais uma filha fracote de Íris. Sem ter muito o que dizer, resolvi responder.

— Eu só apenas estava querendo aprender a usar melhor minha espada e ser melhor em combates.—  

Foi aí que o sátiro rabugento caiu na gargalhada se aproximou mais enquanto ia sacando sua espada também. Ele caminhou até ficarmos cara a cara.

— Aprenda... — Ele começou. — Você nunca será melhor combatendo esses bonecos bobos. Você só evolui com um combate corpo a corpo, cara a cara... Você está me entendendo ? — Lacaile não mediu esforços para dizer isso de forma ríspida e grosseira, pois já que era o seu natural.

Aquela forma de como o mesmo dizia, sempre me deixava com raiva, sem dizer mais nenhuma palavra apenas assenti. Enquanto isso minha espada que mudava levemente com vários tons claros de cores foi atingindo um tom de vermelho vivo. Ergui um pouco minha espada e fiquei o encarando, porém com certo tipo de aflição. Ele nunca rejeitava uma luta, se preparou e foi rápido até por demais, dando um golpe com o cabo de sua espada na minha barriga e eu cai no chão.

— Primeiro, nunca mostre aflição para seu inimigo e segundo sempre fique atenta, prole de Íris. —Novamente o mesmo disse com ríspidez e partiu para cima de mim mesmo ainda me recuperando do tombo.

   Lacaile resolveu me atacar, ele ia dar um golpe com sua espada mas eu bloquei mas não por muito tempo. Eu sem querer, não pus força no meu braço e deixei a minha espada cair um pouco longe. O sátiro não deixou de me encarar com satisfação por me desfavorecer no duelo e aplicar outro golpe, o que eu pude fazer era rolar no chão para o lado mas ele desferiu um corte não tão muito grave em minhas costas. Senti o local arder levemente por conta do ferimento mas não deixei me abater ou me desconcertrar como da última vez. Ainda no chão, o sátiro foi rápido e me atacou novamente com sua espada, o que pude fazer rolar para aonde estava minha espada me esforcei para ser ágil pra pega-la e me levantar rapidamente. Não queria ser fraca e me forcei a dar o meu melhor.
      Então foi a minha vez de ir para cima, ergui minha espada segurando-a com força, como sempre Lacaile bloqueou o ataque e tentei novamente. Como a arena estava silenciosa naquela manhã com poucos semideuses, o tilintar de metais de espadas passou a ecoar pelo o local. Lacaile gritava uma coisa ou outra, para me ajeitar na postura, por força na espada na hora do bloqueio de golpe, ser menos lenta e mais rápido. Como sempre, com sua grosseria. Por mais que eu ficasse com raiva, eu me atentava as dicas dele e pude perceber um progresso desde a última vez. Em um dos meus ataques, sem pensar eu dei mais um impulso, eu dei um chute empurrando o sátiro e tentei desferir um golpe leve no canto de sua barriga. Por incrível que pareça, eu consegui, mas o deixei muito bravo por um pequeno instante. Quando se recuperou ele foi se aproximando.

— Só isso ? — Deu uma gargalhada. — Você progrediu quase nada ! Como disse no nosso último encontro, você tem e muito pra melhorar. — Depois que ele disse isso eu me arrependi de ter dado aquele impulso.

    O sátiro veio com tudo e eu tentei acompanhar seu ritmo. Ele tentando golpear qualquer parte com menos vantagem do meu corpo, mas eu bloqueava tudo. Por um instantes eu estava com tudo sobre o controle, até eu tentar desviar um de seus golpes e a lâmina me causar um corte no meu braço. Perdi tudo e parecia que Lacaile estava ganhando, por mais que tentasse,  comecei a ficar cada vez mais em desvantagem. E por fim, eu fiquei tão focada em bloquear seus golpes, com sua agilidade o mesmo encostou a ponta da lâmina afiada de sua espada na minha barriga, ameaçando de certa forma. Eu olhei um pouco assustada e então ele parou.

— Chega por hoje, garota. Você precisa treinar mais.— Disse ele com sua costumeira ríspidez pela milionésima vez naquele pouco tempo que nos encontramos enquanto guardava sua espada. Em seguida saiu sem nem ao menos se despedir ou dizer alguma coisa.

   Fiquei ali por um tempo descansando até eu cuidar dos meus ferimentos e ir fazer as outras atividades.

— viking age



AVALIAÇÃO


80XP de 100XP


NARRATIVA 18/20
CRIATIVIDADE 14/20
GRAMÁTICA 15/20
HABILIDADE 17/20
NPC 16/20


Seu treino foi bem interessante, mas você pecou em algumas palavras na hora de escrever, volto a sugerir que passe o texto no word antes, okay?

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Pandora W. FlowersFilhos de Íris

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Anastácia B. Monferrato em Qua Out 12, 2016 3:24 pm

treino
Olho por olho e um leão por dente

Mais um dia tedioso no acampamento meio sangue e essa provavelmente entraria para historia como uma das frases mais repetidas do acampamento.  Eu provavelmente já havia dito aquilo mais de seiscentas vezes desde que comecei a ver os treinos de forma repetitiva e chata, às coisas foram ficando muito tediosas e acertar bonecos de treino ou derrubar semideuses não tinha quase nenhuma graça.


Naquela tarde eu estava prestes a retornar ao chalé para aproveitar mais uma tarde tediosa quando fui interrompida por uma pessoa. – Você é Anastácia certo? -Quando me virei notei o rapaz de cabelos cacheados, um pouco acima do peso e um olhar que já havia visto em soldados traumatizados que enlouqueceram.– O que quer comigo filho de Dionísio? - Um leve susto passou pelo rosto dele, felizmente eu tenho um olhar analítico que continuava funcionando perfeitamente.  – Fiquei sabendo que você anda reclamando muito sobre não ter nenhuma emoção e sobre os treinos estarem muito chatos. Me mandaram aqui para dar um recado: se quiser um treino realmente interessante é só ir até a arena daqui uma hora.

O olhar dele transmitia algum humor, o que me alertava sobre duas possibilidades, a primeira era de não haver treino nenhum, mas esse gordinho não viria até aqui só para me dizer isso. A segunda possibilidade era de que esse treino fosse acabar me custando algo e ambas as possibilidades não me animavam, porém depois de tanto tempo sem ter o que fazer, um verdadeiro desafio poderia ser interessante.– Bem, não vai ser pior do que ficar mofando no chalé – respondi depois de um longo suspiro. O garoto reafirmou o horário e foi em direção à arena enquanto eu voltava pro meu chalé para me arrumar.

A pontualidade era uma das qualidades mais afloradas em mim, exatamente uma hora depois eu estava na entrada da arena com minhas espadas e meu escudo nas costas. Havia meia dúzia de semideuses sentados pela arena, incluindo o filho de Dionísio, e um rapaz no centro dela.  Forte, loiro de olhos azuis que transmitiam uma arrogância que superava até a dos filhos de Ares... Filho de Hefesto sem sombra de dúvida. – Bem vinda filha de Ares. Eu Sou Jack Geller White .- Ele me olhava de forma  sarcástica e foi andando até o outro lado da arena onde havia uma caixa coberta. – Sabe, eu sei que o acampamento pode não ser tão interessante às vezes, mas eu posso afirmar que nós possuímos inimigos bem interessantes.

Ele retirou o pano que cobria a caixa, que na verdade era uma jaula, revelando o que havia ali dentro.– Isso não é o que eu estou pensando certo? - ele e os outros semideuses riram ao ver o medo que passou pelo meu rosto. – Exatamente isso que você esta pensando, importado diretamente da Neméia. Sabe como da trabalho trazer isso para o acampamento? - Um leão da Neméia. Meu desafio era enfrentar uma das criaturas mais poderosas e perigosas da história da Grécia antiga. - Que os jogos comecem!

Estava tão distraída na ideia de ter que lutar com uma criatura praticamente invencível que não notei o que o filho de Hefesto havia se afastado e a jaula já estava sendo aberta, me afastei um pouco e só pude ouvir o som da porta tombando no chão. A jaula se abriu e a criatura partiu pra cima de mim. Não havia tempo para pensar, se a fera me acertasse um único golpe eu estaria morta e mesmo que eu acertasse mil lançadas nele não causaria nenhum dano. Um rolamento me fez sair da frente do leão no último segundo, puxando uma de minhas espadas e preparando meu escudo. - Você só pode ter ficado doido, moleque.  Esse bicho pode destruir todo o acampamento. – gritei em meio à arena.

O  miserável do filho Hefesto ria ao ouvir minhas palavras. Uma risada arrogante que fazia meu sangue ferver de raiva. O olhar que dizia "não estava reclamando de falta de emoção por aqui? Pois desfrute dela agora!" era a principal motivação para que eu vencesse. Só pra ter o gostinho de dar uma boa surra naquele moleque miserável depois. - Vamos lá princesa, uma grande guerreira como você dá conta de uma coisa tão simples.

O leão veio em minha direção, mas se afastou um pouco quando apontei minha espada pra ele. Aquilo era estranho, pois com uma pele indestrutível eu não tinha como feri-lo.
Não tive tempo para pensar e quando eu notei a sombra sobre mim já era tarde, a fera havia saltado para cima de mim e já estava em queda. Por sorte (ou azar), ele caiu de peito sobre mim me deixando longe de sua boca, infelizmente a minha espada voou pra longe no processo me deixando na defensiva contra o leão da Neméia. Não podia fazer muita coisa contra aquela máquina de matar com centenas de quilos, mas quando ele se levantou atingi seu peito com toda a força que eu tinha. Isso foi o suficiente para fazer o leão sair de cima de mim, porém havia alguma coisa errada.

Me afastei e tirei um segundo para pensar. Todos que estavam ali estavam rindo, o leão da Neméia recuava diante de meus ataques, ele também era bem mais leve e menos resistente do que deveria. Era uma hipótese louca, mas era uma das únicas coisas que poderia me garantir a sobrevivência naquele momento. "Espero estar certa"- Corri pegando a espada que avia caído com a queda do animal, juntando-as formando uma lança e a atirei contra a fera. A lança fez um corte na costela do leão que rugiu em dor e se afastou. - Leão da Neméia hein? - O desgraçado só deu os ombros e riu, mal podia conter minha raiva.

Enquanto caminhava em direção ao miserável idiota, desatava minhas espadas uma da outra. Meus passos eram firmes, carregados de ódio pela humilhação que aquele estúpido me fizera passar - Você não queria um treinamento interessante? Trazer esse leão foi um favor! Mas nem sequer matar esse animal você conseguiu.

Estava prestes a enfiar uma de minhas espadas  no coração dele, quando uma voz  estridente e totalmente imponente ecoou por toda arena - Ora, ora, ora, o que temos aqui? - quando eu me virei Quiron estava trotando para dentro da arena com uma cara de poucos amigos. Ele andou até o leão ferido que pareceu não reagir, o centauro tinha uma ótima sintonia com a maioria dos animais – Não sabia que ferir animais sem nenhuma razão era considerado um favor para alguém. - e em seguida veio até onde estávamos. - Quiron, foi ela quem atacou o leão, nós viemos aqui para tentar impedi-lo! - Meu olhar para aquele garoto foi tão revoltante, já estava me preparando para enfiar-lhe a espada, quando o centauro segurou a minha mão. - Mesmo que isso fosse verdade, o que eu sei que não é,  já que ouvi o que você disse, ainda assim vocês seriam punidos por ficar assistindo ao invés de me chamarem. Agora todos vocês vão para a casa grande e se preparem para a punição- todos saíram da arena com a cabeça baixa exceto Jack, que me olhava com ódio. - E quanto a você moça, se não esta contente com as atividades do acampamento não é necessário atacar animais inofensivos para se distrair.

Era engraçado ver um leão sendo chamado de “inofensivo” (apesar de que considerando as criaturas que temos no acampamento em leão é realmente inofensivo), mas mesmo assim me desculpei com Quiron – E o que você vai fazer com ele?- fiz um gesto com a cabeça apontando para o animal ferido. O velho centauro coçava a barba enquanto pensava – O zoológico do Central Park pode ficar feliz em receber uma doação dessas... Até porque eles estão com a falta de um leão e alguns outros animais por lá.

Era bom ver que o leão não seria mais forçado a lutar, apesar de ter me atacado, era certo de que  ele só avia feito isso por estar com tanto medo de mim, quanto eu estava dele. Enquanto caminhava em direção a saída da arena me virei para o leão – Sem ressentimentos? – ele apenas deu um rugido baixo e voltou a lamber o local em que a lança o havia atingido de leve.

Nos dias que se seguiram eu procurei não olhar o lado chato dos treinos, e principalmente aproveitar a vingança de ver Jack e sua corja tendo que lavar a louça de todo o acampamento por dois meses inteiros.


~LEGENDAS~
ME
CENTAURO
FILHO DE HEFESTO
FILHO DE DIONÍSIO

~ARMAS UTILIZADAS~
➤ Double War
➤ Agriochoiros
.




AVALIAÇÃO


62XP de 100XP


NARRATIVA 16/20
CRIATIVIDADE 18/20
GRAMÁTICA 16/20
HABILIDADE 12/20
NPC 0/20


Você foi full baitada no treino hdsuihsdiudshds Gostei do treino, foi algo bem maneiro, mas devo assumir que eu fiquei tipo WTF! antes de você falar que era só um leãozinho.

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Bryan Kuhl Furtwängler em Sex Out 14, 2016 6:28 am



O Herdeiro de Atena

Nㅤㅤão fazia muito tempo que eu havia chegado ao acampamento. O até então conselheiro de meu chalé explicava-me como funcionava todo o local, afinal, eu era um novato e não conhecia muitas pessoas.
- Venha, aqui ficam os campos de treino — o conselheiro do chalé apontava para as diferentes arenas ali. — Cada uma possui um tipo de combate específico, essa por exemplo é a de espadas.

Dei uma volta pelo local e pude notar diversos campistas treinando com espadas de madeira, algumas de verdade — isso realmente me surpreendia, afinal muitos ali pareciam ter apenas de 10 a 15 anos —porém continuei e fui apresentado a um dos treinadores da arena: Lacaile.

Ele era um sátiro albino de cabelos brancos, aparentemente tinha os olhos vermelhos e pelo o que tinha visto, não era alguém que você devesse tirar do sério... Instantaneamente, estiquei minha mão para cumprimentá-lo e o mesmo respondeu com um aperto de mão firme.

- Seja bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue. Eu sou Lacaile, sou um dos responsáveis pela arena de combate com espadas. Caso tenha alguma duvida, trate de falar comigo e lembre-se, eu nunca pelo leve com ninguém... Nunca. —
falou o Sátiro sem fazer nenhum tipo de expressão fácil, o que afirmava que ele não estava brincando.

-O-Obrigado, eu sou Bryan, cheguei a alguns dias mas só agora estou me adaptando devidamente, e falando nisso, eu gostaria de treinar um pouco a arte da espada, ela sempre me fascinou porém nunca tive a oportunidade fazer isso quando... Bom, quando tinha uma vida normal.


Lacaile pôde sentir o peso das minhas palavras, mas mesmo assim ele não demonstrava nenhum tipo de sentimento em seu rosto, apenas me chamou em um canto e me apresentou um campista chamado George. Ele tinha basicamente o mesmo porte físico e altura que eu, o que me deixou um pouco confortável, pois não precisaria lutar contra alguém maior que eu.

-Esse é George, ele também chegou no acampamento a pouco tempo e eu estava indo ensinar a ele algumas coisas, mas acho que seria melhor vocês lutarem e eu corrigir o que fizessem... O que acham ?

Ambos assentimos com a cabeça, então Lacaile pegou uma espada e jogou para cada um de nós. George conseguiu pegar a arma ainda no ar quando ela se aproximou do semideus. Ao contrário de mim que acabei me atrapalhando todo e deixei ela cair no chão. Um pouco envergonhado, abaixei-me e rapidamente a peguei.


- Então, eu irei dizer quando o combate irá começar e quando ele irá terminar. Podem lutar a vontade, são espadas de madeiras, mas ainda assim machucam e bastante, porém temos bons enfermeiros por aqui. Apenas deem o melhor de si e COMECEM!  


George parecia um maior conhecimento no uso da arma, ao contrário de mim. Assim que Lacaile ordenou, ele partiu em minha direção tentando dar uma estocada, porém pude colocar a espada na frente, mas ele acabou me desarmando forçando-me a deixar a espada cair. Eu realmente não estava indo bem nesse combate, golpe a golpe eu realizava a proeza de evitar tomar um golpe certeiro até que consegui me aproximar da espada que eu havia deixado cair e recuperar minha posição na luta. Trocamos alguns golpes iguais, pareciam até ensaiados, mas acho que é o que acontece quando dois duelistas inexperientes lutam entre si.  

George ia se tornando cada vez mais previsível na luta, seus movimentos pareciam tão simples, que eu podia lê-los claramente, como se eu pudesse enxergar uma sombra realizando os movimentos antes mesmo do rapaz mentalizá-los para que em seguida pudesse realiza-lo. Talvez fosse uma das coisas que herdei da minha mãe... E foi graças a esse pensamento longe do combate que acabei sendo atingido no peito pela espada de George e fui ao chão. Porém, a luta ainda não havia terminado.  Eu me levantei rapidamente, mas George não queria deixar a oportunidade passar e sabendo disso avançou pra cima de mim, porém tudo voltara ao normal, eu conseguia ler seus movimentos, passo a passo. O seu próximo movimento seria : Saltar em minha direção com a espada mirando em meu peito.

E assim foi feito, sabendo de tudo que ia ocorrer eu consegui me abaixar e acertar com o cabo da espada o estômago de George que perdeu todo o ar por alguns segundos, tempo o suficiente para eu golpear sua nuca e leva-lo ao chão e assim Lacaile interviu.

- Finalizado. Apesar de ter dado alguns vacilos, você parece ser bem habilidoso, qual é seu parentesco divino mesmo? — perguntava Lacaile com uma de suas sobrancelhas arqueadas.

-Sou filho de Atena — respondi em alto e bom som — E obrigado pelas palavras.

- Bom, parece que herdou coisas boas de sua mãe, meu jovem... — Lacaile examinou-me de cima a baixo e balançou a cabeça positivamente, como se eu me encaixasse perfeitamente como filho de Atena — Agora você pode continuar treinando ou ir descansar, você fez um bom trabalho para sua primeira vez aqui.

Optei por me retirar, havia sentido emoção demais naquele combate. "Minhas mãos ainda tremiam, como eu conseguira fazer aquilo? Realmente era influência de minha mãe? "Essas perguntas ecoavam pela minha cabeça até que vi o rosto do Conselheiro do Chalé e notei que ele me chamava, assim tratei-me de retirar da arena.




AVALIAÇÃO


73XP de 100XP


NARRATIVA 18/20
CRIATIVIDADE 17/20
GRAMÁTICA 18/20
HABILIDADE 20/20
NPC 0/20


O treino foi bom, você consegue escrever bem a batalha o que me fez ficar preso na leitura e ainda querer mais, mas eu aconselho que você use o npc.

Atualizado pelo tio Zeus.
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Convidado em Sab Dez 17, 2016 10:52 pm


Eu queria poder dizer que era bom estar ali, que não sentia falta da minha família e dos meus amigos. Agora tudo era novo e antigo ao mesmo tempo, não sabia o que pensar ou o que pensar, eu estava em um local para pessoas "especiais", pessoas como eu e o pior de tudo foi a sensação de que minha vida finalmente fazia sentido. Eu me encontrava em um tipo de chalé para os filhos de Hermes - eu peguei rapidamente esses nomes - que já que ninguém sabia quem era o meu pai divino, celestial, ou como chamam, tinha que ficar aqui. Não demorou muito para eu arranjar uma briga e ter que sair para dar uma volta antes que afundasse o rosto de alguém.

Eu caminhava sem direção ou objetivo. Vi crianças brincando de um lado para outro, garotas lindas que chamavam atenção, um monte de pessoas sujas de óleo mais nada parecia se encaixar comigo, com que eu era. Perdido em meus pensamentos senti um forte esbarrão em meus ombros, e eu sabia quando as coisas aconteciam de próposito. - Olhe aonde anda palhaço. - Disse um garoto de cabelos loiros com mais ou menos a minha altura. - Brother, não estou em um bom dia. Porque você não pega seu rumo e sai da minha frente? - Esse era eu, o Parker brigão. Avaliando a situação, tinha três deles e um de mim, isso significa que teria que dar bater em um e mudar de alvo rápido. O que estava me enfrentando era provavelmente o líder, loiro, alto, forte, olhos tempestuosos, achando que era o rei do mundo, filho de Zeus. O da esquerda era a definição de bonito, parecia que estava vendo o sol, Apolo provável. E o último bochechas rosadas, cabelos negros e curvilíneos, com os olhos impressionantemente injetados. - Você sabe quem eu sou seu, semideus insignificante? - Eu não me aguentei, eu estava me segurando, mais o cara pedia. - Pã? Não pera, a ranger amarelo, ele o rosa e o outro o laranja? Calma, também não… Já sei, você tá fazendo cover da turma do Bob Esponja, o rosinha é o Patrick, você é o Bob e o solzinho ai perdeu vaga dos teletubes e resolveu entrar. - Os olhos deles vibraram como um relâmpago enquanto eu debochava dele e dos amigos.  - Eu te espero na arena novato, e é melhor reserva um local na enfermaria pra você. - E com isso, eu havia feito um inimigo em um dia e marcado uma luta, já parecia Hell's Kitchen de novo.

Eu segui a massa de campistas que iam em direção a um domo de pedra incrivemente bem construído para parecer antigo. - Espectador ou Lutador? - Perguntou um sátiro na entrada. - Esse ai vai lutar contra o Charles. - Disse o bochechas rosadas. - É isso mesmo que o rosado falou. - O "organizador" deu uma risada rápida da piada e me encaminhou para fila.  - Armas? - Eu nunca briguei com armas antes. Espada, disse uma voz vibrante em meus pensamentos. - Espada. - E com isso recebi minhas armas e fui encaminhado. A espada parecia familiar, leve e fácil de manejar, como se já soubesse o que fazer.

Ao entrar no domo, tinha uma pequena arena improvisada com acolchoados de academia e os espectadores ficavam ao redor, meu oponente, Charles, estava imponente com uma espada. - Reservou o sua cama? - disse ele. - Claro! Disse para guardarem para o Bob, que o Patrick deveria trazer ele. E com isso ele rugiu e veio ao meu encontro. Ele começou seu ataque surpreendentemente pelo lado direito, lançando a lâmina em um movimento diagonal pela esquerda. Até aquele momento, não esperava que as armas cortassem, mais quando não consegui aparar o golpe, pude sentir o metal frio abrir um corte em minhas costelas. Meu sangue ferveu instantaneamente e a raiva me tomou por inteiro. Desta forma, rosnei, cerrei os punhos para reprimir a dor e avancei em sua direção. Comecei atacando pelo lado esquerdo, visando seu flanco. Ali desferiu um golpe transversal, tendo como alvo todo o tórax dele. Bob não foi muito surpreendido e recuou, diminuindo um pouco a eficácia do ataque. Sem perder tempo, avancei de novo e fiz um movimento vertical, mirando no ombro dele. Em contrapartida, o mesmo colocou a lâmina na frente do alvo e aparou o ataque.

As lâminas ficaram presas, retinindo com o contato. Mas não por muito tempo. Logo, recuei e voltei a atacar pelo lado contrário. Ele, contudo, aparou o golpe de novo com a sua espada. Tentei fazer o mesmo golpe um pouco mais abaixo, com a finalidade de enganá-lo através de um falso alvo. "Como eu sei fazer isso?" foi o pensamento que surgiu em sua mente.

Como esperava, ele dirigiu a sua lâmina até lá, surgindo a oportunidade de que precisava para projetar a empunhadura da espada, a fim de atingir a mandíbula dele. O golpe pegou em cheio e aquilo me deu uma alegria instantânea. "Sinta o calor da batalha, sinta os golpes e o sangue, se torne quem nasceu para ser."  Era a mesma voz vibrante que o sugestionou na arma. O garoto de Zeus ficou irado que tentou um ataque no abdômem, com um movimento vertical pela direita. Bloqueiei o golpe com a ponta da lâmina e rolei de lado. Antes que ele visse, fiz um corte na panturrilha de para desequilibra-lo. Não deu muito certo, porque ele somente foi recuou um pouco e praguejou em grego. Ao mesmo tempo, pus-me em pé bem a tempo de ver o contra-ataque furioso chegando. Virei e avancei em contra partida, criando um arco com as lâminas do qual bloqueiei com uma incrível facilidade e chutei-o no peito. Eu já me encontrava ofegante e tremendo de excitação com a batalha, o filho de Zeus pingava como eu, mas veio em minha direção rugindo com seu combo de golpes. Diagonal, direita, esquerda, horizontal, diagonal, direita, esquerda, direita, vertical, direita. As nossas lâminas  se moviam com uma velocidade impressionante, mas ele perdia o ritmo conforme continuavam. Desta forma, ele lançou a lâmina da espada contra o meu braço e eu rapidamente me posicionei para defender. Porém, a dele já havia se retirado dali e rumado para a direção contrária. Senti um corte se abrindo em meu braço, porém nenhum grito irrompeu de minha boca. Por mais que a dor dos ferimentos fosse lancinante, aquilo lhe fazia sorrir como um louco sedento por sangue, e aquilo começava a desequilibrar psicologicamente meu oponente.

- Tá cansado fagulha, não esperava que um indefinido pareasse com você?  - O que o fez irromper em outro ataque, esse vindo pela esquerda.

Fiz algo que me surpreendeu quando pensei nisso depois, ao invés de bloquear, ataquei sua lâmina querendo provocar um choque de metal, o que faria ele perder a lâmina e ficar desequilibrá-lo. Meu plano deu certo, sem esperar pelo meu posicionamento o choque das lâminas fez seu braço recuar com força e soltar a lâmina; Utilizando a parte chata da lâmina, acertei-o com um golpe na boca do estômago, o que fez ele se agachar com a dor instantaneamente e finalizei com um cruzado de baixo para cima na ponta de seu queixo com o outro braço. Aquele o fez recuar alguns metros e cair de costas no chão.
- Seu semideus imundo. Como ousa tocar no filho do Rei? Quem você pensa que é? - E então ele fez algo que só tinha visto em Xmen.
Com uma mão ele atraiu a eletricidade do local que veio como um relâmpago, a concentrou e jogou em forma de bola em minha direção. Aquilo acertou meu peito em cheio e com toda a força me fazendo voar para o fim do estádio com um cheiro de fuligem impressionante. Eu me pus em pé com extrema dificuldade, totalmente atordoado. Meu corpo não conseguia segurar a espada e começou as se mover sozinho a partir daí. Rugi e corri em sua direção. Me joguei com toda força em cima de sua cintura puxando suas pernas, derrubando. E então comecei a socar ele, cada punho me dava mais força para o próximo, mais alegria de ver o sangue dele, e só parei quando um sátiro me deu um chute no peito me tirando de cima dele.
- Que palhaçada é essa?! Vocês me dão vergonha se portando assim, dois semideuses… - Ele parou quando me levantei e reparei que ele estava vermelho. Em uma poça de água vi um símbolo vermelho com duas espadas se cruzando acima da minha cabeça. - Seu filho de Ares estúpido… - Com isso desacordei e só recobrei a consciência horas depois.

Avaliação
Atualizado por: Eros

Foi interessante, uma breve introdução sobre sua atual vida, pecou em alguns erros ortográficos, mas fora isso, eu gostei da sua batalha.

♦ NARRATIVA 18/20
♦ CRIATIVIDADE 18/20
♦ GRAMÁTICA 16/20
♦ HABILIDADE 16/20
♦ NPC 0/20

TOTAL 68/100
ConvidadoConvidado

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Convidado em Ter Dez 20, 2016 12:44 pm


As árvores do acampamento tem um cheiro diferente das lá de casa. Em Hell's Kitchen tudo parece ter sido criado naquele tom sombrio que filme de terror aplica para aumentar o medo. Eu cresci brincando e estudando, brigava com tantas coisas e pessoas que nem eu mesmo sei o que eram elas. Dormir embaixo do pinheiro de Thalia, a árvore mágica que protegia todo o nosso acampamento era algo delicioso, a brisa ali sempre era melhor e a sombra mais aconchegante.
- Como você está jovem guerreiro? - Perguntou uma voz aconchegante, era o tipo de voz que em filmes todo mestre do principal tem. Quando abri os olhos, vi Quíron.
- Bem… Me acostumando. Ainda não acredito que tudo isso é real, parece um sonho. É divertido e bizarro essa história de semideus, mas não pretendo morar aqui sabe, quero ter uma vida.
- Muitos outros pensam como você. Com o tempo você se acostuma. Eu queria que você fosse hoje na aula de Lacaile, quero que você treine seu dom de guerra.
- Senhor, sim senhor. - Disse em tom brincalhão, fazendo o gesto militares. Quíron riu e eu voltei a cochilar até a hora do treino.

A arena não havia mudado desde a última vez. Muitas campistas estavam ali. "O instrutor deve ser bom." Entenda, encher uma aula não era coisa difícil por aqui, mas boa parte dos campistas estavam ali presentes, pelo que pude perceber, havia pelo menos um representante de cada olimpiano e isso é inédito. Fui abrindo espaço entre os campistas gentilmente. - Não ria, quando digo gentilmente é sem empurrar e com educação. Minha mãe não era olimpiana, mais arremessava uma havaina com uma precisão e força melhor que os filhos de Apolo lançam flechas. - Quando cheguei perto reparei que o instrutor era branco, mas não um caucasiana, estava mais para um alérgico a Sol. E ele tinha… "Aquilo são cascos?". Ele vestia uma jaqueta preta e seus cascos eram muito bem lustrados, eu poderia ver meu reflexo ali.
- Vocês me conhecem campistas, não sou muito de aula teórica. Para os novatos, sou Lacaile, filho de Hermes. E sim, eu sou um sátiro. Não me venham com piadas de bode, cabra ou antílope. - Todo mundo riu. Acho que ele queria causar uma boa impressão. - Como todos sabem, eu não sou babá, nem pai de ninguém, e agora, vamos ver do que são feitos.
Começamos com estocadas e cutiladas básicas, usando bonecos recheados de palha com armaduras gregas. Acho que fui bem. Pelo menos entendi o que devia fazer e meus reflexos foram bons. Lacaile fez o melhor que pôde para dar atenção aos novatos, até mesmo os filhos de Ares tinham dificuldade. Bom, pelo menos esse tinha.Passamos adiante, para duelo em duplas. Lacaile anunciou que seria meu parceiro.
- Hora do batizado do novato. Lacaile é o melhor espadachim que já conheci. - Disse um garoto ao meu lado.
- Adoro uma boa briga. - Disse em tom de desafio. Era verdade, mas no fundo só fazia pose, sabia que iria passar vergonha, minha experiências com a espada eram mínimas, e perto do modelo filhos de Ares, era ridículas.

Lacaile me mostrou as estocadas, paradas e defesas com escudo do jeito difícil. A cada golpe eu estava um pouco mais surrado e surdo. Ele não pegou leve por ser novato.
- Guarda alta! Teria te matado aqui. - dizia ele, e então me atingia com força nas costelas usando a parte chata da lâmina. - Morreu de novo. - Plaft! - Ataque! - Plaft! - Agora, recue! - Plaft!
Quando ele pediu um tempo, eu estava ensopado de suor. "Não sabia que era um espadachim tão ruim.". Estava adorando a aula, o cara era ótimo, mas não vou dizer que estou gostando da surra que estava levando. Se não tivesse tão cansado, estaria irritado.
- Círculo! - ordenou o sátiro. - Venha cá garoto, quero fazer uma demonstração.
"Incrível", pensei. "Vamos humilhar o novato e mostrar o seu lugar. Quíron, seu m...", eu com certeza já tinha ficado puto de ser humilhado. Os campistas se reuniram em volta. Estavam todos contendo o riso. Imaginei e desejei que já tinham passado por aquilo e mal podiam esperar para ver o novo saco de pancadas. Ele disse a todos que ia mostrar uma técnica para desarmar o oponente: como girar a lâmina do inimigo com a parte chata da própria espada para que ele não tenha alternativa a não ser deixar a arma cair. E é claro que todos riam de mim.
- Vocês acham que isso é engraçado? Na vida de vocês, todo momento pode ser o último. O próximo engraçadinho que rir do garoto vai fazer um duelo prolongado comigo, até eu cansar. - E não preciso dizer que a sessão de chacota ao novato acabou. O cara era legal, eu realmente gostei dele, mas esperava a oportunidade de poder reverter minha situação. - Prestem atenção. - E ele começou o movimento.Ele demonstrou em câmera lenta. Como previsto, a espada pulou da minha mão.
-  Agora, quero todos praticando, e que Zeus proteja quem não fizer. - Só era possível escutar o som dos passos e das espadas de todos se ajeitando. Ele pegou minha espada e me entregou. - Você é um ótimo espadachim. - Sussurrou. - Vamos fazer o movimento até que um de nós tenha sucesso, beleza? - Eu assenti.

Assim que eu me ajeitei, ele veio para cima de mim. De algum modo, eu o impedi de golpear o cabo da minha espada. Meus sentidos se aguçaram. Vi seus ataques chegando. Eu rebati. Dei um passo à frente e tentei minha própria estocada. Lacaile a revidou facilmente, mas notei uma mudança em seu rosto. Seus olhos se estreitaram, e ele começou a me pressionar com mais força. "Muito bom corpo, continue assim.". A raiva e o cansaço do treino pareciam alimentar o meu corpo.
A espada estava leve em minha mão e mais equilibrada. Eu sabia que era apenas uma questão de segundos antes que fosse derrubado. "Foda-se! Cansei de ser o saco de pancada." E resolvi atacar. Meu corpo explodiu em energia. Tentei a manobra para desarmar. Minha lâmina atingiu a base da de Lacaile e eu a girei, pondo todo o meu peso em um golpe para baixo. Avancei e dei uma cotovelada na altura de seu esterno. Plem!
A espada dele retiniu contra as paredes. A ponta da minha lâmina estava a dois centímetros do seu peito desprotegido.
Os outros campistas ficaram em silêncio.
Baixei a minha espada. E esperei a fúria de um sátiro louco.
- Foi mal. - Disse esticando a mão para ajudar a se levantar, tentando um sorriso amistoso.
Por um momento, ele ficou perplexo demais para falar. Mais do que os outros.
- Foi mal? - "É agora, prepare-se para ser humilhado." Porém eu que fui surpreendido. Seu rosto abriu-se num sorriso. - Pelos deuses, foi foda! Mostre-me aquilo de novo!
Eu não queria. A rápida explosão de energia maníaca me abandonará completamente. Mas tente dizer não para um sátiro que pode acabar com sua raça. Repeti o movimento, tentando fazer em câmera lenta, eu realmente não tinha ideia de como eu sabia fazer aquilo.
Depois de uma longa pausa, Lacaile virou-se para todo mundo com aquele olhar de "PORQUE VOCÊS NÃO ESTÃO PRATICANDO ESSE MOVIMENTO?" e todos voltaram para aula.
- Você meu garoto, esse é o início de uma longa amizade. Vamos continuar, mas te quero aqui amanhã.
HABILIDADES:

-Treino Árduo

Avaliação
Atualizado por: Hipnos

Bom texto, só não curti sua interpretação altruísta e animada do Lacaile

♦ NARRATIVA 19/20
♦ CRIATIVIDADE 18/20
♦ GRAMÁTICA 20/20
♦ HABILIDADE 20/20
♦ NPC 10/20

TOTAL 77/100
ConvidadoConvidado

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Convidado em Qui Dez 22, 2016 2:13 am


O Acampamento seguia sua velha e chata rotina meio informal. Não era como se os campistas fossem obrigados a isso, mas eles eram orientados, com um tom de conselho paterno, a fazer certas atividades, principalmente nós calouros. Há duas semanas, acordava às 6, era obrigado a fazer pelo menos 20 flexões para começar a despertar - extracurricular dos filhos de Ares, parece que somos viciados em malhar. - 8, tomava café da manhã com todos os agregados que dividiam comigo o chalé, e lá pelas 9:00 horas, dependendo muito do campista que tinha sido encarregado do treino do dia, eu ia para a arena, bater em bonecos de feno com espadas, machados, clavas e outras infinidades de armas que normalmente adolescentes não deveriam ter contato, ainda mais sob supervisão de outros adolescentes.

Mas hoje não era um desses dias. Eu havia sido acordado no meio da noite por um barulho de granada explodindo. Mas não uma de verdade, uma virtual. Pense numa mira digna de fillho de Apolo, a minha quando me acordam no meio da noite. Eu segurei meu travesseiro e apenas arremessei com força. CRAC, TRIIIM, havia quebrado e derrubado algum laptop.
- Ah não! - Era voz de um dos meus colegas gritando. Eu só escutei Achilles gritar "SESSÃO" e um monte de estalo de chinelo com a pele - um barulho familiar para mim. - e sorri, voltando a dormir. Aquilo me fez um bem que eu nem imaginava.Quando fui acordado, achei o laptop ao lado de um garoto que dormia com roupas de inverno - no verão. Sai alegre, de bom humor e com vontade de treinar. Algo incomum.

Segui direto para a arena que já me era familiar naqueles tempos. Todos se encontravam armados e prontos para a diversão. Lacaile já estava uniformizado com sua armadura de sátiro, um escudo e uma espada presa em um cinto na sua cintura.
- Muito bem semidivinos, hoje vamos sair do modelo. Estou vendo uma grande dificuldade em algum de vocês, então vou aplicar um treino tanto quanto arcaico, assim na próxima aula, será no meu estilo favorita: Estilo Hardcore modo Lacaile. - Disse ele sorrindo, com seus braços cruzados fazendo um movimento de "Ah é!" para todos, enquanto muitos resmugavam ou suspiravam com tristeza. - Ok! Todos em direção aos bonecos de madeira, sem demora. - Ele manda.
Ele bate os cascos duas vezes no chão e alguns segundo depois o chão se abre e sai um boneco de madeira do chão. Ele saca sua arma e se desloca de maneira a fazer com que a ponta da espada acerte o peito do oponente de madeira em sua frente, e depois ele volta para a posição.
- Isso é uma estocada, mortal se bem aplicada. Observei atentamente enquanto ele fez o movimento para repetir e repliquei. Seu pé esquerdo se desloca para frente uns 20 cm, e o seu braço vai reto e rápido, sem rodeios.
-  Corte lateral pela esquerda - gritou. Sua espada sobe por cima do escudo em seu braço esquerdo, sua perna esquerda indo para o mesmo lado, e depois de ouvir o barulho da metal arranhando madeira, com seu golpe direcionado a lateral do corpo do oponente, ele volta a posição, suas pernas centralizadas em relação ao meio do seu corpo.
- Corte muscular acima do ombro direito! - Seu antebraço, que fica em um ângulo de 90 graus em relação ao bíceps, até o bíceps alcançar pouco acima do ombro, e desce com o braço todo, deixando-o reto de acordo com o movimento.
- Ataque na cabeça pela esquerda! - A espada de Lacaile novamente sobe por cima de seu escudo, seu braço guiando-a em um movimento em direção a cabeça de madeira. Sua perna esquerda se desloca para o lado e o seu tronco se inclina para o mesmo. O golpe dado ecoa pela sala
Ele pede para repetirmos os seus movimentos, alternando os lados do para que ele vistorie tudo. Tento imitar o que ele fez, o movimento de pés e de seu braço. Pelo canto do olho vejo ele consertando cada erro dos estudantes que se aproxima. Ele dá dicas e pede para repetir até que acerte. Quando chega minha vez, ele me dá um comprimento com a cabeça e observa.
- Muito bom. Quando você der a estocada tente não girar a mão. - Ele demonstrada o golpe. Percebo que ao invés de fazer como eu, como se fosse uma facada, girando o punho conforme o movimento acerta, ele simplesmente vai reto. - Tente colocar o dedão esticado para dar mais maleabilidade ao seu movimento. - Eu assinto com a cabeça e ele sai andando.
Ele grita ainda dezenas de outras ordens, todas tão mecânicas que faziam com que comecei a me sentir entediado, mas entendi o porque fez. Eram muitos semideuses e nem todos possuem facilidades com espadas, ele queria que todos saíssem dali melhor que entraram. Depois de um longo tempo repetindo os mesmos movimentos, com ele corrigindo cada um dos campistas mais de mil vezes, o instrutor se dá por satisfeito e sorri, sua voz ressonando no ambiente já iluminado pela luz do sol.

- Muito bem, muito bem. Vocês estão tão parecendo verdadeiros guerreiros a cada golpe. Não se preocupem com a dificuldade, estou aqui para ajudar, nem todos são especialistas com espadas. -Ele sorri de forma encorajadora,  inspirando até mesmo os filhos de Afrodite a continuarem. - Tudo bem, agora vamos dificultar um pouco as coisas. Os movimentos serão combinados, e depois sequênciados. Vamos ver se conseguem entender o conceito. Observem.
Ele acena para um dos alunos que parecia ser mais experiente toma a frente. Ele se vira para o lado daqueles que poderiam não observar claramente o exercício. Ao som das ordens em códigos sonoros, os rapazes descrevia golpes no ar, como se estivesse desferindo golpes em um oponente, e em alguns momentos eu conseguia notar que eles levantavam o escudo, como que para se defender de golpes invisíveis. Com uma ordem direcionada aos campistas, todos tomamos posição novamente em frente ao boneco de madeira.
- Golpe no flanco direito, golpe na cabeça pela esquerda, erguer escudo. - E faz com que o seu braço direito descreva o arco necessário para acertar a lateral direita do corpo do boneco, para depois erguer-se por cima da cabeça protegida por elmo para acertar a região correspondente pelo lado esquerdo na madeira, e por fim ergue seu braço esquerdo, elevando o escudo em posição que defendesse parte do seu rosto e do seu tronco simultaneamente, para então afastar o seu corpo, dando um passo para trás.
Todos começam a repetir os movimentos como num grande exercício ou uma grande máquina de engrenagens, todos girando para que a sua engrenagem melhorasse. Consigo pegar rapidamente o combo passado, aquilo era divertido de se fazer, mais sinto falta de estar na aula praticando de verdade, mesmo que eu tenha apanhado muito da última vez.

Outra ordem quebra o silêncio após os golpes, e pelo canto do olho ele observa o cara do seu lado fazer os movimentos, e em seguida os repete. Seu braço esquerdo se desloca para frente, dando um encontrão com o escudo no tórax de madeira do boneco, e então ele desfere um golpe em direção aonde seria as pernas do boneco, e depois seu braço movimenta a espada para dar uma estocada no peito do oponente. Não tardou muito até ele dar o treino como finalizado e todos saírem dali.
HABILIDADES:

-Treino Árduo

Avaliação
Atualizado por: Hipnos

Gostei da sua introdução.

♦ NARRATIVA 20/20
♦ CRIATIVIDADE 15/20
♦ GRAMÁTICA 18/20
♦ HABILIDADE 20/20
♦ NPC 10/20

TOTAL 83/100
ConvidadoConvidado

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Dorian Gray em Sex Jan 27, 2017 4:13 am

Eu estava decidido a melhorar minhas habilidades com armas e havia decidido começada com a espada, uma das armas mais comuns aos filhos de Ares, ficando atrás apenas, talvez, da lança. Poderia usar a arma que recebera de presente de meu pai, porém decidi treinar com uma espada longa comum. Havia a necessidade de ser capaz de usar qualquer arma, mesmo as mais comuns, para defender a mim mesmo e... Aquela garota. Myrella era uns dois anos mais nova do que eu e a única pessoa que parecia estar sempre disposta a me ouvir e ajudar. Não que minha mãe não o fizesse, mas não podia fornecer ajuda contra monstros e algumas coisas ela não entenderia se eu contasse, mesmo que tentasse explicar a ela. Já com a japonesa, a compreensão era quase instantânea e as vezes me questionava se ela não era capaz de ler sentimentos ou minha mente. Talvez fosse ela a única pessoa naquele Acampamento todo que não me irritasse. Ou pelo menos não com frequência para que eu realmente ficasse enfurecido com ela, mas talvez eu não ficasse porque gostava dela ou por saber que não havia sido intencional. Também havia a possibilidade de ser as duas coisas, naturalmente.

A arma escolhida era um tanto pesada para mim, mas não representava realmente um problema com algum treino. Mesmo assim, segurei a arma com as duas mãos e alvejei o fantoche, com uma investida em que eu desferia um corte de baixo para cima contra ele. Atrapalhei-me durante o movimento, provavelmente pela imagem da minha garota ter surgido em minha mente durante ele e quase cai no chão, porém me recuperei a tempo de evitar um acidente. O golpe, evidentemente, foi fracassado. Bufei e me perguntei como, mesmo distante, ela tinha o poder de distrair minha mente daquela forma. Esperava do fundo do coração que aquilo não fosse uma brincadeira dela de algum tipo, porque era de péssimo gosto. Tentei retomar ao treino, após verificar que realmente não havia me machucado com a espada enquanto tentava manusear a mesma. Ao invés agora de fazer algum movimento elaborado com a arma ou tentar uma nova investida, tentei movimentos mais simples e com uma velocidade reduzida – lento o suficiente para não me atrapalhar com o peso da arma, com a ausência de habilidade com a arma ou com mesmo me machucar enquanto estava treino, porém rápido o suficiente para forçar um esforço muscular com a arma. A sequencia que eu usaria para o treino era bem simples: corte de cima para baixo, corte lateral na esquerda, corte transversal do ombro esquerdo para a cintura do lado direito. Eram movimentos aparentemente simples, mas que exigiriam alguma habilidade de minha parte. Mesmo não tendo ela, uma atividade que pudesse desenvolver ela poderia ser agradável.

O peso da arma, que em algum momento a já citada garota havia me dito, variava de 0,9 kg e 1,5 kg, o que a tornava um tanto pesada e não duvidava que aquela estivesse próxima de seu tamanho máximo também. Não achava que tivesse um metro e quinze, mas devia ter pelo menos um metro. Continuei tentando os movimentos, trocando a ordem que os fazia e as direções em que fazia. Quanto mais segura eu ficava a arma, mais a arma parecia ficar mais a vontade em minhas mãos, porém também o peso começava a se fazer pesar. Sabia que aquilo era apenas falta de experiência com treinos, nada além daquilo. Minha respiração estava um pouco ofegante devido ao esforço e havia uma pequena umidade começando a se formar em meus braços, rosto e tronco, mas a despeito dela continuei me esforçando para terminar aquele treinamento sabendo ao menos alguma coisa.

Ouvi alguém limpando a garganta atrás de mim e um sátiro de cabelos brancos me olhava. Chamava-se Lacaile, se não estava enganado. Poderia até não parecer à primeira vista, mas ele era ótimo com a espada e era muito exigente com os campistas. Sabia bem porque ele se aproximou e estava hesitante em admitir que precisava da ajuda dele devido ao orgulho – não que eu não admirasse a habilidade dele, não saber que precisava ou achar ele inferior por ser um sátiro, mas sim por achar que se Myrella chegasse ai e visse aquilo, talvez me achasse fraco –, entretanto mesmo assim as palavras saíram de minha boca com um gosto amargo.

Lacaile... Pode me ajudar com a espada? Sou... Ruim com ela. ─ Ruim era o máximo que eu admitia ser com a arma, mas a palavra mais adequada seria péssimo. Além da inaptidão, era evidente que era inexperiente o suficiente para começar a cansar rápido e com movimentos tão básicos que muitas vezes eu, inclusive, fazia errado ou não conseguia aplicar a força ou velocidade que seriam necessárias em combate. Eu quase não parecia ser filho de Ares, mas não tardaria para que eu dominasse aquela arma e todas as demais.

Você nunca treinou com ela o bastante e... Essa espada é mais pesada e maior do que a maioria. Perde apenas para a espada montante... ─ Agora que ele havia falado – sempre com o tom sério dele –, realmente era uma das maiores espadas que eu havia visto ali mesmo e acreditava que por ser uma arma difícil havia me atrapalhado tanto. Havia ido com fome demais ao pote e isso cobrou seu preço durante o treinamento, o que eu compreendia. ─ Aconselharia você a tentar com uma espada curta primeiro, depois uma espada mediana e depois a longa, deixando a montante por último. Você vai achar muito mais fácil desse modo e será mais fácil eu te ensinar algo quando não está sofrendo com o peso da arma.

Vou trocar a arma, pera ai. ─ Agradeci por ninguém estar prestando atenção em nós e fui até a estante de armas novamente, onde deixei a espada longa e peguei uma espada curta. A diferença de peso era gritante tal como a de tamanho, porém eu não sabia ao certo qual o qual o tamanho ou peso daquela arma.

Após trocar, voltei para perto do sátiro e vi que ele já havia desembainhado a espada dele. Torcia para ele não estar planejando me matar, mas então lembrei que não se podia matar campistas no acampamento sem ser considerado um traidor então ele podia me matar tanto quanto eu poderia mata-lo – não achem que estou dizendo que ele não tem capacidade para tal, estou dizendo que ele não faria isso por não desejar ser expulso do Acampamento. O sátiro já estava tomando posição de combate e me olhava com uma séria avaliação.


Tome posição. Separe as pernas um pouco... Não, isso foi demais, aproxime mais um pouco. Isso, isso, está ótimo. Agora deixe a coluna reta, divida o peso em ambos os pés. A arma não deve ser segurada nem com força demais e nem com força de menos, deve encontrar um meio termo entre os dois. Segure firme, porém sem usar força demais... Consegue entender? ─ Ele falava e me mostrou como segurava a espada, além de separar as pernas como deveriam ficar. Também observei a posição dos pés, ligeiramente para fora, o que achava ser para aumentar o equilíbrio e permitir uma mudança de posição em combate sem problemas. Ele fazia aquilo com tamanha habilidade que eu duvidava haver uma época que não fosse daquele modo. ─ Vamos começar com o movimento mais básico, a estocada. Observe e depois faça, no ar mesmo.

Ele golpeou o ar com a ponta da espada, tomando o cuidado para que eu pudesse ver o movimento. Depois de ele fazer o movimento para que eu entendesse – apesar de eu saber o que é uma estocada –, eu repeti o movimento e achei muito mais fácil do que com a outra arma. Como ele não disse nada, repeti o movimento mais algumas vezes até ele dizer que já havia entendido a essência do movimento e ele planejar ensinar o próximo. O próximo movimento foi um corte com o fio da lamina de baixo para cima, levemente inclinado para direita. Novamente pratiquei o golpe no ar até ele achar que estava bom e fui interrompido por ele para demonstrar o próximo golpe. Lacaile disse que antes de continuar com os demais movimentos de ataque, iria me ensinar um de defesa que poderia salvar a minha vida.

Me ataque. ─ Hesitei um nano segundo e fui para cima dele, usando o golpe de cima para baixo levemente deitado. Com um movimento fluido e aparentemente simples, ele ergueu a espada dele e as laminas se chocaram. Vi a lamina dele deslizando pela minha e ele girando a arma para fazer a minha apontar para o outro lado e tirar dele o golpe. ─ Entendeu?

Acho que sim. ─ Falei, igualmente sério para ele. Não sabia que ia conseguir repetir aquele movimento vendo apenas uma vez, já que não era nenhum filho de Atena com genialidade ou uma memória assustadora.

Agora vou te atacar e você irá defender da melhor maneira que conseguir. Use a espada para bloquear e pode usar qualquer outro movimento junto disso para escapar. ─ Me perguntei se aquilo era uma boa ideia, mas antes de eu questionar a ele sobre isso o sátiro já havia iniciado o golpe em mim. Mal tive tempo de erguer a espada para parar a arma e não consegui girar a lamina, mas consegui deslizar as laminas e recuar um passo. Ele se movia com rapidez e agilidade acima do que achava ser possível, além de ser bem mais forte do que eu. Fora apenas um golpe de sorte defender aquele golpe. Lacaile atacou mais uma vez e mais outra, depois outra e outra. Ele alterava os golpes, indo de cortes laterais a cortes de cima para baixo e de baixo para cima. A velocidade e força deles também mudavam e quando ele fez uma pausa, eu já estava com alguns cortes nos braços e pernas de golpes que não foram defendidos corretamente ou nem foram defendidos, onde eu escapara por pura obra do meu TDAH que aumentava os instintos de combate.

Quando se vai para a arena treinar, se acha que será fácil e pouco cansativo, mas Lacaile estava mostrando que não era assim. Minha blusa estava molhada de suor e quando ele chegava aos ferimentos em forma de gotas havia uma ardência irritante. Talvez aquela pausa fosse para que pudesse me recompor um pouco antes de continuar, porque eu duvidava que fosse terminar ali mesmo. Precisei me lembrar o motivo de estar me dedicando ao treinos para não perguntar se poderíamos parar por hoje e também lembrei que havia uma reputação a zelar.

Consegue continuar?

Com certeza.

Mais uma vez me senti sendo avaliado e ele recomeçou os golpes e movimentos, me forçando a defender-me de sua lamina enquanto tentava achar uma brecha em seus movimentos. Conforme me acostumava com a própria lamina e ficava mais próximo do manuseio da arma, mais fácil parecia ser se não fosse pela enorme diferença de poder. Depois de não sei quanto tempo treinando, por fim, eu estava conseguindo efetuar aquele movimento com alguma habilidade. Não havia adquirido mais do que um ou dois cortes, mas sabia que teria que ir a enfermaria ao sair dali. Cansado demais para continuar, agradeci ao sátiro após informar a ele que não aguentava mais e guardei a arma onde peguei, indo para a enfermaria cuidar dos cortes antes de ir para o chalé.


Observações:
Ponto 1. Eu e Myrella combinamos a trama dos personagens após ela me arrastar par cá. A citação a personagem foi totalmente autorizada pela jogadora em questão.

Ponto 2. Apesar de, na historia, o Dorian já frequentasse o Acampamento antes de sua quase namorada, a conta está nível um e portanto considerei que ele tivesse problemas em manusear a arma.


Avaliação
Atualizado por: Hipnos

Gostei do teu treino. Dá pra sentir o ambiente, o manejo da arma, e como você utiliza as coisas para nos imergir dentro do teu treino. Eu só achei o Lacaile explicativo demais e tagarela, fora isso, tá tudo certo. Está de parabéns. Vou dobrar a sua experiencia e vou adicionar 2 pontos extras de treino como premiação pelo ótimo texto.  

♦ NARRATIVA 20/20
♦ CRIATIVIDADE 20/20
♦ GRAMÁTICA 20/20
♦ HABILIDADE 20/20
♦ NPC 14/20
                       
TOTAL 94/100 + Bônus = 188 
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Liodas Proudmoore em Qua Mar 01, 2017 10:44 pm



Novata




Procrastinação não era uma opção no Acampamento Meio-sangue, exceto para alguns filhos de Hipnos. Não sendo filha desse deus, Zara se cansou de passar seu tempo auxiliando na limpeza de seu chalé e de ouvir sobre missões perigosas pelas quais seus irmãos mais experientes sobreviveram. Ela assim deixou o recinto de mãos vazias e saco cheio, informando apenas a uma criança — irmão dela, ela supôs — que estaria treinando.
O sol matinal era o ideal para produção de vitamina D, mas a semideusa se protegia com um chapéu preto, uma calça confortável para atividades físicas e uma camisa social por cima da camiseta laranja do acampamento. Ela não se preocupava com os riscos de desenvolver câncer por não permitir que a luz natural tivesse contato com sua pele, pois, de acordo com histórias que ouvira e um pouco de lógica, o mundo no qual ela vivia agora era muito mais perigoso que uma doença de pele. Portanto, viver com estilo e sem preocupações era, desde que se descobriu parente dos deuses gregos, seu novo objetivo.
Dentro da arena, Zara reconheceu alguns rostos, traumatizou-se com algumas carrancas e quase garantiu a própria morte ao estranhar um jovem albino. Como mais tarde descobriria, ele se chamava Lacaile, era um sátiro e possuía mais que o dobro da idade da garota. Depois de desarmar um rapaz pela quarta vez desde que a filha de Hécate chegara, o albino desviou sua atenção para ela.
— Você não está dando atenção ao que eu digo — resmungou Lacaile para o campista que recuperava a espada de madeira no chão. — Arrume sua postura, segure a espada com firmeza e não tire os olhos do seu oponente. Vá treinar com os bonecos de palha e volte quando o vento não for mais capaz de desarmá-lo.
Um objeto voo com grande velocidade na direção de Zara, quase acertando seu rosto. Seus reflexos, antes chamados de TDAH, a salvaram. Era uma espada de madeira que quase a acertara e agora estava em suas mãos.
— Novata, você ouviu o que eu disse a ele, então não vou repetir — avisou o sátiro para a jovem.
Imitando a postura dos veteranos da melhor maneira possível naquele curto período de tempo, Zara ficou incapaz de fazer seus comentários nada gentis que é habituada a fazer com aqueles que a tratam com inferioridade. Todavia, Lacaile não dava a chance de resposta que não fosse movimentos de defesa feitos corretamente ou alguns gemidos de dor com o contato da espada na pele.
O sátiro não pegava leve, mas também não exagerava em sua velocidade. Zara sabia que estavam em um ritmo muito lento para aquele tipo de arma. Aos poucos, os golpes do mais velho tornavam-se menos previsíveis e mais difíceis de acompanhar, mas a adrenalina gerada no momento forçava a garota a fazer seu melhor para se defender ou desviar.
Divertindo-se com a atividade, desenhou um sorriso com seus lábios em meio a respiração ofegante. Estava conseguindo executar alguns ataques simples a cada cinco ou seis defesas razoáveis para uma iniciante. Em algum momento, os dois estavam andando enquanto treinavam, mas apenas na direção das costas de Zara que ainda não possuía a técnica necessária para avançar contra seu instrutor. Quando se deu conta do quanto havia recuado, a raiva tomou conta de seu corpo por alguns instantes, fazendo-a atacar Lacaile sem se preocupar com aberturas, principalmente a que permitiu fazer sua espada de madeira ser lançada para um pouco longe dos dois e, logo em seguida, a aproximação da arma do sátiro ao pescoço da novata.
— Quase um minuto sem ser desarmada, você não é a pior novata que já conheci.
Zara não gostava de como o albino falava com ela, mas não retrucou. Não em palavras. Decidiu que faria o instrutor ficar boquiaberto quando ela se tornasse uma boa espadachim, algo que ela não acreditava ser possível, apenas desejava ver a expressão no rosto do mais velho.
Após seu treino, seus irmãos a encontraram dormindo com seu chapéu e camisa social jogados ao lado da cama. Ninguém incomodou seu sono, era sua primeira vez com cansaço por conta do treinamento e, como os demais campistas sabiam, ela logo se acostumaria com a exaustão e dores no corpo. Ela precisava.




x
CREDITS



Avaliação
Atualizado por: Hades

Foi um bom treino, nada especial, mas bom.

♦ NARRATIVA 15/20
♦ CRIATIVIDADE 10/20
♦ GRAMÁTICA 16/20
♦ HABILIDADE 12/20
♦ NPC 17/20
                       
TOTAL 70/100  
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Ace Kurama em Seg Jun 05, 2017 12:03 am

Mais um dia se passava, e mais uma vez eu estaria no campo de treino na área de Lacaile e la estaria ele a treinar sozinho, subiria as escadas que daria para a arena.
-E ai Lacaile a quanto tempo. Dizia sorrindo.
-Oh Ace por onde andaste, pensava que tinhas desistido dos meus treinos e ensinamentos.

Retiraria minha espadas das costas e ria -Nunca desisto de nada. Com a minha ação e resposta Lacaile começaria por empunhar suas espadas, sim Lacaile estaria carregando duas espadas uma em cada mao,
-Duas ein interessante, gosto do desafio, vamos.
Lacaile rapidamente partiria em minha direção, começaria com um pela esquerda eu defendia rapidamente vinha um pela direita na qual eu me abaixaria, em seguida eu fazia um ataque com a espada de baixo para cima, e Lacaile desviaria como seria obvio.
Apos o meu golpe eu me prepararia e com um impulso de pernas eu ia ate Lacaile, e fazia um corte verdical, e depois um horizontal, Lacaile desviaria de tudo, todos os nossos passos, pensamentos e movimentos pareciam ser os mesmos, o duelo estaria a ir num ritmo acelerado e equilibrado, nenhum de nos dois estaríamos a errar.
Meus olhos acompanhavam os movimentos rápidos de Lacaile, as suas espadas dançavam nas suas mãos, algo como nunca teria visto antes, se eu não tivesse habituado aos treinos dele eu iria estar em muitos mãos lençois eu defendia um ataque e troca de mao e defendia o próximo, me abaixaria para ataque suas pernas mas ele era bem ágil, sempre se esquivava.
Horas se passariam, e nenhum de nos dois mostraríamos sinal de fraqueza, nenhum de nois.
Lacaile dava um chute no meu peito me fazendo ir para tras e terminaria o treino.
-Você esta a ficar cada vez melhor não errou em nada na sua defesa nem no seu ataque, você realmente me da bastante trabalho, por hoje terminamos, volte amanha.


AVALIAÇÃO


44XP de 100XP


NARRATIVA7/20
CRIATIVIDADE 2/20
GRAMÁTICA13/20
HABILIDADE7/20
NPC15/20


Foi um treino bem simples e rápido. A luta poderia ter sido descrita de forma mais empolgante e que prendesse mais a atenção durante a leitura, sorte que fora um treino curto se não teria sido entediante lê-lo.
Minha sugestão é que foque mais em detalhes interessantes e não produza tantos treinos comuns e parecidos uns com os outros.

Atualizado pelo tio Zeus.
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Dante Burkhardt em Dom Jul 02, 2017 9:30 am



O por do sol já estava se aproximando quando Dante decidiu deixar o seu chalé para trás. Portava consigo uma espada, posta em uma bainha de couro que se encontrava presa em seu cinto do mesmo material. Não se tratava de uma espada qualquer, mas sim do presente de reclamação que recebeu ao ser reconhecido como filho do deus Hipnos. Entretanto, mesmo possuindo a espada, Dante não tinha qualquer informação sobre tal item, contudo, devido ser um presente de um deus, logo deduziu que esta certamente deveria ter alguma peculiaridade que a diferenciaria de uma arma comum disponibilizada pelo treinamento. Um fato importante de se citar era que decidira sair naquele horário pelo simples fato de que com os raios de sol alaranjados, indicando que em breve a noite cairia, não importaria o quão rígido fosse o instrutor que encontraria, ele não poderia por o garoto para treinar pela falta de tempo para isto. Todavia, ainda restava tempo o suficiente para que ele pudesse lhe falar um pouco sobre as características da espada. Isto não era nada mais, nada menos, do que a facilidade que Dante tinha para pensar sobre uma situação futura somente deduzindo coisas simplórias como o tempo disponível.

Embora caminhasse calmo, não tardou muito para que o moreno chegasse até a parte da arena onde os treinos de espada aconteciam. Mesmo sem nunca ter frequentado aquela região antes, não tinha demência mental ao ponto de não saber se localizar dentro de um acampamento. Poderia reconhecer o local que procurava com facilidade devido aos bonecos de treinamento e o arsenal de espadas variadas no canto. Naquele horário não restava mais do que somente dois campistas treinando juntos no canto oposto ao arsenal e, no meio do espaço de treino com espadas, um sátiro albino que sério, permanecia observando o movimento de ambos, passando dicas aos dois que treinavam, mesmo que não estivesse envolvido no confronto entre os dois campistas, estimulava que continuassem de modo que aparentemente até poderia estar cara-a-cara com um deles. Dante honestamente não queria atrapalhar, mas não se importava em fazer isto. Sentou-se ao chão por pura preguiça, coçando a testa ao assisti-los. Tudo não passava de um método para chamar atenção, afinal, tinha observado o quão Lacaile era rigoroso e, sendo assim, ele simplesmente não permitiria que o rapaz se sentasse, reclamando com este por tal ato. – Bom, me desculpe, mas na verdade eu estou aqui para fazer uma pergunta. – Disse se levantando, retirando a espada da bainha de couro em um movimento calmo.

Infelizmente o sátiro possuía o tipo de personalidade “filhos de Ares” cujos Dante julgavam serem inferiores devido a sua incapacidade de pensar muitas vezes, esperava que o sátiro, por sua vez, fosse uma pessoa ainda sim intelectual. Segurava a lateral da lamina sobre ambas as palmas das mãos abertas, para que o sátiro pudesse enxerga-la bem. – Você deve ser a melhor pessoa neste acampamento para me falar o que esta espada pode fazer. – De fato, se o instrutor de espadas não pudesse explicar do que se tratava, então a única maneira de saber era consultando o próprio Hipnos, o que não seria nada fácil, todo o contato que teve com seu pai fora indireto, recebendo os presentes e alguns dracmas. – Tudo o que eu sei sobre ela, é que é extremamente leve e maleável. – Comentava sobre o seu pouco conhecimento sobre a arma recebida do seu pai. O sátiro confirmou que podia falar um pouco a espada, a conhecia por ser uma arma idêntica aos que alguns outros filhos de Hipnos possuíam – Hum, então ela não é exclusiva. – Anotou isto mentalmente, ou seja, qualquer coisa que Dante pudesse fazer com ela, seus irmãos tecnicamente poderiam fazer o mesmo.

O segundo ponto a se observar era que se tratava de uma arma capaz de ferir mortais. Dante preferiu não comentar nada para o sátiro, afinal, toda espada é capaz de ferir mortais, portanto só escutou, piscando o olho de maneira curiosa com as palavras do instrutor. A revelação mais bombástica viria a seguir, além das características normais de uma espada, segundo o instrutor, os boatos que corriam era que aquela espada, cuja se chamava espada astral, era capaz de ferir também imortais, fantasmas e espíritos, o que era algo bastante interessante ao ponto de vista de Dante, que erguia uma das sobrancelhas, curioso. – Você disse que são apenas boatos. – Relembrava as palavras do sátiro brevemente. – Bom, então eu discordo. – Mentia com cuidado para que parecesse verdadeiro. Ele acreditava sim na capacidade da espada poder ferir seres imortais, mas para abaixar os interesses de maus indivíduos que pudessem crescer o olho em sua arma aparentemente tão especial quanto poderosa, preferiu negar como realmente achava. Entretanto, por ter chegado tarde demais no local do treino, o expediente como instrutor acabava naquele instante por anoitecer. Não tendo mais nada para fazer, deixou o local.

Observação OFF:
Embora não seja um treino comum, prático, se trata de um treinamento teórico, que pelo conteúdo, certamente fará o Dante saber utilizar a sua espada de forma mais adequada, no que portanto, se torna um treino útil ao meu ver.
Itens utilizados:
➤ Espada Astral: Espada dourada, extremamente leve e maleável, que pode ferir mortais ou imortais e até mesmo danificar fantasmas e espíritos. 30 dano.


Avaliação
Atualizado por: Hipnos
Você não escreveu um treino, não interpretou o NPC direito, então não tem como eu avaliar muitas das coisas abaixo. Sua narrativa é meio preguiçosa, mas a gramática não é ruim. Espero que haja melhorias em treinos futuros.

♦ NARRATIVA 5/20
♦ CRIATIVIDADE 7/20
♦ GRAMÁTICA  18/20
♦ HABILIDADE 0/20
♦ NPC 3/20
                       
TOTAL 33/100  
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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

Mensagem por Penelope V. Kennedy em Qua Jul 12, 2017 9:51 pm



you are not me, Arlandria
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
Chase all of those memories away, save them all for another day. Don't you remember it was rain that drowned you?




Encontrar uma filha de Hécate na arena de treino de espada era, no mínimo estranho. Os bruxos e bruxas sempre preferiam treinar seus poderes mágicos, deixando as habilidades físicas para os outros campistas. Porém, Penelope ali estava, pronta para soltar toda a fúria que vinha acumulando nos últimos dias.
Sem grandes demoras, avançou até o expositor de espadas e pegou a primeira que sua intuição escolheu, enquanto seus olhos buscavam Lacaile, o sátiro albino que logo se apercebeu da presença da bruxa.
- Hey Lacaile, você está muito ocupado? - a loira perguntou assim que ele se aproximou.
- Não muito. - respondeu, olhando a espada que a garota segurava na destra. - Quer ajuda é?
Penelope encolheu os ombros, como quem fala "lógico" e preparou de imediato sua posição de ataque. Joelhos fletidos, espada erguida, sustentada pelas duas mãos.
O sátiro ergueu também a espada que vinha segurando na mão esse tempo todo e tentou deferir o primeiro golpe.

Rapidamente Penelope foi capaz de aparar o golpe com a lâmina, fazendo com que a colisão das duas armas produzisse um som agudo e alto. Os objetos deslizaram um pelo outro e a bruxa se desviou, fazendo com que seu oponente ficasse nas suas costas. Num movimento ágil, girou o quadril e baixando um pouco a espada, experimentou deferir um golpe na horizontal, na direção do abdômen de Lacaile. A agilidade de seu adversário era realmente notória, e por isso ele conseguiu se desviar com alguma facilidade.
Penelope sentia já sua respiração um pouco alterada e as primeiras gotas de suor surgiam em sua testa. Pensou em parar um pouco para retomar a respiração mas o sátiro logo ergueu sua espada de novo, tentando deferir um golpe vertical. Kennedy conseguiu, no último segundo, erguer sua espada o suficiente para amparar o golpe, porém a força aplicada por Lacaile fora tanta que fez a garota dobrar o joelho e embater com ele no chão.

Uma dor aguda atingiu sua rótula, porém, com a mesma rapidez que surgiu, desapareceu também. O treinador continuava aplicando sua força na espada que ainda tocava a dela, fazendo com que Penelope sentisse seus braços fraquejarem. Realmente Lacaile não media esforços e isso agradava a filha de Hécate, ainda envolta na raiva.
Cerrou os dentes, soltando um grunhido enquanto se esforçava para erguer seu corpo novamente. Aparentemente, sua força fora suficiente para conseguir desviar novamente a espada do sátiro e proporcionar alguns segundos de descanso.
A loira deu dois passos atrás, inspirando e expirando com dificuldade, porém, isso não a demovia da luta, que parecia ficar cada vez mais desafiante.
Lacaile girou a espada, uma e outra vez, na sua mão, enquanto se aproximava em passos lentos. Talvez esse fosse seu jeito de intimidar um adversário cansado. Mas quem conhecia Penelope sabia que poucas eram as coisas que a intimidava, Lacaile não era uma delas. Assim, retomou sua posição inicial, fletindo novamente os joelhos e apoiando a espada nas mãos. Seus olhos tentavam ler o rosto do adversário, na busca de algum sinal que denunciasse seu próximo ataque. Porém o sátiro era de difícil leitura e seu golpe diagonal a pegou de surpresa, de tal modo que suas mãos não seguraram a espada com força o suficiente, fazendo com que a arma caísse no chão.

Penelope olhou a lâmina apontada a seu estômago e logo ergueu as duas mãos, esboçando um pequeno sorriso.
- Você ganhou. - afirmou, admitindo sua derrota apesar de todo o orgulho que a corroía toda a vida.
Lacaile retribuiu o sorriso, se agachando para pegar a espada de bruxa.
- Mas você foi uma boa adversária. Espero que volte, Penelope.
Sim, ele poderia esperar vê-la ali mais vezes, afinal a terapia havia funcionado. Kennedy não sentia mais a raiva que a levara até ali.
Colocou sua mão sobre o ombro do sátiro e o apertou num gesto de simpatia.
- Voltarei com certeza, e da próxima vez você que sairá derrotado.
Lacaile soltou uma risada, não muito convencido com a afirmação da loira. Na verdade, não passava mesmo de uma brincadeira, Penelope precisaria de muitos treinos para conseguir derrotar seu treinador.





the end



you and what army, Arlandria?


Avaliação
Atualizado por: Hipnos
Bom treino, mas Lacaile não é tao tagarela e pra frentex a ponto de dar risadas e te esperar novamente para um embate.

♦ NARRATIVA 10/20
♦ CRIATIVIDADE 18/20
♦ GRAMÁTICA 17/20
♦ HABILIDADE 15/20
♦ NPC 9/20
                       
TOTAL 69/100  
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Penelope V. KennedyFilhos de Hecate

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Re: ♦ Treino com Espadas e Floretes ♦

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