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Volkanica

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Volkanica

Mensagem por Chandra V. Harper em Qua Nov 22, 2017 10:04 pm

VOLKANICA
Pertencendo originalmente a um filho de Hefesto, o galpão onde funciona a forja foi doado a Chandra quando este faleceu, e posteriormente reformado e adaptado para o físico delicado da nova ferreira.

A forja aproveita o espaço interno de forma organizada e minimalista. A recepção é delimitada apenas por uma porta de vidro, que fica atrás do pequeno balcão no qual a responsável pela loja recebe, contabiliza e entrega as encomendas feitas. Atrás da parede de vidro há aparatos ligeiramente mais modernos do que se costuma encontrar nas estruturas mais tradicionais. Os fornos de carvão foram mantidos para a fusão de materiais pesados e um novo forno de butano foi adicionado para trabalhos mais leves, a tradicional bigorna não foi totalmente trocada, mas perdeu espaço para alguns novos marteletes de cutelaria, e todo o processo de polimento e acabamento das peças é auxiliado por polias de motores rudimentares, exceto entalhes e acabamentos manuais, realizados com cinzeis e facas de entalhe numa mesa de trabalho nos fundos da loja.

No recinto há ainda uma estante cheia de livros, manuais e coletâneas de notas sobre materiais, técnicas e moldes de armas, aos quais a semideusa recorre no momento de idealizar as peças forjadas.

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Re: Volkanica

Mensagem por Liodas Proudmoore em Seg Nov 27, 2017 11:55 pm

Tramontina
Liodas, Scissorclaws
Liodas tinha uma perspectiva do mundo muito diferente de qualquer mortal, ou semideus comum. Andando sobre quatro patas, ele era capaz de não apenas perceber o mundo com seus sentidos mais apurados, mas também de ter conhecimento de algumas verdades escondidas no universo. Isso o fazia gostar da forma felina, apesar da pouca segurança que o corpo o oferecia. Infelizmente, ele era incapaz de compartilhar os segredos com qualquer um, visto que não conseguia colocar em palavras as maravilhas e horrores que são só visíveis pelos olhos astutos dos gatos. E ainda se esquecia do que era exatamente quando retornava a sua forma humanoide.

Quando se aproximou de uma porta de vidro, ela foi aberta sozinha, uma mágica mortal; tecnologia. Após entrar, ainda em sua forma de gato, o semideus avistou alguém.

Olá, não obedeça às vozes de Cthulhu em seus sonhos disse Liodas para a pessoa atrás do balcão. Era um aviso inútil, pois ela somente ouviu um miado e entendeu o “olá” em sua mente.

O gato preto continuou andando, ignorando o olhar que a atendente deveria estar direcionando para ele. “Já deveria saber sobre minha maldição. Todo mundo sabe”, pensou incomodado.

Irmã?! gritou em sua forma de gato, assim sendo escutado apenas na mente daqueles dentro da forja. — Preciso falar com você. — Agora estava de volta ao seu normal, de pé e tentando compreender o motivo pelo qual estava com a imagem de um polvo gigante com asas em suas memórias.

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Re: Volkanica

Mensagem por Chandra V. Harper em Ter Nov 28, 2017 2:22 am



we have no hope now, only sorrow.
No tears
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A forja havia sido reformada, mas ainda havia muito a se fazer lá dentro. Os filhos de Hefesto vinham sendo muito simpáticos ao dividirem comigo seus conhecimentos e bens, para que eu pudesse me estabelecer ali no espaço que me havia sido doado, inclusive me ajudando a reabastecer os fornos com carvão mineral.

Tendo terminado o trabalho pesado, eles me deixaram a sós no meu novo cantinho de trabalho para cuidar de detalhes de inventário e outras burocracias que vinham de brinde na aquisição. Sentei junto ao balcão, preenchendo os formulários totalmente concentrada, a ponto de não ouvir quando a porta da frente abriu e deixou que meu primeiro cliente entrasse.

— Hm? O que? — Olhei de um lado para o outro, procurando a voz familiar que havia acabado de me cumprimentar. Por um instante pensei ter ouvido coisas, e me levantei assustada por ter ouvido de um dos garotos de Hefesto que uma das garotas do chalé de Deméter era completamente louca, e que poderia ser uma doença contagiosa, lembrando-me de uma pequena visita que fiz ao dado lugar no dia anterior para pedir algumas pétalas de madressilva.

— Espera... Irmã? Liodas? — Ergui uma sobrancelha, ao ouvir a voz do gato ressoar alto em minha cabeça, um tanto feliz por não estar completamente louca. Repousei novamente sobre o banquinho de madeira enquanto ele voltava à forma humana, suspeitando de que ele havia vindo até aqui para negociar a fabricação de uma peça exclusiva para seu (já vasto) arsenal.

— Pode falar, eu estava só terminando de formalizar umas notas para os impostos do acampamento. — Afirmei, guardando os documentos na pequena gaveta onde futuramente ficariam guardados meus ganhos monetários, tirando meus óculos de leitura e virando-me para ele mais uma vez, com total atenção.

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Re: Volkanica

Mensagem por Liodas Proudmoore em Ter Nov 28, 2017 3:02 am

Tramontina

Liodas, Scissorclaws
Chandra não parecia ocupada aos olhos de Liodas, apesar de que, para ele, ninguém estava ocupado para ajudá-lo a conseguir tudo que deseja. Sua irmã não escaparia disso, mas tinha sorte de ser amiga dele.

— Fiquei sabendo que você tem parentesco com o deus ferreiro — comentou como se não quisesse pular o papo furado antes de fazer seu pedido. Liodas tentava ser educado por sua irmã, embora estivesse com pressa de sair dali. Tecnologia nunca foi seu forte. — Você teria ideia de alguma arma diferente e especial para mim? Tenho mais inimigos e alvos do que dinheiro, mas posso afirmar que conseguirei pagar por aquilo que forjar. — Ele dizia a verdade tanto sobre suas inimizades, quanto sobre suas dracmas.

Apesar de seus inúmeros feitiços e sua habilidade incrível de combate, a prole de Hécate acreditava não ter o suficiente para enfrentar a deusa que o humilhou ou até mesmo as criaturas marinhas que quase o derrotaram. Como descendente do deus da guerra, ele jamais poderia deixar a vergonha de suas perdas em batalha para trás. Vingança era, e continuaria sendo mesmo ao se tornar um escolhido de Hera, sua principal motivação para seguir em frente.

— Gostaria que fosse feita com ouro imperial — acrescentou o detalhe ao seu pedido depois de sair do seu devaneio.

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Re: Volkanica

Mensagem por Chandra V. Harper em Ter Nov 28, 2017 4:45 am



we have no hope now, only sorrow.
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Travei por um breve momento vendo aquela tentativa esdrúxula de socialização, simplesmente por não acreditar que aquilo poderia acontecer um dia, e então me dei conta do que ele estava pedindo. Era inusitado, um pouquinho irreverente, mas não impossível.

— Uma arma diferente? Bem, eu nunca vi semideuses usando muitas coisas fora dos moldes comuns para lutar, mas.... Outro dia eu estava analisando umas anotações do finado Terry, antigo dono da forja, e ele adorava trabalhar com ambidestros. O que acha de uma espada desmontável? — A minha imagem mental era a de uma espada de dois gumes com uma pequena trava na chappe, que se desmontada poderia ser usada como duas espadas simples, uma arma versátil, descomplicada e leve, mas que não tinha o fator inovador que ele procurava, ainda mais para uma peça confeccionada em ouro imperial.

—Trabalhar com esse tipo de material é correr com uma tesoura na mão, mas vou fazer o meu melhor. Posso trabalhar com uma liga de platina, que já facilita o trabalho. — Sorri confiante. Se a vida fosse um desenho animado, uma lâmpada teria se acendido sobre a minha cabeça depois dessa bendita frase — Só vou precisar que você compre o Ouro, e um diamante, se quiser algo um pouco mais resistente. O restante dos materiais eu tenho aqui, e por você ser o meu primeiro cliente oficial, não vou cobrar mão de obra.

Levantei e fui até a gaveta mais uma vez, retirando papel e caneta e fazendo um breve esboço do que seria a nova forma final da última ideia de um filho de Hefesto recém falecido, e a primeira arma forjada por uma filha de Hécate.

— Se quiser, eu posso te entregar a arma mais tarde no chalé. — Retruquei, percebendo que assim como outros semideuses, ele ainda possuía certo receio diante das tecnologias mortais.

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Re: Volkanica

Mensagem por Liodas Proudmoore em Ter Nov 28, 2017 5:36 am

Tramontina

Liodas, Scissorclaws
Apesar de ser o conselheiro do chalé de Hécate há um tempo considerável, Liodas ainda tinha irmãos que não lhe conheciam muito bem. No lugar de somente assentir ao pedido, Chandra começou um monólogo sobre a forja, o antigo dono, ideias nunca executadas e outros detalhes que Liodas não se deu o trabalho de ouvir. Entretanto, o semideus permaneceu com seu melhor sorriso simpático e acenou com sua cabeça em cada respirada de sua irmã, torcendo que essas pausas fossem término de frases.

— Tudo bem — disse Liodas. Ele estava contendo um suspiro de alívio após tanto tempo ouvindo alguém.

“Nossa mãe deve ser uma tagarela. Isso explicaria o pequeno Hikari quando me ensina algo novo”, comparou seus dois irmãos à sua mãe que ainda não teve o prazer de fingir escutá-la.

— Irei esperar no chalé. — Foi uma coincidência ele decidir esperar por seu pedido no lugar onde Chandra havia prometido entregar.

Depois de deixar a forja Volkanica — nome que ele só descobriu após sair — em sua forma felina, Liodas foi até à loja de materiais (mais um lugar que não o agradava) e comprou ouro imperial e um diamante. Era incrível o seu dom de ouvir somente o mais importante das coisas, talvez fosse resultado de anos de treino ou uma habilidade natural e mágica.

Com um feitiço, levou os materiais para Chandra instantaneamente, assim evitando retornar a um dos centros de tecnologia do Acampamento Meio-Sangue.

“Coitada da atendente. Cthulhu não a largou e nem irá”.

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Re: Volkanica

Mensagem por Chandra V. Harper em Qua Nov 29, 2017 5:02 pm



we have no hope now, only sorrow.
No tears
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Mal comecei a esboçar as primeiras linhas do novo projeto, e meu irmão já havia mandado seus materiais preciosos para cima da minha mesa de trabalho via teletransporte. De fato, a vida poderia ser considerada um tanto mais fácil se você descobrisse e dominasse pelo menos alguns dos segredos da magia, mas certas coisas exigiam trabalho manual simples e puro, não havia (ao menos no meu limitado repertório de semideusa) uma maneira melhor e mais exata de se desenhar, criar e idealizar do que uma folha de papel.

As linhas se curvavam, se cruzavam e dobravam, começavam e se findavam num misto de linhas orgânicas contrastantes à rigidez metálica, e terminavam por encontrar um ponto de equilíbrio no decorativismo singular daquela ideia fantástica, e no fim de tudo isso, os detalhes de segurança finalizavam aquele pequeno momento de ternura que era todo o planejamento estético da arma. Havia finalmente chegado a hora de pôr a mão no metal quente e executar minha obra prima.

A preparação era simples, e dada a natureza dos materiais que usaria, não teria problema em fazer as duas lâminas com aquela quantidade enorme de matéria prima. Fui separando de uma por uma as barras de minérios, escolhendo minuciosamente as que iriam aos fornos, bem como um rubi de coloração forte, que seria utilizado para finalizar a arma.

Acendi o maior forno da loja, qual os meus primos de segundo grau haviam ajudado a abastecer mais cedo, e comecei a amolecer os metais com muita calma, começando pelo titânio, depois a platina e por fim o ouro imperial, que exigia um pouco mais de cuidado que os outros dois. O calor do fogo já não me incomodava mais desde que eu havia entrado em sintonia com essa nova parte de mim, o que me permitia manusear os metais incandescentes com as mãos nuas, torcendo-os e esmagando-os como se fossem três tiras de caramelo mole numa doceria artesanal do Reino Unido.

Mergulhei então a massa mista de metais na água, resfriando-a imediatamente e deixando-a repousar por alguns minutos junto às prensas hidráulicas do fundo da loja. Voltaria a reaquece-la mais tarde para finalmente poder dar-lhe uma forma, mas enquanto isso não acontecia peguei meu martelo e um velho almofariz de bronze na mesa de acabamentos, coloquei tanto o diamante que Liodas havia mandado quanto o rubi que havia separado anteriormente dentro dele, e repisei aquelas pedras com todas as minhas forças, até que sobrasse apenas um pó fino.

Voltei a aquecer o metal, incorporando lentamente o pó mineral dentro dele e consequentemente acompanhando a sua mudança de aspecto para uma cor vermelha profunda, lustrosa e excepcionalmente bonita. Separei a liga em duas porções ligeiramente desiguais, mas que não interfeririam em nada na confecção do produto final, e depositei ambas em formas forradas, de forma que ganhassem uma forma ligeiramente retangular conforme endureciam.
 
Levei rapidamente o lingote mais pesado à pequena bigorna que mantinha ali perto, martelando sucessivamente até que ele tomasse uma forma extremamente alongada, prestando atenção nos esboços que havia feito mais cedo.  A Espada logo tomava forma, conforme eu redobrava a extremidade anterior da barra de ferro em um guarda-mão rústico, similar à cavidade maior de uma tesoura de costura. Decidi seguir essa lógica, e então reaqueci ligeiramente a outra parte do material, trabalhando uma lâmina ligeiramente mais curva, que lembrava um pouco a linha do coração dos livros de quiromancia que já havia lido na biblioteca do chalé. Para sua empunhadura, continuei seguindo a lógica da tesoura de costura, e dobrei o cabo em um círculo perfeito, um pouco mais discreto no quesito tamanho, e com um pequeno suporte pendendo para cima para que a arma não escorregasse quando usada em conjunto com a outra.

Tendo dado forma às duas armas, finalmente poderia passar para os acabamentos. Liguei as grandes lixas metálicas recém instaladas e comecei a definir os fios de corte de cada lâmina. Para não seguir a linha normal de raciocínio, decidi fazer dois gumes em ambas, um tradicional, bem definido e ligeiramente inspirado nas armas orientais antigas, e ou outro mais discreto, como corte de um sabre de alumínio. Tendo as lâminas definidas, continuei a trabalhar em suas empunhaduras na mesa de artesanato, talhando delicadamente e polindo todo o desenho de detalhe.

As duas armas estavam prontas, mas ainda não eram aquilo que eu havia idealizado, faltava adicionar algo que a tornasse uma só e correspondessem à vontade de meu irmão de que fosse um artefato único. Foi então que eu tive a ideia de leva-las até minha menor prensa hidráulica, ajustar o martelo para perfurar um pequeno círculo no final de cada lâmina. Com as duas moedas metálicas restantes do processo, as derreti mais uma vez e moldei uma pequena trava, colando-a ainda incandescente à lâmina maior. Depois de mais alguns ajustes, entalhes e polimentos, travei as lâminas e pude contemplar minha criação completa em seu completo esplendor.

Ainda com a ideia de que a espada menor parecia com uma linha do coração, entalhei discretamente em letras cursivas a palavra “Heartline” em sua empunhadura, e para não sair da linha da quiromancia, entalhei “Sturn Finger” na outra, pensando que o lado irônico do meu irmão apreciaria essa piada enquanto lutasse com qualquer que fosse o ser divino qual tivesse inimizade, com um grande dedo do meio apontado para ele.  Embalei a arma num pedaço de papel Kraft com um barbante e segui meu caminho para o chalé, pois depois de tanto trabalho, tudo que eu queria fazer da minha vida era tomar um banho e dormir por várias horas seguidas.  

Retirar de Chandra V. Harper:

Platina x1
Ouro imperial x1
Diamante x1
Rubi x1
Titânio x1
Adicionar a Liodas Proudmoore:

⛤Heartline & Saturn Finger – São lâminas gêmeas fraternas de gume duplo e sem chappe, feitas de uma mesma porção de liga metálica de Ouro imperial, Platina e Titânio fundidos com Diamante e Rubi. Heartline tem uma lâmina que lembra uma versão plus size dos antigos alfanjes persas que ostenta um furo decorativo nos limites do fio de corte, e que termina em uma estranha empunhadura circular com um aparador levemente curvado para cima, colocado lá propositalmente. Saturn Finger, por sua vez tem uma lâmina extremamente reta e similar à de uma machete, mas que apresenta um guarda-mão que lembra vagamente o de um sabre e que conta também com uma discreta trava retrátil no breve intervalo entre as duas partes da arma. Se usadas em conjunto, as duas lâminas rubras reluzentes formam uma tesoura monumental, um equipamento único e feito sob medida para o filho de Hécate. {+210 de Ataque, não corrói, não derrete e absorve dano de fogo e elétrico somando para o golpe seguinte, não se quebra, dobro de ataque contra seres divino}

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Re: Volkanica

Mensagem por Mnemosyne em Sex Dez 01, 2017 7:00 pm

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Re: Volkanica

Mensagem por Albafica em Qui Dez 07, 2017 4:02 am

MY SKIN IS RADIOACTIVE

Danny estava demorando para fazer o que eu lhe pedira para fazer, então fui até outra forja com as coisas que queria fundir, deixando que meus pés me guiassem as cegas pelo caminho. De sorte que acabei sentindo a energia artificial de algum filho de Hecate e cheguei à um lugar minimalista com cheiro intenso de dama da noite.

Atravessei a porta de vidro e caminhei distraído, assoviando uma canção de ninar grega que meu pai cantarolava para mim. Meu macacão caiu de lado revelando todo meu peito farto e pele sedosa. Me debrucei ali no balcão, inclinando meu tronco para frente buscando o rosto da garota dona do lugar. Ela tinha um cheiro especial de Dama da noite, Dióxido de Ferro e cerejeira, a flor do fogo. Deixei meu nariz roçar ao longo do pescoço dela para sentir melhor seu perfume e confirmei:

- Chandra, filha de Hecate com algum parentesco em Hefesto... Preciso que forje algo para mim, se for possível - falei com um sorriso curioso no rosto. Dei de ombros e arrumei uma das minhas alças do macacão, voltando a ficar comportado atrás do balcão.

Dedilhei meu pescoço e assim que encontrei a minha correntinha de estrela, puxei a mesma e revelei a Pollux&Castor. Coloquei a arma em cima do balcão e mordi os lábios, passando a mão pela minha nuca grossa.

- Eu queria fundir minhas foices numa coisa só... - falei limpando a minha testa do suor. Puxei minha segunda correntinha e revelei outro item, a Ampolla - Se desse, eu gostaria de fundir as habilidades dessa coisa nessa nova foice enorme, negra de lâmina verde reluzente... Se desse claro - vomitei a informação.

Completei informando que gostaria que minha foice fosse o dobro do meu tamanho com uma lâmina bem grande e que soltasse brasas a cada golpe e que quando ordenado, pudesse lançar de fato um golpe flamejante de coloração esverdeada - Você pode usar o material que precisar, além do que eu já estou fornecendo... - completei e coloquei um saco de moedas no balcão  - eu acho que posso pagar a quantidade que desejar

Minha ideia inicial era aprisionar um demônio filho de Nyx na minha arma, mas como eu não tenho um demônio, a ampulheta servirá.


Tag: --- | Note: --- | Post: ---
Haymon Derrier LG


itens do meu arsenal a serem forjados:
➤  Pollux&Castor (火) Pingente em forma de estrela que ao ser girada (cada lado em um sentido), abre-se em uma duas foices (dourada e prateada), presas por um a corrente comprida . Cada foice tem potencial para causar 60 pontos de dano.

➤ Ampolla: Um pingente de ampulheta metálica com areia vermelha e verde  dentro, na parte superior há o desenho de uma brasa queimando. Uma vez por narração pode criar uma esfera de fogo verde tendo dano de 150 pontos em climas favoráveis e sobe para 300 em contrários. Além de diminui 30% de danos causados por fogo.

imagens de referencia:

observação:
- você pode usar outros materiais para contribuir à arma
- minhas foices são de ouro e prata e fundindo esses materiais juntos se forma uma liga de Electrum, tá lá na forja a descrição dele.
- O nome da arma seria mudado para outro... depois digo
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Re: Volkanica

Mensagem por Chandra V. Harper em Ter Dez 12, 2017 2:05 am



we have no hope now, only sorrow.
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Albafica havia me feito uma proposta um pouco esquisita, visto que até agora eu havia trabalhado apenas materiais puros, sem encantamentos ou materiais não convencionais para a forja. Era de fato um desafio, mas eu estava bem-disposta a aceitá-lo e por meu nome para jogo como arquiteta de uma arma divina.

— Bem... Eu posso tentar. E não precisa se preocupar com dinheiro... Acho que podemos entrar num acordo melhor, mas conversaremos sobre isso em outra ocasião. — Sorri, entregando-lhe de volta a bolsa de moedas, enquanto abria minha gaveta e tirava de dentro uma trena, papel e caneta para poder medir a  altura do imortal, seguindo assim a sua especificação final, e em seguida esboçar os primeiros croquis.

— Eu devo demorar um pouco, então pode ficar à vontade.— Sorri, juntando meus papeis com seus artefatos e atravessando o portal de vidro que dava para o interior do meu ateliê. Eu tinha planejado um design mais arrojado, exagerado e cheio de linhas orgânicas para o Deus da floresta, com uma pegada mais oriental que ornaria muito bem com as suas exigências.

Joguei algumas pás de carvão mineral na grande fornalha de pedra, acendendo-a com um feitiço de brasas simples, alimentando o fogo com uma brisa suave, de forma que as chamas alaranjadas dançassem e ganhassem volume conforme eu recitava as palavras do encanto. O carvão ardia, avermelhando-se rapidamente e assim me indicava que eu já poderia derreter o ouro e a prata para fundi-los em uma liga só.

Levei as foices até pequena bigorna dos fundos da loja, pegando a marreta de bronze e um cinzel qualquer que repousava em minha mesa de entalhes e martelando-os vigorosamente contra as armas de metais preciosos, fragmentando-as em pedaços menores que dissolveriam mais fácil por entre as chamas do meu forno. Coloquei aqueles cacos em um cilindro de cimento, para que nenhum pedaço fosse desperdiçado, e os deixei repousando na fornalha.

Enquanto os metais se fundiam formando uma liga de electrum, peguei uma gema de ônix e um pequeno almofariz de bronze, socando o pistilo contra a pedra negra, estilhaçando-a em milhares de grãos, para que aderisse à liga preciosa que cozinhava lentamente ali perto. Tirei o cilindro do meio das chamas com as mãos nuas, adicionando o pó escuro em seguida, que se misturava aos poucos naquela bolha incandescente. Aquela amalgama estava finalmente completa e pronta para ser moldada.  

Deixei que a mistura esfriasse um pouco, até quando estivesse suficientemente firme para não escorrer pelos meus dedos enquanto a manuseasse, e separei a massa de metal negro em quatro partes desiguais, que seriam transformadas respectivamente na lâmina, cabo, pome e entalhes estéticos. Comecei a moldar o pome num pequeno cone e mergulhando-o em água fria, para que endurecesse em uma peça sólida. Fiz as marcações com um pequeno entalhe do mesmo cinzel que tinha usado para quebrar as foices originais e liguei rapidamente as lixas mecânicas, que desgastavam a peça, dando a aparência de uma joia lapidada em formato de presa de animal ainda sem polimento. Deixei-a separada num canto da mesa de trabalho e voltei ao segundo maior pedaço, com qual faria os adornos que deveriam tornar a arma um pouco mais próxima da natureza bela do seu dono. O metal já esfriava e enrijecia em minhas mãos conforme eu o manuseava, por isso tive que voltar ao forno algumas vezes, aquecendo-o até o ponto certo de maleabilidade para que ele ficasse da espessura certa e do formato certo.

Seria então o caso de pegar as ferramentas de detalhes e começar a entalhar pequenos sulcos, martelando os pequenos cinzéis com delicadeza contra o metal resfriado, tirando pequenas lascas de um, fazendo um pequeno vale em outros, dobrando-os com marteladas precisas contra peças de bronze médias, que simulavam em pequena escala o que uma prensa hidráulica fazia a grandes chapas, em escala industrial. Com vários minutos de trabalho duro, as peças finalmente começavam a ganhar formas mais refinadas, que já começavam a dar uma ideia do que seria o nível de detalhe na arma final.  Larguei as peças junto ao pome para poder trabalhar na lâmina, deixando o polimento para quando estivesse tudo pronto, e voltando a manusear a maior parcela de metal morno junto ao forno.

Tive que utilizar dessa vez uma vara metálica como suporte para a peça, montada transversalmente em relação à peça, e não rente a ela como na maioria das lâminas. Martelei vigorosamente o metal negro contra minha bigorna, tentando planificar o máximo de metal que eu pudesse enquanto deixava-a uniforme, com a espessura média de meio dedo. Era um pouco grossa e bem pesada, mas era o único jeito de fazer algo tão grande resistir a impacto e deformações. A essa altura do campeonato, aquela placa de metal tinha quase meia Chandra de comprimento e quase um antebraço de largura, e seria posteriormente cortada no formato correto para ser soldada ao cabo e aos detalhes.

Vasculhei rapidamente minha bancada de ferramentas, tirando uma serra de fio de dentro de uma das caixas, marcando com um giz e tirando um longo tempo para cortar as duas curvas fechadas que se entrecruzavam na superfície da chapa de metal. Pequei então a última parte da amalgama metálica e levei até um dos marteletes de cutelaria, colocando anteparos dos lados, deixando que ele afinasse o volume da peça metálica maleável enquanto ela ganhava comprimento e começava a pender levemente devido ao seu próprio peso, dado o prolongamento excessivo.  Aquela curvatura leve não era proposital, mas cabia dentro do projeto original da foice, de forma que precisei fazer apenas pequenos ajustes de forma, como dobrar a ponta que seria ligada à lâmina em um “V”, para que ela ficasse estável conforme fosse manejada.  

Finalmente todas partes estavam prontas, e deveriam ser unidas em uma só. Aqueci a extremidade torcida do cabo até que estivesse incandescente e bifurquei-a com um golpe de martelo num cinzel afiado, colocando a lâmina no espaço recém liberado e deixando que esfriasse, enquanto eu pegava as outras peças e fazia um polimento fino com as diversas polias mecânicas, para que ficassem brilhantes e com o aspecto joalheresco. Colei o pome da arma com a mesma técnica com a qual havia colocado a parte de cima, fazendo mínimos ajustes para que ficasse tudo bem firme.

Lixei o cabo inteiro manualmente, deixando tudo o mais liso e rente possível para algo fabricado por uma mortal, e então fiz o mesmo com a lâmina. O resultado parcial até agora me deixava satisfeita. Aquela arma era enorme, pesada e humanamente impossível de se manusear pelas suas proporções brutais, o que a fazia mais que perfeita para um Deus, invalidando minhas dúvidas anteriores de que conseguiria mesmo forjar aquilo.

O que faltava então era temperar a lâmina mais uma vez e criar o fio de corte, processo no qual eu deveria inserir os poderes mágicos da Ampolla, o pequeno medalhão de ampulheta que daria a característica mágica que o semideus procurava. Peguei uma esmeralda e a macerei em um pó fino, como tinha feito anteriormente com o ônix, e então quebrei a pequena ampulheta, despejando as areias mágicas da pequena casca metálica no pó de berilos verdes, recitando um breve cântico para prevenir que aqueles poderes mágicos se perdessem com a quebra do artefato. Por uma última vez, marquei dos dois lados a posição do fio de corte e a aqueci, incorporando nela o pó esverdeado e em seguida mergulhando-a na água, repetindo o processo até que a mistura se esgotasse.

Liguei as lixas mais brutas, que em poucos segundos foram capazes de reduzir ambos os lados da superfície grossa do metal a uma belíssima superfície de corte que se destacava do aspecto escuro e sóbrio do resto da foice por apresentar uma cor verde viva, que com o respectivo polimento da mesma ganhou uma nova perspectiva, ainda mais vívida e brilhante como o fogo que ardia no interior da terra. Com pouco tempo, terminei de polir, adicionei os detalhes finais utilizando uma pequena caneta de solda fria, e refinei cada canto rígido ou de aparência dura.

A arma divina estava pronta, e eu podia sentir a energia mágica fluindo nela, que me fez suspirar aliviada com o sentimento abrupto de que havia finalizado minha missão. Levei a minha mais nova obra prima para a sala de recepção, percebendo que Alba ainda me esperava, embora eu tivesse demorado horrores para concluir seu pedido. Coloquei a arma em cima do balcão, tendo que passar por cima da dificuldade que era carrega-la como uma peça única. Sorri para o deus, e fiz um maneio para que viesse pegá-la.

— Aqui está... E não precisa se preocupar com o pagamento, eu só queria te pedir algumas ervas e flores para começar meu laboratório mágico. — Assenti, sentando em um dos banquinhos enquanto enxugava o suor da testa, um pouco esgotada depois do trabalho.

Retirar de Chandra V. Harper:

1x Ônix
1X Esmeralda
Retirar de Albafica:

➤  Pollux&Castor (火) Pingente em forma de estrela que ao ser girada (cada lado em um sentido), abre-se em uma duas foices (dourada e prateada), presas por um a corrente comprida . Cada foice tem potencial para causar 60 pontos de dano.

➤ Ampolla: Um pingente de ampulheta metálica com areia vermelha e verde  dentro, na parte superior há o desenho de uma brasa queimando. Uma vez por narração pode criar uma esfera de fogo verde tendo dano de 150 pontos em climas favoráveis e sobe para 300 em contrários. Além de diminui 30% de danos causados por fogo.
Adicionar a Albafica:

⛤Dasaki Theristis – É uma foice lustrosa construída inteiramente de liga de electrum tingida inteiramente com pó de ônix, exceto pelo seu fio de corte, qual exibe uma cor verde vívida e cintilante. A lâmina gigantesca apresenta uma curvatura elíptica mais fechada do que a maioria das foices, contando também com uma ponta decorativa inspirada nas alabardas orientais da antiguidade, que se entrelaça com motivos orgânicos entalhados a mão e ligam-na ao cabo longo e levemente curvado da arma, que por sua vez termina em um pome em formato de presa. Ela mede exatamente o dobro da altura de Albafica e uma vez por narração pode criar uma esfera de fogo verde, implicando 150 pontos de dano em climas favoráveis e 300 em climas adversos. {+157 de Ataque, 25% Defesa contra danos de trevas, 30% de Defesa contra danos de fogo, consegue refletir eletricidade}
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Chandra V. HarperFilhos de Hecate

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Re: Volkanica

Mensagem por Albafica em Ter Dez 12, 2017 8:07 am

MY SKIN IS RADIOACTIVE

Não demorou muito, pelo menos na minha contagem de tempo divina, para que Chandra me entregasse o item que eu pedira.

Era grande, imponente, negro e elegante. O fio verde de esperança fora o toque necessário para que minha arma das trevas se tornasse artigo de luxo de um arsenal divino. Minha nova meta seria encontrar um Nicto Daemone para aprisionar nessa minha nova foice. Minha arma era lisa ao toque e o fio era extremamente cortante. Nem precisei passar o dedo no fio para descobrir isso.

Meu rosto estava tão iluminado e minha alegria tão transbordante que nem percebi meu macacão caído até a cintura revelando o caminho da felicidade e tampouco as borboletinhas que voavam ao meu redor vindas de uma janela aberta. Meus olhos estavam brilhando verdes como a mata e eu sentia flores crescer aos montes do lado de fora do estabelecimento da garota de energia artificial.

- Η δουλειά σου είναι πολύ όμορφη - Eu estava tão distraído pela elegância da arma que nem percebi que falei na língua de meu pai. Semideuses entendem parte do Grego antigo, mas o moderno ainda é complicado para a maioria dos meio-sangues. Cocei a nuca e sorri - Teu trabalho é muito bonito, está de parabéns Chandra - mudei para a língua comum.

Avancei minha mão pelo rosto da garota, limpando o suor de seu rosto. E deixei minha mão repousada ali por mais um tempo, até que meus dedos arrumassem um fio solto de suas madeixas onduladas.

- Eu preciso de terra para colher tudo o que você precisa, tem como passar na minha tenda depois? - perguntei afastando minha mão do rosto dela, mas me debruçando pela bancada para olha-la de pertinho. Olhos lindos, pele quase tão bronzeada quanto a minha... Uma pintura de semideusa.

Me afastei da bancada pegando minha foice, girando minha arma pelos meus ombros fartos. O balanço dela era impressionante e além disso, meu novo equipamento portava uma leveza muito especial. Uma pena ela não virar nada menor para melhor manuseio no dia a dia, mas está tudo bem, eu não saio por ai em missão mesmo.

Dei um tchauzinho para Chandra e saí de sua forja assoviando uma canção de ninar boba e antiga que meu pai cantarolava para mim.


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Re: Volkanica

Mensagem por Hipnos em Ter Dez 12, 2017 10:16 am

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Re: Volkanica

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