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♦ Treino com Livro e Magia ♦

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♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Panteão em Seg Maio 30, 2016 3:13 am



LIVRO & MAGiA
Round 1!
Nesta parte da arena, se encontram estantes com livros antigos de magia, pergaminhos escondidos, varas e cetros mágicos. É aqui que o jogador adiciona poder em suas técnicas naturais vindas de seu pai ou mãe divino. Se não quiser treinar sozinho, você poderá usar um dos instrutores do local para incrementar o treinamento, além de socializar com os mesmos. Aqui você encontrará um garotinho bem baixinho e, não é a toa, pois ele é um menino de 7 anos. Seu cabelo é bem escuro e seus olhos inspiram esperança. Seu nome é Hikari. Para saber mais sobre ele, basta entrar na biblioteca, na Área de NPCs.

Cada Treinamento, rende no máximo 100XP, distribuídos da seguinte forma: Narrativa (20XP), Criatividade (20XP), Gramática (20XP) e Habilidade com Arma (20XP). Caso use o NPC, este rende o restante de XP para completar os 100XP.
Bom treinamento.  


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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Alexander Pride em Sex Jun 24, 2016 11:00 pm

TREINAMENTO COM CAJADO E MAGIA

Filho da Magia
Depois da minha reclamação o tempo parecia diferente. Nunca me esqueci daquele dia, minha mãe me reclamando, sempre achei curioso quem era minha mãe, sempre que perguntava a meu pai, ele era evasivo, apenas dizia que era uma ótima mulher, algo que nunca havia entendido, como ela podia ser ótima se nos abandonou? Até saber a resposta, ela não poderia ficar conosco, ela era uma deusa, e uma deusa feiticeira, poder corria em meu sangue e o poder a cada dia parecia querer me possuir.

Sai do chalé vestido uma calça jeans escuro e uma camisa regata de cor branca, colocando minha varinha no bolso, precisava treinar para melhorar meus feitiços, no momento só conseguia fazer o corpo de alguém aumentar a temperatura, o que era frustrante. Logo cheguei ao treinamento, um garoto de cabelos negros e olhos brilhantes estava lendo um livro antigo, conseguia sentir o poder que o livro liberava. Precisava erguer minha máscara, precisava ser aquele que todos achavam que eu fosse: um garoto alegre e amigo de todos.


-Olá. – Falei olhei para, pelo que sabia ele também era filho de Hecate, muito novo, mas todos diziam que ele era muito forte, e precisava aprender com o melhor. –Olá, sou o Hikari. Prazer em conhecê-lo. – Falou o garoto levantando a mão, fazendo o livro que estava lendo flutuar, nos cumprimentamos e fomos para a arena. Ele logo começou a explicar algumas coisas sobre magia, técnicas de como juntar dois tipos de feitiços e transforma-lo em um novo. Era interessante, ele era especializado em feitiços de ar, logo foi atrás de um cajado para mim. –Filhos de Hecate possuem o dom natural para manusear cajados, sendo assim, você já deve saber manuseá-lo sem nunca ter pegado um antes. – Jogou o cajado na minha direção, fui rápido e o peguei com precisão, sentido a leveza dele: bem longo e forte fácil de manusear, enquanto rodava-o na mão. Jogando-o pra cima e pegando-o no ar. – É bom, é como se eu fizesse parte dele. – Falei impressionado.  Logo ele pegou outro e começou a falar mais rápido que o normal. –Uou, uou. Calma ai, você está falando muito rápido e acabou deixando outras palavras por fora. – Falei revirando os olhos, logo ele sorriu e começou a falar com calma. –Primeiro: Pegue o cajado e o levante assim. Sempre colocando na sua frente e pegando com as duas mãos, uma na parte de cima e outra na parte de baixo. Nunca no meio, isso pode ser fatal em uma luta, pode até mesmo pegar no cajado com as duas mãos no mesmo lugar. – Terminou de falar explicando mais algumas coisas, começando com movimentos leves. Logo que ele bateu contra o meu cajado, senti o impacto, um se chocando com o outro. Depois ele começou a acrescentar magia em seu cajado, aumentando o impacto, pegando com as duas mãos a parte de baixo do cajado e batendo nas minhas pernas e depois no meu braço, meu corpo parecia levar um choque a cada batida do cajado. – Feitiço de choque. Acrescentando um pouco de poder no objeto que você está, pode fazer ataques potentes contra o oponente. Esse meu está leve para não machucar, mas se eu acrescentar mais poder, é capaz de fazer você desmaiar. – Ele terminou de falar, tentando chocar seu cajado contra meu corpo, mas fui mais rápido, consegui interceptar seu ataque com meu cajado. – Tente um pouco, imagine seu cajado como um corpo, uma parte de você, imagine um pouco do seu poder fluindo para ele, como um pequeno fio sendo enrolado nele. – Falou o garotinho com calma.

Imaginei o que ele disse, um fio brilhante sendo enrolado contra o cajado, comecei a sentir o mesmo ficar quente, como eu sempre fazia com o corpo dos oponentes, mas o interessante era que eu não era ferido. Logo lancei meu cajado contra o garotinho, fazendo o mesmo interceptar antes de acertar seu corpo, vendo que o seu cajado ficou preto onde o meu tocou. –Isso, mas vai com calma. Se colocar poder demais pode destruir seu cajado, tipo agora. – Olhando o meu objeto se rachando em algumas partes. –Bom, por hoje é só. – Falou ele lançando o seu cajado contra os objetos e o mesmo cair flutuando, com calma. Fui lá e devolvi o meu onde estava. –Ótima aula, Kiriku. – Falei dando um sorriso. –É Hikari, e não Kiriku. – Revirei os olhos sem que ele olhasse. – Desculpa, foi sem querer. – Falei caminhando para fora da arena. Sentindo um pouco de fome, utilizar feitiços no meu caso dava fome. Logo fui atrás de algo para comer, pensando no caminho que nem usei minha varinha, mas que precisaria saber como fazê-la funcionar melhor.



AVALIAÇÃO

Bom texto! eu ri no final.

♦ NARRATIVA 12/20
♦ CRIATIVIDADE 15/20
♦ GRAMÁTICA 15/20
♦ HABILIDADE 15/20
♦ NPC 15/20
                        
TOTAL 72/100 

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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Alexander Pride em Seg Jun 27, 2016 10:56 pm

TREINAMENTO COM CAJADO E MAGIA

Filho da Magia
Caminhava entre os chalés, meu dia não estava nada gratificante, e a calça que eu estava vestindo estava causando alergia, queria tira-la, mas era confortável, revirei os olhos. Sai caminhando direto para a arena, o único modo de tirar o tédio era treinando, sempre que usava magia me sentia melhor, e queria testar uma teoria.

Ao chegar parecia não haver ninguém, mas reparei que bem ao fundo, estava o garotinho de cabelos negros, sua aura agora parecia mais forte, acho que isso significava que eu estava ficando mais forte. Fiquei ali em pé olhando o local, reparando em tudo pela primeira vez, várias armas, algumas mágicas, outras comuns, algumas plantas também cresciam pelo chão e a terra ali era estranha, como se estivesse viva. –Então, vai me ajudar no treino ou vai ficar nesse livro? – Falei cansado, dando um sorriso logo em seguida, mascará erguida. –Cuida, Kiriku.- Acho que esse era seu nome, ele tinha cara de Kiriku, não sabia o motivo. Logo ele se movimentou com rapidez, como se voasse. –É Hikari. – Falou o garotinho suspirando, balançando a cabeça negativamente. Hikari, nossa um nome tão fácil e mais fácil ainda de ser esquecido por mim, e olha que eu possuía uma boa memória. Sorri para demonstrar que parecia que eu estava brincando. –Eu sei, estava apenas brincando com você. – Balançando a cabeça com um sorriso no rosto. – Hoje vamos treinar algo novo. – Falou o garoto, indo pegar dois cajados, um grande entregando na minha mão e outro pequeno que ficou consigo. –Combinação dois elementos. Criando assim algo novo. – Ele falou com um sorriso no rosto, realmente era uma criança alegre.

–Vai ser fácil para nos dois. Vou explicar: Combinando duas magias elementais podemos criar uma nova. Tipo água mais ar. – Ele pegou o cajado de modo firme e se concentrou, o ar ao seu redor pareceu mudar, fazendo uma leve brisa rodear o seu corpo, enquanto o mesmo parecia murmurar umas palavras, logo seu cajado começou a brilhar, vi que na sua ponta ar e água estava combatendo um ao outro, criando uma névoa fria ao nosso redor. –Viu? É fácil. É só imaginar os elementos ao seu redor e junte os dois. Desse modo você cria névoa fria ao seu redor. – Segurei firme o cetro, imagina dois fios na sua ponta, sentindo o ar ao meu redor tremeluzir, a magia estava fluindo do meu corpo para o objeto, logo duas forças pareciam lutar na ponta do meu cajado, enquanto eu murmurar o feitiço ar com água. –É algo básico, ao combinar o elemento água (diminuindo sua temperatura), pois existe água em qualquer lugar e trazendo o ar com força, você pode acabar criando uma névoa fria, podendo em outros casos congelar alguém. – Falou Hikari. Ao abri os olhos vi que a névoa estava mais forte e ao mesmo tempo fria. –É só isso por hoje. – Falou o garoto, entreguei o cajado para ele, sentindo fome precisava comer. Dei um sorriso e sai caminhando com calma, fazer aquilo cansava, mas era bom.



AVALIAÇÃO

Bom texto! Aula teórica interessante.

♦ NARRATIVA 12/20
♦ CRIATIVIDADE 12/20
♦ GRAMÁTICA 15/20
♦ HABILIDADE 10/20
♦ NPC 17/20
                        
TOTAL 66/100 

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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Korona em Seg Jul 11, 2016 5:36 am



The Training
Sorcery points


____
— Alô! Oi! Tem alguém aqui?!

Eu falava enquanto estava entrando na sala recheada de livros por todos os lados. Entrando mesmo sem perceber se havia ninguém ali, procurei alguém por entre as estantes da biblioteca do fundo da sala.

— Alguém! Estou cansado de esperar!

De repente por entre uma pilha de livros sai uma pequena figura de cabelos negros. Ele andava de forma tímida até mim, e quando chegou perto de mim arrumou os óculos e falou.

— Bom dia, meu nome é Hiraki Ai, sou o responsável pelo treinamento em magia, prazer em conhece-lo — Falava o pequeno estendendo a mão para que eu a apertasse.

*Ele é um humano jovem ou um anão? Ele não me parece muito responsável, tem poeira em tudo aqui. Mas fazer o que é o único lugar que eles têm para eu treinar minhas habilidades, acho que vai ter que ser aqui mesmo. Korona lembre-se do que Khallos falou da última vez somente sorria e tente ser gentil*

— Bem...— Apertava a mão do pequeno anão rapidamente — Você é o responsável por isso aqui? Eu preciso treinar minhas habilidades, cadê os alvos.

— Senhor, primeiro não fale muito alto, isso é uma biblioteca, e os alvos estão na sala ao lado. Mas recomendo que comece pela aula teórica. — O garoto começou a puxar 3 livros da prateleira e me entregou um por um — Unidade básica de magia, Magia para iniciantes e Redescobrindo magia. Os melhores da biblioteca.

Jogando os três livros por cima do meu ombro, vi os olhos do garoto se arregalarem ao ponto de eu pensei que saltassem, mas mortais não teriam uma habilidade tão legal como essa.

— Me desculpe se eu não fui claro — Decidi falar mais lento para que ele entendesse. — Eu fiquei 720 anos lendo livros e mais livros, eu não vou ler mais nenhum a menos que me interesse. O que não é o caso. Por favor — Aquelas palavras faziam minha língua doer, mas percebi que os humanos só faziam coisas quando elas eram ditas. — Você vai ser meu tutor de mágica.

— Isso parece uma intimação não um pedido.

— É porque não foi um pedido.


Fomos para ao lado finalmente, o garoto parecia um pouco incomodado, mas eu não ligava, não era problema meu.

— Então, senhor. Qual é o seu nome?

— Korona.

— E você é filho de quem?

— De Hera.

— Hera? Por favor é sério.

— Garoto... porque eu brincaria com uma coisa dessas? Sou filho de hera, e estou perdendo minha paciência.

— Então... você é o cara que mora no chalé de hera... entendi.

— Podemos começar agora?

— Claro.


Começamos com o básico, concentração e direcionamento de energias. Quando fomos para a verdadeira aula prática ele me perguntou sobre os meus poderes, afinal eu não era um semideus como os outros alunos dele, o que eu concordei.

Depois de explicar para ele meus poderes, ele me explicava mais coisas, não parecia lidar muito bem com as palavras, o que me chateava um pouco, mas respirei fundo e continuei ouvindo.

Quando ele finalmente terminou, fiz o que ele pediu, imaginei minha energia com uma barra de chocolate. Um bloquinho dela sendo retirada do bloco da barra e se transformando num boneco com a minha aparência. Foi então que depois de me concentrar um pouco um clone meu aparecia na minha frente, o que só constatou o que eu tinha pensado a manhã inteira, eu estava lindo, como sempre.

Depois de repetir a façanha algumas vezes, e treinar o meu lançamento de energia elétrica em um alvo por um tempo, achei que tinha feito esforço o suficiente por aquela manhã, então falei com o garoto.

— Até mais garoto, estou indo.

— Espere... eu tenho algo para você!

— É um presente? Não é um livro é?

— Bem... Não, não é um presente, você vai ter que devolver.  E sim é um livro, leve para lê-lo no tempo livre.

— Pode guardar para outra pessoa garoto, alguém que vai ler, Tchau.



--------

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AVALIAÇÃO

Bom texto! Espero uma reviravolta de Hikari num dos teus textos ^^

♦ NARRATIVA 20/20
♦ CRIATIVIDADE 15/20
♦ GRAMÁTICA 20/20
♦ HABILIDADE 13/20
♦ NPC 17/20
                        
TOTAL 85/100 

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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Ace Kurama em Ter Jul 26, 2016 6:34 pm

Eu chegaria ao campo de treino e olharia em volta a procura de um treinador para me ajudar, foi então que eu encontrei um garoto -Ei pequeno, eu procuro um treinador para me ajudar a treinar magia, sabes onde esta algum.
Ele fazia uma careta e respondia -Eu não sou pequeno e eu sou o treinador chamo me Hikari. Ele levantaria se e pegaria num livro e levaria para o meio da arena.
-Ahahah! Sim ta bem, pera estas a falar a serio.Vendo que não seria brincadeira eu caminharia para dentro da arena.
-Vamos então começar o treino.
Eu levantaria a minha mão fazendo levitar pretas do chao e depois atiraria elas contra ele.
Hikari rapidamente se desfiaria e usaria um ataque de vento lançando uma ventania contra mim.
Eu usaria as minha mãos de zumbi para me segurar os pes, assim no sairia do sitio.
Em seguia eu manibularia as trevas para formar um bidente com muito esforço e habilidade eu teria conseguido em seguida lançaria contra o Hikari mas ele seria hábil o suficiente para formar uma barreira de vento na qual o meu bidente bateria e cairia nos pés dele, os as mãos que criar desapareciam e eu voaria para longe.
Hikari sorriria e com confiança começaria a falar e certa altura ele tropeçava nas suas próprias palavras.
-Ei pequeno acho que devias ter mais atenção a tua volta.Eu levantaria me abriria a mão em direção a ele e depois fecharia a minha mão que e o bidente ficaria em trevas de novo e iriam em direção de hikaria formando uma bola negra, e hikari ficaria preso dentro dela.
-Entao o que dizes, ganhei ou não.
-Sim ganhaste, agora tira me daqui eu não gosto do escuro.
Eu quando libertaria a magia ele estaria com lagrimas nos olhos e olharia para mim com um ar aborrecido.
Eu sorrio e falo -Calma,calma foi so uma brincadeira toma pega um chocolate.
Apos dar o chocolate eu ia me embora da arena.



AVALIAÇÃO

Melhore a gramática.
♦ NARRATIVA 5/20
♦ CRIATIVIDADE 6/20
♦ GRAMÁTICA 4/20
♦ HABILIDADE 6/20
♦ NPC 7/20
                        
TOTAL 28/100 

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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Seraph Zehel ëa Vertrag em Sab Out 08, 2016 4:33 am


The Fall

Voltar para o chalé fora um suplício a parte.

Depois de tudo que acontecera eu não tive coragem, se quer, para olhar para a lira. A noite foi regada com lágrimas, arrependimentos e auto-flagelação. Devo ter bolado mil planos para me suicidar, mas, covarde como sempre fui, não tive coragem de concluir o ato. Max morrera me protegendo e eu não servia nem para retribuir esse sentimento.

Fiquei olhando para o beliche de cima, sentindo saudades da época em que havia um peso sobre ele, sentindo falta do cheiro dele, sentindo falta do sorriso dele, das palhaçadas dele, de tudo que ele representava para mim. Eu estava longe dele agora, muito longe de mim mesmo.

Acho que chorei até pregar no sono. Não me lembro de mais nada depois disso, mas despertei em um jardim, ou pelo menos deveria ter sido um.

O inverno havia chegado e a neve se espalhava por toda a paisagem, num tapete branco e imaculado. As árvores não tinham folhas e dobravam-se outubros, os galhos parecendo garras prontas a tragar quem se aproximasse. Haviam espinhos envolvendo-as, como se fosse uma infestação de erva daninha, que tivesse se espalhado pelo jardim. O sol estava encoberto por nuvens pesadas, que traziam novos flocos brancos. O frio penetrava pela minha roupa de dormir e eu estava sentindo-o doer meus ossos. Sim eu merecia morrer ali.

— Que lugar horrível! — Eu reclamei para ninguém em particular, sentando no chão gelado. Estava apenas pensando alto.

— Não costuma ser assim. — Disse uma voz as minhas costas. Não era a de Max. Não me virei para olhar. — Costuma ser uma explosão de cores, com um córrego limpo bem ali, árvores verdes e saudáveis, flores de todas as cores e borboletas voando felizes por toda a extensão da paisagem e um sol brilhante e acolhedor. Venho muito aqui. — Ele continuou seu discurso, enquanto eu ouvia seus passos se aproximando, até cair pesadamente ao meu lado, sorrindo para mim como todo filho de Apolo.

Um grupo de borboletas brancas começaram a nos rodear, como se invocadas por nós dois juntos. Estava começando a odiar aquelas criaturas, elas não foram de nenhuma ajuda antes, quando eu mais precisei, o que estavam fazendo ali?

— Que lugar é esse? — Eu questionei, menos apático, quase curioso e o local pareceu se aquecer.

— Sua alma! — Respondeu simplesmente, deixando uma borboleta pousar em seu dedo.

Olhei ao redor e percebi que eu me sentia exatamente como todo aquele lugar, coberto pelo triste gelo dos acontecimentos da minha vida.

— E porque me trouxe aqui? — Eu questionei, finalmente olhando para ele.

— Seu treinamento como Empático! — Disse e ergueu-se, me ajudando a me levantar e tomando distância, enquanto as borboletas pareciam se destacar em dois grupos diferentes. — Recebi ordens de iniciar seu treinamento.

—Não dava para ser em outro momento? — Eu questionei emburrado e o lugar pareceu responder a minha raiva, os flocos de neve caindo com mais selvageria.

— Ordens são ordens! — Ele deu de ombros e uma grande quantidade de flocos de neve se reuniram numa espécie de turbilhão formada por partículas sob pressão e foram lançadas na minha direção sem maiores avisos.

Reagi instintivamente erguendo uma enorme parede de pedra que me protegeu do turbilhão, mas se desfizera em várias partículas de areia sem minha ordem. Eu não sabia que Logan tinha poderes mágicos sob o gelo.

— Está pensando demais, Aron. — Ele disse e as borboletas se agruparam ao meu redor, como se estivessem numa revoada circular ao meu redor. Quando, enfim, pararam, haviam vários Logan’s espalhados pelo local. —  Sinta!

Sentir. Aquilo era a última coisa que eu conseguiria fazer, ainda mais levando em conta todo o sofrimento que passei, mas eu queria muito voltar para a minha cama e continuar meu pranto de dor.

Tomei fôlego para me acalmar. Aquela era minha alma e definitivamente Logan não tinha nenhum daqueles poderes que havia demonstrado, tudo era uma ilusão. Desde o momento que eu pisara naquele local. Devia ser um sonho.

— Pode pensar assim, mas não é exatamente um sonho. — Ele explicou, lendo meus pensamentos. — Esse é o jardim da sua alma. Empáticos tem acesso a esse lugar especial e, nesse lugar, nossos poderes são limitados apenas por nossa mente e nossos sentimentos.

Eu o olhei e, pela primeira vez, toda aquela história parecia mais palpável. Se minha mente estava limitando os meus movimentos, então bastava que eu a libertasse.

O peso da perda ainda estava ali, mas mais suportável ao menos. Rirei novamente e manipulei a neve ao meu redor. Senti o peso da minha dor, a dor de perder Max em cada metro de neve que estava cobrindo o solo da minha alma, as palavras de meu pai, dizendo que eu o havia perdido e tudo mais, em especial, aquele adeus definitivo que eu vira. As últimas palavras de Max muito vividas em minha mente. Joguei toda minha frustração em Logan e vi uma verdadeira avalanche descer sobre ele.

O filho de Apolo fora envolvido por ela, mas a avalanche tornou-se borboletas, rodeando-o e voando para o céu que começava a limpar-se. Bem a minha frente, onde eu havia retirado toda aquela neve, havia um amor perfeito. Uma singela flor roxa de beleza sem igual.

Logan desfez-se em borboletas e me permitiu prantear sob a flor. A flor que representava meu sentimento por Max. Uma fagulha de esperança em todo aquele mar de desespero.



”Para o cálculo dos pontos de treino”:
➤ Regrado: Habilidade de cumprir seus deveres. Assim sendo, cada treino equivale por dois.

LFG@


AVALIAÇÃO

Foi bom, deu pra sentir o pesar do Aron, mas da próxima treine mais, foi relativamente fraco, mas entendi qual foi o sentido deste post.

♦ NARRATIVA 17/20
♦ CRIATIVIDADE 18/20
♦ GRAMÁTICA 15/20
♦ HABILIDADE 08/20
♦ NPC 00/20

TOTAL 58/100

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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Seraph Zehel ëa Vertrag em Dom Out 23, 2016 7:58 pm






Soul

Servant

— Posso saber porque tá fazendo tanta marcação? — Questionei a Hikari, quando ele finalmente terminou de marcar a área com aqueles papéis amarelos, cheios de inscrições em japonês que eu mal conseguia compreender.

— Para que ele não saia daqui. — Respondeu simplesmente, como se explicasse tudo.

A área que Hikari demarcara devia ter dez metros quadrados. Estávamos do lado do prédio biblioteca, com todos aqueles livros sobre conhecimento arcano que me interessava um pouco. Claro que não me comparava a filhos de Hecate e servas de Circe, mas ainda tinha uma veia mágica em minha vida, por isso visitava com certa frequência Hikari, que tinha muito conhecimento teórico, mas precisava muito fazer uma graduação pedagógica. Ele mal sabia como falar as coisas sem fazê-las parecer filosofias orientais complexas demais para serem entendidas apenas uma vez.

— Ele é perigoso... — Ele disse, enquanto desenhava no chão o que eu simplória interpretar com um círculo de invocação. — ...Vai tentar te matar. — Eu estava com dificuldade de entender de quem ele estava falando. Todos tinham dificuldade de entender o que Hikari falava.

Hikari estava bloqueando minha mente. Desde o momento que iniciamos a aula, eu vinha tentando entrar nela para descobrir o que ele estava tramando, mas o poder psíquico do garoto era maior do que eu imaginava, tapando cada brecha que eu encontrava antes mesmo de eu ter a oportunidade de passar por ela. Eu não sabia se ele estava fazendo isso conscientemente, já que era tão novo, mas tinha que admitir que era assustador.

— Boa sorte! — Ele gritou, já do lado de fora da marcação.

Uma parede de luz translúcida começou a brilhar ao meu redor a partir das marcações. Antes que eu tivesse oportunidade de entender o que estava acontecendo, eu estava preso. Uma barreira mágica muito forte.

Eu tremi com a situação. Para que cargas d’água Hikari invocaria algo como aquilo? O que ele pretendia invocar que precisava ser contida com algo daquela magnitude. É outra: Porque eu estava preso dentro da barreira sozinho?

O selo de invocação tremeu todo o lugar, como se uma pequena brecha tivesse sido aberta no espaço-tempo e descarregado algo horrível no lugar, quebrando todas as leis físicas e cósmicas.

Foi um posição de olhos. Ele não estava ali, havia apenas o que parecia ser fragmentos do espelho da realidade, caindo como cacos de vidro no chão. Então ele surgiu, imenso e irracional.

Devia ter quatro metros de altura, penas flamejantes e incandescentes um piado infernal, que quase me desorientou, olhos vermelhos com três patas com garras afiadas e que mais pareciam metal em brasa, sua envergadura era gigante.

Eu mal tive tempo de olhar feio para Hikari, pois a criatura abrirá a boca e o que parecia ser uma tempestade flamejante veio em minha direção, como se fosse meio líquida. Tive tempo apenas de erguer uma parede de pedra, antes que virasse fricassê de empático.

A coisa não deu-se por satisfeita e avançou contra a parede, que derretia como cera num incêndio. Eu tive tempo apenas de correr, antes que a primeira bicada passasse muito perto do meu lado esquerdo, senti minha pele quase fritar com o calor e comecei a correr feito um louco.

Naquele momento eu entendi como se sentia uma minhoca no meio de um galinheiro. A criatura bicava de um lado para o outro, enquanto eu tentava me esquivar dela com pouca maestria. Em dado momento eu cheguei perto demais do campo e senti uma descarga forte de energia ao encostar. Eu estava preso. Ou derrotava aquela coisa, oi morria ali mesmo.

A coisa, vendo que eu estava encurralado usou uma de suas patas para me fatiar, mas eu pulei um segundo antes das garras fatiarem o chão onde eu estava. Eu queria gritar, ou pedir para cancelar, mas todos os meus instintos lutavam para me manter vivo.

Comecei a rolar para esquerda, enquanto o bico flamejante da coisa, desvia como um bate estava, errando o alvo por pouco, eu teria virado alpiste de Aron se ela fosse um pouco mais rápida.

Fiquei encurralado na quina da arena luminosa e o monstro gritou, parecendo comemorar seu lanche. Meu deus eu ia virar comida de passarinho flamejante do inferno. Então eu me lembrei dos treinos com Logan.

Ao invés de chorar e lamentar, eu avancei contra a coisa, que parecia certa que iria me pegar. Saltei e pareceu que o bico dela ia me pegar no exato momento em que me teleportei. Era como o vôo confuso das borboletas que ficavam ziguezagueando para coma e para baixo, num movimento que não dava muito para acompanhar.

Rolei por baixo das patas perigosas do animal e voltei a correr para trás dela. Ergui uma parede, o que dificultou a movimentação dela, não por muito tempo, é claro, mas eu precisava me recuperar.

Expandi minha mente até o monstro, eu precisava fazê-lo errar. Concentrei luz em meus punhos e aguardei o momento para o disparo.

Quando ele finalmente destruiu a barreira de pedra, sua boca já estava pronta para disparar uma nova tempestade de chamas. Eu me acalmei e deixei minha mente capturar a dele, bagunçando-a como Logan costumava fazer comigo.

O resultado foi que as chamas foram lançadas ha dois metros de onde estava. Ergui minhas mãos para a cabeça do monstro e incidi um raio de luz que arrancou parte de seu cérebro flamejante, mas a criatura ainda resolveu avançar mesmo sem parte de sua anatomia.

Enquanto ela corria, eu preparei para a próxima investida, concentrando luz nos meus punhos. Corri em sua direção como se fosse enfrentá-la no mano a mano.

Quando estávamos próximos de nós chocar, eu ergui uma parede, que o fez bater de cara nela, me teleportei para traz e deixei a descarga de lua atravessar seu corpo junto com a própria parede, voltando para o meu lugar inicial.

Do buraco que fiz na parede, pude ver ela se tornando pó e a parede de luz de Hikari se desfazendo.

— Muito bem! — Aplaudiu Hikari.

Tenho Regrado e Conquistador

Observações:

Qualidades:
➤ Pupilo: Grande afinidade com magia, podendo assim, comprar feitiços na loja e usa-los muito bem.

➤ Regrado: Habilidade de cumprir seus deveres. Assim sendo, cada treino equivale por dois.

➤ Simpatia: Habilidade de conquistar pessoas pela essência. Causa muitas chances de evitar combates desnecessários.

➤ Enérgico: Qualidade de quem tem muita energia para gastar. Dessa forma, todo nível ganho, ganha-se também +15MP.

➤ Amabilidade: Característica de quem ama sem ver a quem. O amável consegue converter o mal em bem e a preguiça em proatividade e a tristeza em alegria.

➤ Arte Mágica: Habilidade de contribuir em danos elementais com a seguinte formula: Nível x 2 + habilidade ativa = dano total.

➤ Conquistador: Habilidade de conquistar. Sempre que uma missão, treino, evento, PvP, etc, acaba, suas recompensas são dobradas.

Defeitos:
➤ Mania: Tamborila os dedos sempre que estiver inquieto, ou quando ouve uma música.

➤ Ciumento: Incapacidade de confiar nas pessoas queridas, tornando-se obcecado por elas e as sufocando dentro de si mesmo. Causa falhas constantes em qualquer decisão feita ou realizada pelas pessoas que o campista gosta.

➤ Paparazzi: Por ser muito famoso ou muito bonito, estes campistas podem não ter sossego, ou seja, suas vidas privadas não existem.

➤ Azarado: Incapacidade de ter sorte. Sempre que a postagem for IMPAR, algo ruim pode acontecer.

➤ Descontrole Passivo: Alguma habilidade passiva sua não funciona ou pelo menos não o faz como deveria (se você se cura com sombras, por exemplo, a cura é menos efetiva e as vezes nem mesmo funciona). O motivo deve ser explicado e o poder citado.

➤ Lamentação: Sempre que lembrar de Max de alguma forma, você leva um golpe sem resistências.

➤ Maluquice: Todo mundo é meio louco, mas falar sozinho e fazer coisas inesperadas e perigosas já é demais.

➤ Auto Sacrifício: Defeito de quem não está nem ai para si e só pensa nos outros. Nunca deixa ninguém para trás, ao contrário, fica para que o resto do grupo avance ou cede seus direitos para que outros se sobressaiam e coisas desse tipo.

Poderes Passivos de Apolo:
➤ Arqueiro: Habilidade de manusear arcos com maestria. Cada treino com arco equivale ao dobro de pontos.

➤ Auto Cura: Habilidade de recuperar HP e MP por turno, não importando onde esteja. Cura-se 10 HP/MP.

➤ Premonição: Leves visões (um pouco confusas ainda) e pressentimentos mais intensos. Poderá sugerir alguns fatos em suas narrações e o narrador poderá considera-las ou não.

➤ Korakifilia: Você pode chamar corvos para ajuda-lo, mas ainda não pode controlá-lo, vai depender do humor do animal.

➤ Musicalidade: Consegue tocar qualquer instrumento com perfeição. além de reconhecer notas musicais, andamentos... Isso permite comprar partituras na loja de musica.

➤ Fonomorfia: Habilidade de mudar a voz para imitar outro som. Ótimo para copiar vozes e sons diversos.

➤ Toxologia: Habilidade de misturar coisas para criar uma substância venenosa. Esse veneno pode ter o efeito que a cria de Apolo desejar (deixar tonto, sonolento, confuso, paralisado...). Os efeitos, dependem dos materiais encontrados pelo caminho.

➤ Precisão Ocular: Consegue acertar quase todas as flechas que atira. O foco aumenta e a precisão dos tiros dobra. As flechas podem ser atiradas a longas distancias e ou em alvos em movimentos. 50% mais chances de acerto que outros campistas.

➤ Ator: consegue entrar em qualquer personagem que quiser, para disfarçar suas emoções, ou simplesmente mentir.

➤ Never Miss: Assim que o filho de Apolo se decide em acertar um único oponente, suas flechas tem 100% de acerto. Mesmo que seu inimigo use ilusões, miragens e truques, sua mira reconhece o verdadeiro. Não é possível trocar o alvo durante um combate. Se o fizer, há 100% de chances de erro.

➤ Griphon Knight: Habilidade de montar excelentemente bem grifos e manejar lanças ao mesmo tempo, tornando o jogador um senhor ou senhora do céu. Isso permite ganhar 2 pontos extras de treinamento em lança e ganhar um parceiro alado do acampamento.

➤ Coroa de Louros: Essa habilidade passiva constituí-se no conceito da vitória. O usuário emana uma sensação de confiança e segurança, fazendo sua equipe acreditar numa esperança onde não há. As chances de acerto, dano causado e esquiva  aumentam em 75%, assim como a vitória quase que garantida.

➤ Lentes da Verdade: Habilidade de ver o que não se pode ver. Isso permite o jogador a achar itens secretos e misteriosos.


Poderes Passivos de Psiquê:
➤  Leitura Mental: Você consegue escutar os pensamentos dos outros. Lendo as reentrâncias de cada intenção da mente.

➤  Poliglossia: Habilidade de falar qualquer idioma no instante que entrar em contato.

➤  Intimidade: Habilidade de tocar a pele de alguém e reconhecer sua personalidade, emoções, traumas, defeitos, qualidades e detalhes de sentimento desse ser.

➤  Memória Fotográfica: Tudo o que você ver ou ler ficará gravado em sua memória para toda eternidade.

➤  Memória Sensorial: Tudo o que escutar, comer ou sentir na pele, por exemplo dor, ficará guardado para todo o sempre.

➤  Bloqueio Mental: Nenhum ataque, leitura ou ilusão mental funciona com os mentalistas da deusa da alma.

➤  Intuição: Quando seu coração fica aflito, pode ter certeza que algo ruim acontecerá num futuro próximo. Lembrando que o incidente acontecerá com você e mais ninguém. Coloque um PS no fim do texto, mostrando ao Narrador o que pode acontecer de ruim.

Poderes Ativos de Apolo:
➤ Fotocinese Intermediária: Possui a habilidade de controlar o elemento luz somente com comandos mentais. Podendo moldá-la como quiser. Lembrando que há uma maior dificuldade no controle de sua intensidade e temperatura. Ainda não pode produzir tal elemento e só consegue dominar pequenas quantias de luz. Dano de no máximo 150 pontos com gasto de 45MP

Poderes Ativos de Psiquê:
➤  Raio de Confusão: Habilidade de mexer com a mente humana e bestial e causar confusão mental e psíquica. O jogador pode atacar ou se atacar durante 5 turnos. Gasta-se 20MP.

➤ Efeito Borboleta: Habilidade de se teletransportar um passo para o lado ou pra frente ou para trás no ato de um ataque. Isso causa defesa absoluta e ainda move o jogador de lugar de forma rápida. Usa-se 60MP

➤  Ataque Acelerado: Habilidade que aumenta por alguns segundos sua velocidade. Deve ser usado quando for atacar o inimigo, acionando a habilidade. Funciona da seguinte forma: Sempre que for atacar, você se teletransporta até as costas do alvo e o ataca. Depois do ataque, você volta para o lugar onde estava. Gasta-se 50MP

Músicas:

Feitiços:

Equipamentos:
➤  Lirarco de Ossos: Um arco que parece ser feito de ossos negros, feito de Cobre, Alumínio, Ferro, Aço, Bronze, Prata, Ouro, Ouro Branco, Titânio, Níquel e, por fim, Ferro Estígio, reforçada com Pó de Sangue, além de ter, em seu interior, uma gema de gelo 9. A arma é indestrutível, conferindo maior agilidade de disparo ao campista e o dobro de dano contra armaduras metálicas, alem de causar o dobro de dano em criaturas do submundo. Possui seu poder original de criar flechas de fogo causando queimaduras nos alvos, mas, coma a dição do gelo 9, ele também pode congelar o que acertar, criando flechas de gelo ao imitar o movimento normal de um atirador. O limbo superior do arco transformou-se em uma lira, que permite o campista tocar músicas como uma normal. A flecha é criada a partir da energia do filho de Apolo, ou seja, consomem 70MP para serem criadas. Portanto, são infinitas até que o MP chegue a 0. Cada flecha gera 338 de dano. Transforma-se em uma pulseira cuja a metade do pendante é o desenho das costelas esquerdas em forma de coração, encaixa-se perfeitamente no pendante do lirarco celestial. By Danny.


➤  Corvo Negro: Agora não apenas um manto negro de penas de corvo, mas também uma armadura feita de couro de Hydra, além do interior da capa ser revestido com couro de leão de neemeias. Permite que a cria do Sol desapareça de noite ou de dia. Deixando seu brilho se esconder nas trevas do manto de corvos. O indivíduo não some, apenas sua presença é escondida do mundo. É invulnerável contra disparos do tipo bala, dardo ou flecha, aumentando seu valor defesa em +5 por golpe recebido diretamente. Transforma-se em um bracelete de couro, podendo revestir o corpo todo no instante em que o campista quiser. By Danny.

➤  Lira de Ossos: Essa lira, quando tocada, trás de volta alguém que morreu para ajuda-lo ou passar o tempo. Custa 50MP para trazer alguém de volta e mais 10XP para mantê-lo ali enquanto toca as notas tristes da lira. Com a atualização, a lira pode encolher-se até tornar-se um colar, tocando a melodia triste que mantém o amado ligado ao mundo dos vivos. By Danny.

➤ Aljava com 27 Flechas

tagged: SUAS TAGS ✖ listening: MUSICA by ARTISTA ✖ tks, clumsy!




AVALIAÇÃO

Foi bom, deu pra sentir o pesar do Aron, mas da próxima treine mais, foi relativamente fraco, mas entendi qual foi o sentido deste post.

♦ NARRATIVA 17/20
♦ CRIATIVIDADE 18/20
♦ GRAMÁTICA 16/20
♦ HABILIDADE 14/20
♦ NPC 17/20
                       
TOTAL 82/100  

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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Nicholas Flamel em Dom Dez 25, 2016 4:34 pm

Chego até aquele local onde disseram que eu poderia encontrar um local para ter aulas com um instrutor de magia. Eu ainda não havia me recuperado muito bem do meu acesso de bad no cemitério e precisava me distrair de maneira produtiva, afinal desde que cheguei até este acampamento só fiquei vadiando por aí. Chego ao centro do local e falo um pouco alto:
- Alguém aí.
- Olá.
Me viro um pouco assustado e vejo um garoto que parecia ter a idade de minha irmã mortal. Depois de me recompor pergunto ao garoto:
- Você sabe me dizer onde está o instrutor?
- Sou eu. - Ele responde.
- Muito engraçado! – Mas vendo seu rosto sério eu percebo que não é brincadeira. – Espera. É você mesmo?
- Sim. Oque esperava?
- Um velho barbudo com um manto roxo e cara enrugada.
- Todo mundo acha estranho mesmo.
- Bem, mas você ainda é o instrutor. Que tal me ensinar a ser o mago implacável.
- Calma. Não é assim. Primeiro você tem que ler alguns livros e...
- Cara, eu já li, joguei e assisti tudo sobre magos. Vamos para a parte em que viro o bixão logo?
- Tá bem você quem sabe. Pegue este cajado.
Ele me arremessa um cajado que agarro no ar. Olho para ele, não havia orbes mágicos brilhantes em sua ponta nem nado do tipo, era um cajado normal.
- Agora faça magia.
- Assim? Sem aula nem nada?
- Pra que aula? Você já sabe tudo. – Era fácil perceber o sarcasmo em sua voz.
- Está tudo bem então.
Me concentro e me imagino minha energia fluindo até o cajado e esquentando-o para em seguida lançar uma fireball magnífica. A única coisa que consigo é um cajado pegando fogo e virando cinzas. O garoto me entrega um livro e fala:
- Você parece um cara legal e eu adoro ensinar usando jogos e filmes como exemplo, mas você precisa realmente estuda um pouco sobre controle de magia.
Vou embora segurando o livro e pensando: Isso aqui vai ser muito mais difícil do que segurar uma varinha e fala levigardiun levioza ou seja lá como se fala isso.

Avaliação
Atualizado por: Hipnos

Olha, seu texto é bom, mas só tem falação e não tem ação nenhuma. Eu preciso sondar suas habilidades com armas e magias, mas não teve conteúdo suficiente para isso.

♦ NARRATIVA 8/20
♦ CRIATIVIDADE 9/20
♦ GRAMÁTICA 10/20
♦ HABILIDADE 2/20
♦ NPC 10/20

TOTAL 39/100
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Leonard Tide em Sex Fev 17, 2017 6:49 pm

Após ter sido reclamado eu não sabia bem o que fazer e ficar o dia todo em meu chalé não era a melhor diversão de todas. Sim eu sei podia ter ido ao campo de morangos, ter praticado esgrima, explorar a floresta mas isso não me interessava muito... Pelas janelas do chalé eu conceguia ouvir muita jente que tinha acabado de sair da arena de treinamento e sempre diziam que era muito "divertido", por isso no final da manhã vesti umas botas militares, vesti uns jeans pretos, uma camisola branca e coloquei um casaco roxo por cima, peguei em meu cajado e fui para a tal arena de treinamento.
O ar era fresco e havia muitas nuvens no céu o que me levou a pensar que a qualquer momento iria chover, o caminho para a arena estava cheio de lama e  minhas botas quase que deixaram de ser pretas. Passei o arco de pedra da arena e quase imediatamente vi um garotinho algo mais novo que eu a ler um livro. Andei até ele com uma expressão meio feliz, meio preocupado, eu não iria batalhar com um menino de sete anos.
-Hum? Oi. Meu nome é Leo e vim para cá treinar. Você sabe onde o instrutor está?- disse eu meio atrapalhado.
-Sei!-disse o garoto em tom alegre.
-Ótimo, pode chamar ele?
-Não. Porque o instrutor sou eu! Meu nome é Hikari e  vou ver se você é tão forte como aparenta ser!
Ele fechou o livro e apontou para mim com um cajado parecido com o meu mas um pouco mais pequeno.
Eu tinha ido para a arena para me divertir mas parecia que Hikari é que se divertia me vendo cair e escorregar na lama para me poder esquivar de feitiços dele. Quando caí pela sétima vez de cara no chão é que me lembrei que também sabia lançar feitiços levantei a car do chão e corri para o garotinho olhando para sua expressão de confusão. Agarrei em meu machado quase  que automaticamente e apontei para Hikari e pensando em várias coisas quentes usando assim meu Feitiço Infernal.Dentro de pouco tempo o garoto estava esperneando e esmurrando o ar de tanto calor que sentia.
"Está ganho" pensei. Mas não no ultimo segundo Hikari levantou sua mão praguejou em grego e um raio roxo saiu disparado em minha direção. Não tive outra opção senão rolar  para o chão. Levantei meu corpo do chão e voltei a lançar meu Feitiço Infernal contra o rapazito. em pouco tempo peguri em seu cajdo e o atirei para o outro lado da arena.
- Então o que você acha
- Você é bom, para um novato mas também não me esforçei... É melhor terminarmos por aqui hoje.
Ajudei Hikari a se levantar e me fui embora não tinha sido uma grande aula mas foi divertido.

Spoiler:
Arsenal: ➤ Cajado de Fases

Habilidades usadas: [Passivas]
➤ Pericia com Cajado
[Ativas]
➤ Feitiço Infernal


AVALIAÇÃO


36xp de 100XP


NARRATIVA 7/20
CRIATIVIDADE 3/20
GRAMÁTICA18/20
HABILIDADE3/20
NPC 5/20


É o nosso primeiro encontro, Leonard Tide e se quiser mais xp em minhas avaliações precisará melhorar e muito essa narração. Vamos lá.
Você fez mais introdução do que treinou, isso já vai lhe custar pontos. Segundo ponto, Hikari por mais que seja um garotinho é o melhor usuário de magias do acampamento, você não venceria ele no seu primeiro treino nem se ele pegasse leve, por ultimo, evite usar essas cores de fonte, dificulta muito a leitura.
O unico ponto que eu gostei foi de sua gramática, embora muito simples não contem erros.
É isso, melhore no próximo semi-deus.

Atualizado pelo tio Zeus.
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Liodas Proudmoore em Dom Mar 05, 2017 8:39 am

Aprendendo um pouco
sobre fogo e vento


Em passos rápidos, Liodas estava a caminho da arena se encontrar com um dos seus irmãos mais novos. De seu rosto escorria uma gota de suor por conta de seu nervosismo, um pesadelo o deixou naquele estado e também o fizera se arrumar rapidamente no chalé logo cedo, deixando suas tarefas diárias para mais tarde.
— Ei, você é o Hikari? — Na frente de Liodas, um pequeno campista parecia carregar alguma espécie de livro com um braço e um cajado com a mão do outro. O mais velho desejou que não estivesse confundindo o instrutor com uma criança, o que era evidente pelo sou tom duvidoso além da conta.
O menor demorou para reagir, estava perdido em pensamentos. Quando assimilou as palavras do seu irmão novato, assentiu com a cabeça. Hikari precisava erguer a cabeça para não conversar com o peito do mais velho.
Liodas se sentiu aliviado. Desde que acordara pouco antes do amanhecer, encontrava-se estranho, até assustando alguém com seus olhos arregalados no primeiro momento. Ninguém foi capaz de fazê-lo dizer o que afligia ele e seu instrutor não parecia notar seu estado mental abalado.
— Finalmente veio treinar o que você é melhor — disse Hikari enquanto desenhava alguns símbolos desconhecidos para Liodas no chão. — Já sabe o básico? Consegue conjurar algum elemento ou controlar algum deles que esteja perto? — Apesar de novo, o menino não parecia ser ignorante quanto à magia.
Com as maçãs do rosto coradas, Proudmoore fez negativo para as respostas do outro com um balançar lento de sua cabeça. Sentia-se culpado por não saber o que foi chamado de “básico”. Se não houvesse passado seu tempo com treino de armas corpo-a-corpo, poderia estar aprendendo a como fazer chover granizo na cabeça de seus adversários.
Se o pesadelo do mais velho fosse alguma espécie de previsão do seu futuro, magia seria essencial para sua sobrevivência e para aqueles mais próximos. Apesar de viver dizendo a si mesmo que sempre se preocuparia consigo mesmo antes dos outros, por alguma razão se sentiu muito mal ao imaginar seus novos amigos feridos ou algo pior.
Antes de dizer alguma coisa quanto ao que estava preparando, a criança prodígio direcionou um olhar para Liodas que o encheu de algo estranho, uma espécie de calor agradável, uma lavagem rápida nos pensamentos negativos; esperança. Não durou muito, mas foi o suficiente para fazer o maior se concentrar no que foi fazer ali.
— Há uma habilidade muito simples e que todos os filhos de Hécate conseguem executar sem grandes problemas — Hikari iniciou a explicação sem interromper seus traços precisos no chão. — Chama-se “Feitiço Infernal”. Ele permite esquentar seu oponente alvo ao ponto de pensar que está sendo queimado no submundo. — O pequeno parecia esquecer de verificar se o outro estava compreendendo tudo, pois fez nenhuma pausa. — Seria inútil testar em bonecos de treino que não teriam uma reação, pois não estão vivos. Já em outros campistas seria arriscado, ainda mais quando usada a habilidade por um novato. Poderia fazer alguém pensar que está sendo queimado pelo resto da sua vida — alertou sem alterar o tom de sua voz infantil e ao mesmo tempo instrutivo.
Estando melhor de seu estado de quando chegara, Liodas conseguia acompanhar as informações novas que lhe eram disparadas. Imaginava que poderia ser alguém bem falado como o irmão quando se tornasse experiente com magia e combate físico.
“O que será que ele fará com essas... runas”, pensava o aprendiz.
Sem precisar falar uma palavra sequer, o cajado de Hikari encostou nos desenhos após ele esticar os joelhos para ficar de pé. Uma luz de cor branca levemente azulada passou a ser irradiada de onde havia giz e, logo em seguida, o som de algo como assovios de corrente de ar alcançou os ouvidos dos dois presentes. Então Liodas ficou boquiaberto. Uma espécie de tornado em miniatura com olhos de luz se formou dentro do círculo de runas, pequeno demais para provocar medo, mas muito diferente de tudo que o novato já havia conhecido.
— Concentre-se nesse elemental de ar. Imagine que o interior dele está agitado, cada molécula se distanciando em alta velocidade e dando voltas. Também pense no submundo, o inferno dos que merecem dor — Hikari pareceu um pouco receoso com o final de sua última frase, como se desse um conselho que não gostaria de receber.
As instruções do garoto não eram tão interessantes como as dos instrutores anteriores, pois parecia mais uma aula teórica do colégio, e não técnicas de sobrevivência para um futuro membro de grupos que saem em missões externas para o acampamento. Todavia, foi esse o fato de parecer com uma aula que trouxe uma memória nada agradável do seu tempo no ensino médio: professora de física e suas explicações através de slides.
Quando estava prestes a tentar imaginar o que foi sugerido, um cajado surgiu em frente ao semideus. Hikari parecia ter arranjado um para Liodas, rápido o bastante para o maior não ter reparado na ausência do outro. E, para haver mais surpresas, Proudmoore não precisou perguntar o motivo daquilo, somente soube o que fazer quando tocou o objeto e apontou para o elemental que parecia estar preso numa barreira invisível.
Os pensamentos de Liodas se concentraram em mentalizar a criatura de vento, focando o seu interior. O elemental possuía pequenas esferas azuis que seguiam a direção para qual o vento girava, eram rápidas, mas não agitadas. Com quase nenhum esforço, pensou nessas esferas aumentando sua velocidade e não seguirem mais o fluxo, tornando-as aleatórias e, por algum motivo desconhecido, laranjas. Manteve a mudança em sua cabeça até que escutou a voz de Hikari.
— ... bom. Você foi bem, veja o que fez. — O asiático apontou para a criatura invocada que agora estava com quase o triplo do tamanho, apertando-se para caber na sua prisão mágica. — Se a criatura não estivesse sendo mantida pela minha magia, teria sido destruída pelo calor. Agora já sabe como combater esses tipos de monstros e ainda aprendeu a usar um feitiço — parabenizou com um sorriso que contagiou o mais velho.
A animação por ter conseguido fazer algo tão diferente, embora não muito incrível, fizera com que Liodas acabasse esquecendo de seu pesadelo. Sua mente divagava em sonhos onde era um grande usuário de magia como seu irmão.

Poderes utilizados:
Ativo
Nível 1:
➤ Feitiço Infernal: Faz com que o corpo do adversário aumente sua temperatura, e se sinta quente como se estivesse no Submundo. gasta-se 10MP

Passivo
➤ Pericia com Cajado: Os filhos de Hecate tem bastante habilidade com estas armas mesmo que nunca tenham contato com as mesmas. Isso confere 2 pontos de trenamento em magia por treino feito.




Avaliação
Atualizado por: Hades

Bom treino, gostei da interpretação do Hikari.

♦ NARRATIVA 13/20
♦ CRIATIVIDADE 18/20
♦ GRAMÁTICA 17/20
♦ HABILIDADE 15/20
♦ NPC 17/20
                       
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Liodas Proudmoore em Seg Mar 06, 2017 3:52 am

Muito perigoso
treinar magia é


Para alguém que não superestimava os magos da ficção como Gandalf, o novato do chalé 20 estava com seus preconceitos sendo destruídos por uma pequena criatura provida de uma sabedoria digna de um mestre Jedi. Hikari somente supervisionava em silêncio o seu aprendiz refazer os símbolos de invocação de elemental com giz branco. Quando algo se distanciava do certo, ele fazia alguns sons engraçados com a garganta sem abrir a boca, o que tirava algumas pequenas risadas do outro.
Com o término do desenho, o próximo passo era ativá-lo com o cajado que fora emprestado mais uma vez pelo asiático. De acordo com a instrução, Liodas deveria se concentrar em passar uma pequena quantia de seu poder, ou sua mana — como preferiu chamar —, para os desenhos, pois, na realidade, não era necessário desenhá-los com giz, e sim com magia. Como Hikari sabia que mentalizar os símbolos seria complicado demais para um novato, o fez primeiro aprender a pintar por cima do modelo da mesma forma que se faz com uma criança para ensiná-la a escrever em palavras escritas com linhas pontilhadas.
“A situação está um pouco invertida aqui, ou seriam as idades?” Liodas tentou não pensar muito, mas alguns comentários engraçados ele se sentia necessitado a dizer em sua própria cabeça.
Não demorou para que uma luz começasse a escapar dos riscos no chão, nem para um pequeno ser de vento se formar como um tornado ao contrário que surge do solo no lugar das nuvens no céu. Apesar do elemental não ter uma forma física constante, ele era muito diferente do anterior que parecia ser calmo comparado a aparência de algo destrutivo. O que Liodas invocara expressava com seus olhos brilhantes e ventos agitados que, caso libertado, arruinaria tudo em seu caminho lançando tudo com menos de quinhentas gramas para direção aleatórias.
Proudmoore se sentiu com pena do seu prisioneiro.
— Por que ele não é igual ao anterior? — A pergunta de Liodas fez com que o instrutor sorrisse, pois não era comum repararem que até criaturas como aquelas possuíam personalidades distintas umas das outras da própria espécie.
Apoiando-se em seu cajado quase do próprio tamanho, Hikari encostou uma das pontas do objeto nos desenhos, desfazendo o feitiço que mantinha a criatura ali. A ação fez parecer que o elemental seria libertado para fazer o que bem entendesse no acampamento, mas somente desapareceu antes mesmo da barreira invisível ganhar cor e se desfazer.
— Nada é igual, nem os elementos. A natureza é parecida, mas nunca são iguais — explicou o instrutor de uma forma um pouco lenta para o seu costume, fazendo-se parecer o mestre Yoda depois de aprender a formular frases corretamente. — Agora vou ensinar a como se defender de magia usando a magia.
Enquanto seguia o menor na velocidade de seus passos curtos, Liodas tentava imaginar como seria o jeito de agir de outros elementais, como os feitos de terra. Por serem rochas — em uma das hipóteses —, ele os imaginava como bichos-preguiças, movendo-se somente quando houvesse algo de extrema importância a ser feito. Já os de fogo talvez fossem hiperativos, destruindo tudo ao seu redor sem tirar o sorriso radiante da boca.
“Será que aprenderei a invocar os outros tipos?” Antes de perguntar o que pensava, a cabeça de Liodas foi acertada por um cajado. Depois disso, ficou claro para ele a razão pela qual o cajado de Hikari era daquele tamanho.
— Desculpa! Desculpa, desculpa... — O instrutor não tinha a intenção de realmente bater no maior. Como antes ele havia feito o mesmo e Liodas o interceptou para segurar o objeto, ele não esperava que dessa vez pegasse seu aprendiz desatento.
Apesar da dor e do possível calo que se formaria, o mais velho riu da situação e acalmou seu professor. Era nada grave e ele não desejava deixar a arena para cuidar de sua dor provocada por uma criança de sete anos na enfermaria, lugar onde havia escutado falar que muitos semideuses trabalhavam. A dor física era pouca comparada a psicológica que seria provocada pela vergonha que sentiria.
— Está tudo bem — mentiu Liodas.
O cajado de Hikari mais uma vez foi levado ao alto, mas não se movendo até a testa de alguém. Na ponta do objeto, um brilho começou a impressionar o novato e, um pouco depois de observação, ele entendeu que aquilo era magia.
— Você viu o que acontece quando se é atacado fisicamente... — referiu-se ao ocorrido do qual ainda se sentia culpado, mas o asiático voltou a prosseguir. — Agora imagine aquele golpe sendo potencializado por um feitiço que o deixa mais rápido, a madeira mais resistente e que quase anule a força emitida em resposta pelo contato em você. Seria como acertar o vento — exemplificou.
As pálpebras de Liodas se abriram quase em seu máximo. Pensar no que era dito o deixava assustado não apenas por ser uma cena brutal, mas também porque era provável que ela seria feita com ele como boneco de testes.
— Não fique com medo. Nós, filhos de Hécate, temos resistência a magia e, mentalizando um escudo, você pode se proteger completamente do meu ataque — anunciou Hikari agora com o entusiasmo recuperado —, caso você se mantenha concentrado.
“Ok, eu preciso apenas me concentrar em um escu-u-udo...” Antes de poder perguntar em como deveria fazer aquilo, com desenhos ou utilizado algum item, Hikari levava sua arma letal em direção ao irmão como se pretendesse acertar uma pinhata.
Sem ter tempo de usar a magia apenas para saber se era capaz, Liodas teve que fazer para salvar seu rosto de ser deformado permanentemente. Fez o máximo possível para enxergar uma parede que fosse possível enxergar através dela, mas que ao mesmo tempo tivesse cor para ser visível. Então, como resultado dos seus desejos confusos, uma fina parede lilás surgiu entre ele e o cajado do mais novo, parecia uma grande vidraça. Entretanto, foi capaz de conter o ataque, absorvendo toda a energia cinética e mágica que seria explosiva num corpo humano.
— Eu consegui! — Liodas se sentia muito feliz por ter conseguido fazer aquilo em sua primeira tentativa, mas fingia não estar segurando a vontade de seu intestino devido ao pânico por que passara.
Hikari parabenizou seu irmão batendo palma. Ele sabia que o outro conseguiria, embora não fosse por confiar nas habilidades dele, e sim porque havia posicionado o maior sobre uma runa mágica que fortalecia as habilidades do feiticeiro por um curto período de tempo. Não era necessário que Proudmoore soubesse daquilo, pois abalaria a confiança em si mesmo e no instrutor, por conta disso e também porque foi uma ideia boa de fazer o aprendiz se sentir bem consigo mesmo que o asiático manteria a runa em segredo.
Enquanto Liodas comemorava, Hikari fez um gesto rápido com suas mãos para que o desenho sob os pés do maior sumisse antes que reparasse.
— Numa próxima vez, eu irei me defender e ainda revidar — prometeu o mais velho.

Poderes utilizados:
Passivo
➤ Pericia com Cajado: Os filhos de Hecate tem bastante habilidade com estas armas mesmo que nunca tenham contato com as mesmas. Isso confere 2 pontos de trenamento em magia por treino feito.
➤ Resistência Mágica: Os filhos de Hecate tem total resistência à magia de qualquer procedência. Suportam 20% a menos do dano total em caso de ataques de origem mágica/elemental.
Qualidade inesquecível:
➤ Regrado: Habilidade de cumprir seus deveres. Assim sendo, cada treino equivale por dois.





Avaliação
Atualizado por: Érebo
Gostei dos princípios mágicos aplicados na aula e sua narrativa prende facilmente a atenção. Quando eu gosto, eu GOSTO!

♦ NARRATIVA 20/20
♦ CRIATIVIDADE 20/20
♦ GRAMÁTICA 20/20
♦ HABILIDADE 20/20
♦ NPC 20/20
                       
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Nicholas Flamel em Qui Abr 13, 2017 5:59 am

- Hikari. Você está por aqui? – Eu disse enquanto adentrava na parte da arena destinada ao treino com magia. As estantes pareciam ainda mais cheias de livros do que da última vez. Então de trás de uma estante com um grande cajado nas mãos surgiu Hikari. Era a segunda vez que eu vinha treinar com ele e não esperava que o garoto fosse lembrar meu nome.
- Oi Nicholas. Tudo bem com você.
- Sim.
- O que você veio fazer aqui hoje?
- Eu gostaria de treinar um pouco de magia do ar.
- Magia do ar é? Tudo bem então. – O garoto sorriu, ele parecia feliz com o fato de eu querer aprender o mesmo tipo de magia na qual ele era especialista. – Como minha primeira tarefa eu quero que você separe esse monte de areia que acabei de invocar em duas pilhas diferentes usando a magia do ar. Na direita coloque os grãos mais claros e na esquerda os mais escuros.
- É sério isso? Eu achei que iria aprender a sair voando por aí.
- Calma Nick. Tudo tem seu tempo. Toda tempestade começa com uma leve brisa. – O garoto estava parecendo o mestre dos magos dizendo esse tipo de frases. – E se acha que é capaz de fazer magia me atinja com qualquer tipo de feitiço.
Eu não achava que o feitiço infernal fosse funcionar com ele então me concentrei em lançar uma rajada de vento contra ele para derruba-lo. Pensei em furacões e tempestades e gritei:
- FUS-RO-DAH!
Senti o poder percorrendo meus braços e sendo expelido para fora de meu corpo na forma de magia e em seguida atingindo o jovem Hikari com uma incrível rajada de ventos que o lançou do outro lado da arena. Tá, é mentira. Eu só lancei um ventinho digno de um ventilador velho.
- Viu só. É por isso que você deve separar areia.
Me sentei em frente ao monte de areia e me concentrei. Imaginei os grãos se separando em duas pilhas, mas eles não se moveram.
- Pense nos grãos como algo individual e não como um grande monte. É mais fácil enfrentar um exército um a um do que todos juntos. Use o ar ao seu redor para fazer os grãos virem até você.
Fechei os olhos e me concentrei no ar ao meu redor. Imaginei uma mão se formando nele e se entendendo até a pilha e em seguida segurando um grão e trazendo ele até mim. Quando abri os olhos vi um grão levitando na minha frente. Era escuro. Coloquei ele a esquerda da grande pilha e cai para trás. Minha cabeça já estava latejando de cansaço. Me levantei e voltei a separar os grãos. Hikari fazia alguns comentários enquanto brincava com o cajado e invoca pequenos furacões.
Quando terminei eu estava encharcado de suor e minha cabeça parecia ter servido de pula-pula para elefantes de salto alto.
- Legal. Você conseguiu! – Hikari disse alegremente enquanto se levantava e vinha minha direção. – Não esqueça de voltar amanhã. Você vai separar três cores de areia.

Avaliação
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Gostei da forma que interpretou Hikari.

♦ NARRATIVA 19/20
♦ CRIATIVIDADE 20/20
♦ GRAMÁTICA 15/20
♦ HABILIDADE 15/20
♦ NPC 20/20
                       
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Andrew Oruta Watanabe em Dom Jun 04, 2017 10:05 pm


CHAMPAGNE, COCAINE, GASOLINE AND MOST THINGS IN BETWEEN
Algo: ??? | Algo: ???  | Algo: ???

 Andrew não fizera muito no acampamento exceto dormir desde o dia que chegou lá, porém ele precisava treinar, do contrário não seria um bom semideus, desonraria seus irmãos e o acampamento, seria um alvo fácil pra monstros, blablablá Whiskas sachê. Mas ele sentia que precisava treinar. Afinal, seria humilhante se ele saísse do camp apenas para morrer, certo? Seria tão errado e humilhante... Afinal, ele conseguiu fugir do Y-

 Andrew se forçou a levantar da cama e lavou o rosto. Depois de ter colocado as suas roupas comuns, ele foi até o local onde poderia treinar a sua magia. Ele era muito bom com combate mano-a-mano, mas precisava treinar a magia já que a sua mãe era deusa da magia. E tal.
 
 Ele chegou lá onde viu apenas um garotinho, coisa de 7~8 anos, com um grimório e um cajado. Aquele devia ser o Hikari, pelo que ouvira. Ele poderia ser jovem, mas já era um mago incrível e a descrição batia: olhos e cabelos escuros, baixinho, asiático... And pensou na melhor forma de se aproximar. Talvez "olá! Você quer uns doces?", "kk eae men" ou quem sabe "ME TREINE, MESMO EU NÃO SENDO DIGNO DOS SEUS ENSINAMENTOS MESTRE!!". Na dúvida, ele resolveu ir pela via mais fácil.

 - Ahn... oi.

 O garoto se voltou para ele com um sorriso: - Oi! - Huh, talvez ele fosse mesmo uma criança antes de um mago afinal.

   - Meu nome é Andrew e eu quero treinar uma coisa... - And disse, meio inseguro de como Hikari poderia ajudá-lo. Nisso, o garoto o examinava com um olhar meio estranho, como se Andrew fosse uma espécie nova que ele queria estudar.

 - O que você quer treinar? - ele perguntou ao nipônico, que pensou por uns dois segundos antes de responder. - Nós... Filhos de Hécate digo... Possuímos uma habilidade chamada "Mundo Particular", que suga o alvo para um mundo particular nosso. Eu... quero aprender a usá-la.

 Hikari assentiu como um homem muito mais velho - Tudo bem - ele disse. Então começou a desenhar um círculo mágico no chão com o seu cajado, murmurando baixinho algumas palavras mágicas. Quando terminou, murmurou um último comando o que fez com que o círculo se acendesse por um segundo em um leve tom de ciano. Então o círculo se apagou e ele indicou a Andrew um lugar para sentar-se. Ele se sentou e fechou os olhos, a fim de concentrar-se.

 - Para usar o Mundo Particular, você deve abrir um caminho para ele. Se quer levar alguém para lá, então você precisa abrir o caminho por si mesmo. - Hikari disse, enquanto Andrew escutava as suas instruções.

 - Imagine uma rota. Imagine que você está numa estrada. Você quer chegar a algum lugar que não sabe onde é, mas tem uma ideia de onde fica. - , enquanto Hikari falava, Andrew visualizava um caminho de terra batida, no meio de uma grande floresta que serpenteava entre as árvores. Ele andava e andava mas não conseguia chegar a lugar algum. Era como andar em círculos.

 - Muitos magos costumam usar um pequeno feitiço para ajudá-los a criar o caminho. Mas não sei se... - ele deixou a frase no ar. Andrew contraía a testa dolorosamente e sentia seu corpo ficar empapado de suor enquanto continuava preso na floresta. Hikari a essa altura estava preocupado. Se ele ficasse tempo demais perdido, Andrew poderia ficar preso ali para sempre e então passar o resto de sua vida em estado vegetativo... No melhor dos casos.

 O mais jovem tomou uma decisão. Murmurando um feitiço, ele encostou a ponta do cajado na testa de Andrew e então disse:

 - Use um feitiço para abrir o caminho! Rápido! - O nipônico   escutou as palavras dele e fechou os olhos, no meio da floresta para se concentrar. Ele passou muito tempo com a Kusanagi antes que a roubassem dele. Foi ela que permitiu a sua fuga do Yomi e da... Rainha Cadáver... Foi aquela espada que o manteve vivo por muto tempo. E ele sempre gostou de espadas. Andrew sentia uma empatia muito grande por elas. Não à toa entrara no kendô muito cedo. Não à toa uma de suas figuras preferidas era o lendário Masamune. Não à toa queria ter a chance de ver uma espada lendária, ao menos uma vez na vida.

  - I am... The bone of my sword... - ele disse, baixinho - Steel is my body, and fire is my blood... I have created numberless blades... Unaware of the beggining... Not aware of the end... Withstood pain to create weapons, wishing one to protect... Yet, I can't protect you without the blade... And I can't hug you with it... My dreams of childhood finished, I now wake up... My whole being still is... - ele inspirou fundo antes de dizer as últimas três palavras.

 "Unlimited Blade Works."

 Ao abrir os olhos, ele se viu num deserto. Era crepúsculo. O vento soprava, criando aqui e ali pequenos redemoinhos de areia e jogando rajadas de pó, mas nada daquilo o afetava. No céu, Andrew pôde ver engrenagens monolíticas girando em algum ponto que ele sabia que poderia alcançar se quisesse. Afinal, o mundo era dele. Mas o que chamava a atenção eram as espadas.

 Inúmeras, cravadas no chão como lápides, acada uma era um sonho dele sobre uma espada famosa: a Espada de Goujin, Ascalon, Durandal, Excalibur, Caledfwlch, Caladbolg, Hrunting, Balmung... Ele também podia sentir lanças: Gàe Bolg, GÁe Buidhe e Gáe Dearg, Gungnir... Escudos como o lendário Rho Aias... Maças, Alabardas, foices... Todas as armas lendárias que Andrew já sonhara ter e algumas que ele ainda não sonhou. No mundo real ele sorriu e Hikari soube que ele estava bem. A rota estava aberta. Andrew poderia ir até lá sempre que quisesse.

 Fechando os olhos, Andrew tornou a abrí-los e lá estava ele, de volta à realidade. Ele se levantou e fez uma reverência a Hikari: - Obrigado - ele disse, depois ajeitou as suas roupas e voltou ao chalé.


Avaliação
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Seu texto é gostoso de ler, até a metade. Logo em seguida, ele se torna confuso. Fora isso, sua interpretação de Hikari é boa.

♦ NARRATIVA 10/20
♦ CRIATIVIDADE 17/20
♦ GRAMÁTICA 10/20
♦ HABILIDADE 10/20
♦ NPC 15/20
                       
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Penelope V. Kennedy em Seg Jul 10, 2017 3:27 am

were you born to resist or be abused?



Desde criança que Penelope se sentira diferente, como se não pertencesse no mundo real. Claro que ela sempre guardou isso para si, como se fosse um grande segredo íntimo. Na verdade, ela tinha muitos segredos, sua vida era um enorme mistério, uma caixa de pandora que ninguém se atrevia a abrir. Talvez fosse seu feitio que afastasse as pessoas e assim matasse a curiosidade alheia.
Fazia muito tempo que Penelope não sentia a estranha sensação de não pertencer ali, mas naquela tarde, algo a fez levantar da cama com um enorme aperto no peito.
Pegou o copo com água pousado na mesinha do lado da cama e bebeu tudo de uma vez. O chalé 20 estava silencioso. Seus irmãos ocupavam o tempo no exterior, somente Penelope preferia permanecer sozinha no chalé. Ainda não havia se habituado à ideia de ter outros irmãos e isso a desconfortava também.

Seus pés descalços, como que se ganhassem vida própria, tocaram o chão e avançaram pelo local. Lá fora, uma brisa fresca e suave corria, trazendo consigo os risos e vozes dos outros campistas.
Penelope sempre os olhava sem qualquer tipo de reação, no entanto, no fundo, ela sentia algum desagrado em estar ali com eles. Isso a fazia se sentir um pessoa tanto quanto ruim, e por isso evitava ter esses pensamentos.
Não muito longe dali, a arena de treinos era ocupada por alguns jovens que, ora lutavam com suas armas, ora treinavam sua agilidade.
Penelope parou, erguendo ligeiramente a mão direita para a observar. Ela tremia, de um modo incontrolável como se desejasse libertar algum tipo de energia que ficara ali encurralada. A loira a fechou lentamente, erguendo a cabeça de novo na direção da arena.

[...]

A arena de treinos era um local que a filha de Hécate jamais visitara, na verdade, ela preferia treinar sozinha, num local afastado onde não seria incomodada. O barulho e a confusão a deixavam irritada, fazendo com que relembrasse episódios passados onde sua magia se descontrolara de um jeito violento e perigoso.
Mas ali era diferente, o local era vigiado pelo que parecia ser... uma criança? Penelope não queria acreditar no que via, eles haviam colocado uma criança de 8 anos para vigiar um campo de treino de bruxos?
Sua natureza crítica foi derrubada por seu lado mais racional. Talvez ele fosse mais experiente do que qualquer um ali. Talvez não, com certeza. Penelope precisava aprender a ser menos crítica e impulsiva em seus julgamentos, caso contrário se daria muito mal na vida.
- Oi.- uma voz aguda falou e a loira precisou olhar para baixo para ver o pequeno na sua frente.
Ele sorria de um jeito simpático, fazendo com que a bruxa recuasse um pouco e erguesse uma sobrancelha, desconfiada. - Você precisa de ajuda?
"Não" era a resposta que se preparava para sair de sua boca, mas se Kennedy realmente desejava aprender algo, precisava engolir seu orgulho e aceitar a ajuda de alguém, pelo menos uma vez na vida.
Engoliu em seco antes de responder, cruzando os braços para evitar roer a unha. - Ham.. Sim, você é o Hikari?

O menino assentiu com a cabeça, cruzando os braços atrás das costas.
- E você, qual seu nome?
Dizer que a garota se sentia impaciente era pouco, Penelope odiava esse tipo de conversa, sempre preferindo pular para o que realmente importava ali.
- Penelope. - disse, depois de bufar discretamente.
Hikari virou costas, caminhando para um dos cantos da arena, talvez esperando que a bruxa o seguisse.
- Bom, Penelope, essa é a primeira vez que a vejo aqui na arena, então me permita perguntar, como você sobreviveu até agora sem um único treino?
Cansada dessa conversa, a loira colocou ambas as mãos na cintura e revirou os olhos.
- Você vai me ajudar ou prefere continuar com o interrogatório?
Penelope não entendeu se o sorriso dele foi nervoso devido a sua reação ou, se por outro lado, Hikari sorria porque ela se mostrava pronta para aceitar qualquer tipo de desafio.
- Muito bem, vamos ao que realmente importa.
Penelope sentou no chão, desconfortável com a presença de tantas pessoas ali. Hikari seguiu seu exemplo e a encarou em silêncio durante algum tempo.

A filha de Hécate esperou por mais instruções, mas parecia que o menino estava disposto a deixá-la seguir sua vontade.
Assim, Penelope fechou os olhos, tentando se concentrar. Começaria pelo feitiço infernal, um básico para todos os seus irmãos, até mesmo para ela que o fazia sempre com bastante facilidade. Porém, aquele não era seu "habitat natural". O barulho, a confusão a impediam de concentrar.
A garota abriu os olhos e encarou Hikari, como se estivesse pronta para confessar algum tipo de culpa.
- Então? - ele inquiriu, sem nunca perder o entusiasmo.
Ela abanou a cabeça, em sinal de negação.
- Muito barulho, não consigo me concentrar.
Hikari parecia entender perfeitamente o que ela dizia, como se também ele sofresse do mesmo uma vez ou outra, algo que ela no entanto duvidava.
- Sabe, o segredo para conjurar um bom feitiço é esse, a concentração. Você está habituada com locais mais calmos, mas precisa entender que lá fora, quando for enviada em missão, as coisas não serão tão calmas assim. Há que estar preparada.
Foi fácil para Penelope reconhecer que seu irmão tinha razão, porém ela não o admitiu em voz alta. Mais cedo ou mais tarde, adversidades iriam cruzar seu caminho e a loira não poderia simplesmente mandar o mundo parar e esperar que ela se concentrasse o suficiente.
- Vá, não desanime, tente de novo.

Novamente de olhos fechados, Kennedy tentou desligar seus sentidos. Sua mente se focou no negro que ela "enxergava", seus ouvidos lutavam para bloquear os sons que a rodeavam.
As meninas rindo, as espadas tilintando, os gritos dos que jogavam na praia...
- Vamos, você consegue, foque em mim e faça o que tem a fazer.
Todos aqueles sons sumiram, com exceção de uma voz e não era a de Hikari.
Uma garota, de voz aguda e estridente. Penelope quase que podia imaginar como ela era apenas pelo tom de voz.
Sua mente travava uma luta interna, tentando excluir a voz que dificultava a tarefa da bruxa.
Penny suspirou, abrindo novamente os olhos.
- Dessa vez não foi tão ruim. - ela explicou, esboçando o que parecia ser um sorriso. - Posso tentar de novo?
A felicidade de Hikari parecia ser inabalável, mesmo com os falhanços de sua irmã, ele não perdia a esperança e a incentivava a continuar.
Penelope suspirou então, decidida que esse seria o momento certo.

Tal como antes, fechou os olhos e apoiou as mãos sobre os joelhos. Dessa vez, o aperto no peito sumiu e a bruxa se sentiu mais livre do que nunca. Sentia a magia pulsando por suas veias, percorrendo seu corpo junto com o oxigênio que respirava. Finalmente, o local que a rodeava parecia não existir mais, somente ela e o que a preenchia.
Sentiu uma onda de felicidade avassaladora e sua energia se espalhando pela terra através de seu corpo.
Ouviu um grito, distante e um pouco distorcido. Seu corpo leve foi abanado uma e outra vez e alguém chamava seu nome.
- Penelope. - a voz disse, distante e rouca, como que vinda de outra dimensão. - Penelope!
A garota abriu finalmente os olhos, de um jeito repentino tal como o abanão que recebeu. Piscando várias vezes, a bruxa encarou Hikari que a olhava um pouco chateado.
A garota notou que os grito não eram tão intensos como antes, mas ainda se faziam ouvir. Girou a cabeça e conseguiu ver uma garota no chão, se contorcendo como se algo tentasse possuir seu corpo.

Não foi difícil para Penny resolver essa equação. Todo esse tempo ela achou que tudo estava em seu controlo, mas se enganara.
Havia algo que sempre a conduzia na direção errada, algo que ela não conseguia controlar nem ultrapassar. Esse problema sempre a fizera cometer erros, machucar alguém ou destruir algo. Penny sempre fazia algo moralmente errado porque não conseguia se livrar dessa adversidade.
Seus olhos ainda observavam a garota que claramente fora atingida pelo feitiço infernal. Suas amigas olhavam Penny como um cachorro esfomeado olha um pedaço de carne.
Altiva e sem medos, Penelope se ergueu, pronta para qualquer tipo de confronto, mas antes que pudesse sequer abrir a boca, Hikari já a levava para outro local.
- Melhor você ir. Passe aqui amanhã ou depois, precisamos treinar mais.
Penelope estava desapontada, de orgulho ferido, com vontade de largar tudo e voltar para casa. Mas seus pés não foram tão longe assim, somente até o chalé 20.


© rufo from tpo


Avaliação
Atualizado por: Hipnos
Muito introdutório. Mas gostei da sua interpretação do NPC.

♦ NARRATIVA 10/20
♦ CRIATIVIDADE 10/20
♦ GRAMÁTICA 15/20
♦ HABILIDADE 8/20
♦ NPC 18/20
                       
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Bruq Gyel em Qui Ago 10, 2017 6:09 pm




Nascido da Magia




    A baderna no chalé me fizera despertar de meu sono vespertino. Sempre odiei a ideia de compartilhar o dormitório com alguém; ainda mais com estranhos. Recém-chegado no acampamento, ainda me sentia fora do contexto. Desconhecia as pessoas, desconhecia as criaturas, desconhecia tudo. Vivia o conceito paradoxal de que estar só era sinônimo de estar acompanhado. A solidão sempre fora minha melhor amiga. Nela eu sentia conforto, sentia abrigo.

    Como todo novato, procurava entender tudo que se passava pelos arredores. Desde novo, gostava de entender os mistérios do mundo. Sempre fui um questionador nato. Em meu cotidiano, observava as pessoas do acampamento, suas faculdades mágicas e talentos natos. De certa forma, alguns me inspiravam. Porém não era uma inspiração de admiração; era vontade de crescer.

    Aceitando que não conseguiria retomar meu descanso, decidi dedicar-me a aprender um pouco sobre o mistério da vida que carregava comigo: a magia. Levantei-me da cama e segui para o banheiro. Limpava meu rosto com a água fria que saía da torneira do lavatório. Apoiara-me e encarava a imagem que o espelho simples refletia. Esses objetos sempre tiveram meu mais profundo respeito. Encarar-me num espelho é um dos meus momentos de contemplação própria. No nosso íntimo, eles refletem quem realmente somos; sem máscaras. Não conseguimos fingir perante nós mesmos. Ele externa nossos segredos, angústias e inseguranças. Enxergava no momento um garoto rodeado de mistérios próprios; sozinho e indiferente com os demais - não que eu encarasse isso como algum tipo de defeito...  

    Após ajeitar minhas vestes, saía da zona que me situava para rumar o campo de treino. O tom lusco-fusco do horizonte me dava vida. A brisa agitava meu cabelo, que dançava num ritmo suave e delicado, caindo sobre minha testa ao fim de seu espetáculo. Adentrava o local destinado a treinos. Pessoas correndo pra lá, lutando pra cá. Armas, golpes, evasões, movimentos ágeis.... Nada disso me encantava. Meus olhos passeavam pelo local à procura do canto que me fora destinado: as estantes dos livros.

    Livros novos e antigos, de magia telúrica à magia da Arte, tudo organizado e próximo a vários potencializadores magísticos como varinhas, cetros e cajados. Uma gama de conhecimento que eu estava preparado para começar a absorver. Apanhei um livro teórico sobre a Arte da Magia. Folheava-o curioso e sedento por conhecimento. Ilustrações simbólicas e termos magísticos tomavam todas as páginas. Distraído, não notei a aproximação de um pequeno rapaz.

- Oi, tio! - sua voz juvenil e o apelido a que me chamara desconcentrava-me dos estudos.

- Que quer? - indagava um tanto ríspido.
 
- Quero te ajudar, tio... - seu sorriso banguela me dava asco.

- Nos conhecemos? - questionava-o com minha indiferença natural.

- Ué, tio. E eu não posso te ajudar mesmo sem te conhecer? - seu cenho franzia; parecia ficar triste. Não que eu me importasse...

- E em que um moleque do seu tamanho pode me ajudar? Quer ser minha cobaia, é? - escarneava.

- Me chamo Hikari. - estendia seu braço direito à espera de um cumprimento meu - Sou filho de Hécate, a deusa da magia. Posso te ajudar a aprender magia de ar...

- Pois então não sou teu tio; sou teu irmão. - elucidava-o - Não que você deva me chamar de tal. Me chame pelo nome: Bruq. - encarava seu braço estendido, que ainda esperava uma retribuição de minha parte.

- Poxa, irmãozinho, eu adoraria te ajudar a aprender um pouco mais sobre magia. Deixa eu te ajudar, por favoor... - insistia o menino, já com o braço abaixado. Seu jeito infantil me impacientava.

- Some daqui, pivete! Ao invés de me ajudar, está me atrapalhando! - esbravejava.

    O pequeno saía um tanto quanto cabisbaixo. Minhas palavras foram duras, mas ele estava me tirando a paciência. Hikari procurava outro alguém para ajudar e eu voltava a me alimentar do livro em mãos. Lufadas de ar folheavam involuntariamente minhas páginas. Não era uma brisa natural do recinto; estava sendo magicamente direcionada. Mirei meus olhos para a origem dos ventos fortes; vinha de Hikari. Ele estava auxiliando um alguém do acampamento. Sua magia era incrivelmente forte para um garoto de aproximadamente 9 anos. Por dentro, sentia um desconforto. Como pode uma criança ser mais forte que eu?! Rajadas potentes de ar eram emanadas de sua magia. Seus movimentos me inspiravam; fomentavam minha sede por poder.

    Após absorver 36 páginas do livro, devolvi-o para sua estante e obtive em mãos um cajado. Seria a primeira vez que eu manusearia um. Apesar de não entender de certo, sentia sua energia. Para ser mais específico, sentia a minha energia se conectar à do objeto mágico. Era como um terceiro braço surgindo em meu corpo. Embora eu tivesse uma aversão pessoal a cajados, cetros e varinhas - são muito "anos 70" -, sentia-me de certa forma encantado por seu mistério. Minha mão direita passeava pelo seu corpo linear marrom, enquanto a esquerda o sustentava. A pequena pedra de ametista que encimava o objeto me chamava uma atenção maior, devido a sua beleza.

    Se um pirralho daquela idade conseguia manusear o vento, provavelmente deve ser porque o vento é um elemento fácil de se dominar. A fim de provar o meu valor - para mim mesmo -, buscara conjurar magia de ar. "Não deve ser difícil...". Fechava meus olhos e concentrava-me no sussurro que o vento dava ao pé do meu ouvido. Com o cajado em posse da mão direita, girava-o sobre minha cabeça. Uma, duas, três vezes... Ao fim de meu movimento um tanto quanto artístico, mirava a ponta do artefato mágico para o nada, buscando resultados imediatos.

    Em vão...

  Olhava para os lados, certificando-me de que ninguém havia presenciado aquela cena patética! Na segunda tentativa, já um pouco domado pelo fracasso, fazia movimentos mais retraídos, sem muita estravagância. Após um movimento circular tímido na altura do meu peito, novamente jogava o topo do cajado para o além, mais uma vez à procura de um produto. Debalde.

    Àquela altura, já estava completamente dominado pela frustração. A vergonha e a ira se apossavam de mim. Relutante, porém, continuava à procura de efeitos. Desferia consecutivos golpes no ar com a arma. Balançava o bastão mágico aleatoriamente para todas as direções. Estava enfurecido! Todas as minhas tentativas não surtiam efeito algum. Num movimento final, urrava enraivecido e batia com a base do cajado no chão. De pronto, sentia uma energia passear pelo meu braço, indo em direção ao corpo do material como que em câmera lenta. Do chão, surgia uma onda de energia intensa e descontrolada, que me fizera sucumbir. Fui arremesado contra as estantes com tamanha força, que se igualava à minha ira anterior. Como que a vida me dando um tapa doutrinário.

    Doía...

    Muitos pararam seus treinos e miravam seus olhares para mim. Por entre os livros, levantava-me um pouco trôpego. Um campista se aproximava e oferecia ajuda, estendendo sua mão. Encarei-o e me levantei só. Ajeitava minhas vestes, agora amassadas e sujas de poeira. Alguns ainda me encaravam, preocupados e/ou jubilosos. Uma cena deprimente.

- Tão olhando o quê?! - brandava, humilhado. Meu corpo esquentava de fúria. Rumava a saída da arena e me retirava de pronto. Um fracasso total!

valeu @ carol!



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Bom treino. Só cuidado com as longas introduções e a falta de boa interpretação do NPC.

♦ NARRATIVA 15/20
♦ CRIATIVIDADE 20/20
♦ GRAMÁTICA 20/20
♦ HABILIDADE 15/20
♦ NPC 8/20
                       
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Albafica em Qua Ago 23, 2017 9:15 pm

MY SKIN IS RADIOACTIVE

Era quase a hora do almoça quando resolvi sair da floresta e dos meus afazeres como deus da floresta e seus caminhos. Todas as ninfas estavam encaminhadas e os sátiros não trariam problemas até as 17h desse dia. Agora com um tempinho livre, eu preciso dominar meu lado mágico para que meus poderes façam jus ao senhor das criaturas naturais e seus espíritos.

Os campistas já não estavam lá, apenas um garotinho com cheiro de mandrágora e dama da noite. Era forte, picante e doce ao mesmo tempo. Filho de Hecate concluí. Se eu não me engano, Alex tinha o mesmo cheiro que esse moleque oriental e Axl, tinha resquícios desse mesmo aroma em sua pele quando veio até minha loja certa vez.

- você é enorme mesmo! - falou o japonês com brilho no olhar - Eu sempre pensei que você fosse lenda! - completou.

Eu fiquei meio corado. Passei minha mão grande na nuca, mordi os lábios e sorri de canto distraído. Arrumei a alça do meu macacão que havia caído, deixando meu peito farto a mostra e - Pois é... as vezes saio da toca. E para ser grande assim, é preciso comer muito e dormir o máximo que pode - dei a dica e baguncei os cabelos escuros do Harry Potter. Acho que é assim que chama o personagem daquele livro famoso.

Hikari me perguntou um monte de coisa aleatória e queria informação sobre tudo. E quanto mais eu respondia, mais detalhes ele queria. Eu não ligava de respondê-lo e sanar sua sede de saber sobre o mundo dos seres espirituais e naturais, mas eu vim treinar meu lado mágico e não fazer entrevista. Entretanto, o garoto com cheiro agridoce acabou se tocando. Fechou seu livro e recolheu outro da estante velha que havia ali.

- Este é o Livro da Floresta. Ele fora escrito pelos primeiros magos verdes. Geralmente humanos que podiam ver através da névoa e que podiam conversar com as fadas. Um povo gaulês... -  Hikari começou a tagarelar sobre a magia verde. Ele estava me ensinando sobre a natureza, as flores, as fadas, o pixium e tudo o que engloba os seres espirituais naturais. Ele sabia um bocado de coisa magica que eu não conseguiria discernir, mesmo que eu quisesse.

Ele me explicou que a magia é essencialmente negra ou branca. A negra é capaz de domar as trevas e de criar os quatro elementos básicos e a branca geralmente é aquela que trás cura e luz. Hikari disse também que a magia que domino, ou pelo menos deveria dominar, é além dessas duas forças mágicas. A magia verde é algo gutural que nasce pela vontade espiritual. Seres da natureza tem magia verde pois eles são nascidos dessa natureza. Assim como os filhos de Deméter, como eu. A magia verde, não cura e nem ataca ele altera condições para melhor ou para pior.

- E esse é o básico sobre as suas capacidades como Mago Verde. Na próxima aula veremos seu arsenal mágico ok? - disse meu professor.

Assenti. Arrumei meu macacão e sai da arena com uma melodia nos lábios.


Tag: --- | Note: --- | Post: ---
Haymon Derrier LG


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Atualizado por: Poseidon
Boa Apresentação, tal com uma boa interação com o Npc.

♦ NARRATIVA 15/20
♦ CRIATIVIDADE 20/20
♦ GRAMÁTICA 20/20
♦ HABILIDADE 15/20
♦ NPC 15/20
                     
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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Albafica em Seg Ago 28, 2017 5:19 am

MY SKIN IS RADIOACTIVE

No outro dia eu apareci na arena um tanto animado. Meu instrutor de magia estava ensinando alguns outros garotos a meditar e de longe me chamou com as mãos e um sorriso de orelha a orelha. Seus olhos puxados se fecharam ao sorrir e quase desapareceram mais do que já estavam sumidos.

- Vem pra roda, o primeiro passo para a magia é relaxar a mente e se encontrar Alba - falou animado e rápido demais. Acho que crianças são empolgadas assim mesmo. Não me lembro mais como era ser uma. Parece que faz mais tempo do que realmente fazia... - Presta atenção senhor deus - a voz de Hikari me trouxe de meus pensamentos para a realidade - Não pense em mais nada agora, apenas em você mesmo e no teu potencial ok?! - instruiu-me.

Hikari ainda pediu para que eu seguisse a respiração dos outros campistas ali na roda. Mais por mais que eu tentasse me encontrar e sincronizar nossas respirações, a única coisa que podia fazer era sentir o cheiro dos meus colegas de treino e decifrar de quem eram filhos.

- AI!
- Gritei e coloquei a mão na cabeça - Porque fez isso?!

- Você tá distraído... - falou Hikari após me dar um croque na cabeça - Pense sobre você mesmo Albafica, o que te faz usar tuas habilidades, como elas são...

Fechei os olhos ainda desconfiado e respirei. Inspirei e expirei no mesmo ritmo que os meus colegas de roda. Mas ainda não era o suficiente. Eu estava pensando nos aromas que pairavam no ar e nas ninfas que deixei para trás com aqueles sátiros cheios de hormônios. Na noitada de ontem com um trio de Hamadryades. Acho que esqueci de alimentar meu dragão hoje e tô preocupado com isso. Espero que ele não coma alguém por acidente.

Depois de um tempo silencioso, a voz de Hikari sumiu entre o ar que entrava e saía de meus pulmões e só sobrou os meus pensamentos. Meu irmão estava neles. Senti uma enorme dor tomando meu peito. Fazia alguns meses que não lembrava seu nome...Aterica, a rosa negra. Senti saudades de seu cheiro. Ele tinha o perfume de rosas quando estão a ponto de murchar. Era doce, seco e com notas de terra molhada. Era especial. Era meu irmão. Meu coração doía, mas sentia minha alma se aflorando. Senti meu corpo tremendo e minha respiração acelerar. Nunca vou poder tocá-lo novamente. Minha garganta deu um nó e eu abi os olhos!

- CHEGA! - falei alto.

Hikari estava sentado bem na minha frente e seu sorriso sapeca era enorme. Ele arrumou os olhos e - Olha em volta - sugeriu.

Havia rosas brancas em todos os lugares e aos montes como um jardim alvo e puro. Elas subiam em espiral pelas colunas que sustentavam o teto do lugar, se enraizavam nos bonecos de treino e até mesmo corriam para fora das portas da arena buscando pelo sol. Mas ao redor de mim, subindo pela minha pele se mesclando as rosas brnacas, haviam rosas escuras como piche.

Sorri...

- Acho que sei o que desencadeia meu poder...


Hikari sorriu,


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Boa narrativa e contruçao.

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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Egil Lorensen em Sex Set 15, 2017 7:04 pm

o aprendiz.
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Quando me falaram que havia um instrutor de magia no acampamento, eu pensei em alguém que já tinha concluído o ensino fundamental. Foi uma surpresa entrar na arena e encontrar um menino de sete anos lendo tomos antigos como se fossem gibis. Dei um sorriso de lado. Aquilo seria curioso, para dizer o mínimo. Enfiei as mãos no bolso e me aproximei.

– Hikari?

A criança levantou a cabeça e abriu um sorriso.

– Oi.

– Pensei que você fosse mais alto. – eu disse com uma piscadela.

O sorriso do menino morreu um pouco, devia estar cansado de ouvir piadinhas assim. Balancei a cabeça com desdém.

– Não que isso importe. Não existe idade para ser um mago poderoso, e pelo que você está lendo com certeza é.

Uma mistura de animação e surpresa tomou seu rosto.

– Você consegue ler esse tomo?

– Não, não consigo. É por isso que sei que você é um mago poderoso. Eu sou só... – Mordi o lábio inferior. – Um aprendiz de feiticeiro. E queria sua ajuda para ler isso.

Sentei na frente do garoto e tirei minha mochila das costas, puxando o zíper e pegando um livro de capa dourada. O olho castanho em seu centro se abriu e fitou Hikari com curiosidade. O menino fez o mesmo.

– Posso pegar?

– Não sei, pode? – Estendi o livro. – Vai ser difícil me ensinar se não puder.

Ele soltou um riso infantil e pegou o objeto, folheando suas páginas. O olho se revirou numa tentativa de continuar encarando o garoto.

– Ele gosta de você. – comentei com um muxoxo.

– Ele sabe que eu consigo ler, mas não sabe o que eu vou fazer. – explicou.

– E o que você vai fazer? Algum insight útil até agora?

A criança assentiu.

– Você é filho de Horkos, não é?

– Ou assim dizia minha mãe.

– O poder de Horkos é o das palavras. Por isso o livro. É tipo um... Grimório. Mas não é um grimório. – Coçou a nuca.

– Ele é mas não é um grimório?

– Um grimório é que nem um livro de receitas: ele tem os feitiços e o jeito de fazer. O seu livro não tem o jeito de fazer. É como se ele só te falasse o nome da comida e não te ensinasse a cozinhar.

– Muito útil. Vou anotar o número de um delivery na contracapa.

Hikari riu, balançando a cabeça.

– Você não pode usar um telefone.

– Nem usar um livro de feitiços que só tem o índice.

– Mas você pode! Você é filho de Horkos. Você pode puxar o poder da palavra, se pensar muito nela.

– Não acho que seja tão simples, Hikari.

– Não é. Vem, vamos treinar.

Colocou o livro no chão, virado para mim. Estava aberto em uma página aleatória.

– O que é que você vê?

– Um desenho. Talvez algum signo.

– Toda letra é um desenho. E todo desenho quer dizer alguma coisa.

– E eu tenho de saber o que ele quer dizer. – murmurei, encarando com certa frustração aquele único símbolo que preenchia a página. – Ou é um livro de receitas só com o índice e impossível de ler.

– Não é só por causa disso. O que ele quer dizer é importante, é o fio que você vai puxar para encontrar o poder.

Passei o dedo pela figura. Era simplista, quase abstrata, o que tornava difícil associá-la a uma só ideia.

– Parece uma pessoa. – por fim falei. – Com os braços abertos e a cabeça achatada.

Hikari sorriu e bateu palmas, como se minha descrição débil fosse uma grande conquista.

– E o que mais?

– Acho que ela quer te dar um abraço. – Dei uma piscadela, mas logo em seguida minha expressão se tornou séria. – Eu não sei, Hikari.

– Tudo bem. Você está indo bem. Esse é o céu.

– Eu realmente tenho talento.

A criança não percebeu meu sarcasmo. Sacudiu a cabeça numa afirmativa honesta, o que me fez franzir o cenho.

– Hikari. Como uma pessoa é o céu?

– Ah, é uma pessoa abraçando o céu. E a cabeça – Apontou para o traço no topo do desenho. – não está achatada. Ela é só bem grande, mesmo. A não ser que você acredite que ela é achatada.

– A não ser que eu acredite...

– Um desenho pode querer dizer muitas coisas.

– Então se eu acreditar que é uma flor, ele se torna uma flor?

Outra vez o sarcasmo passou despercebido.

– Para você, sim. É complicado. Mas se você quiser posso te ensinar isso, outro dia. Agora só olhe o desenho e pense no céu.

Suspirei.

– Tudo bem. Uma pessoa abraçando o céu...

Encarei o símbolo, tentando completá-lo para formar a imagem.

– Só se concentre no céu. Não precisa pensar muito. – meu instrutor falou. – A palavra é tipo um foco. Um ponto que junta o pensamento com o mundo. O que você quer é o significado dela.

De focos eu entendia, pelo menos. Prendi o olhar no desenho e tentei colocar todos os meus sentidos para experimentar o que ele significava – o peso do ar sobre meu corpo, os cheiros que carregava, o gosto e a secura de inspirar pela boca, a luz que entrava na arena... Senti minha pele arrepiar. Tive uma súbita vontade de abrir os braços e ser o símbolo.

Parte de minha consciência ficou perdida nisso, mas outra parte percebeu quando um pequeno turbilhão de vento surgiu sobre o livro e formou uma esfera.

– Muito bem! – disse Hikari, abrindo um sorriso largo. A esfera oscilou um pouco. – Continue concentrando. Pensa que o ar é movível. Você pode mover a bola.

– Eu estou abraçando o céu... – murmurei com certa dificuldade. – Vamos dar uma pirueta.

Deixei que meus braços se abrissem. A esfera tomou uma consistência maior e se aproximou de mim.

– Não pense tanto em você. O céu está em todo lugar. Ela pode ir para todo lugar.

Tentei pensar na esfera de ar se afastando, mas a ideia de abraçar tinha grudado em minha cabeça. Perdi o foco. Ela se desfez em uma brisa suave.

– Ah, mas que egocêntrico eu sou.

– Tudo bem. Foi muito bom.

– Eu pensei demais no desenho.

A criança assentiu.

– Sim. Vamos estudar outras palavras que querem dizer céu. Isso deve ajudar. Mas tem que ser outro dia, porque agora essa está presa na sua cabeça. – Deu duas batidinhas na testa.

– Obrigado, Hikari.

Juntei minhas coisas e joguei a mochila nas costas, me levantando. Abaixei a cabeça em uma pequena reverência antes de sair.

– Você realmente é um grande mago.



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Gostei muito do treino, achei sua interpretação bem legal e a interação com o NPC achei muito boa.

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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Egil Lorensen em Seg Set 18, 2017 1:35 am

o trato.
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Era de se pensar que alguém com meu passado soubesse mais sobre magia do que uma criança, mas parece que os anos fugindo das lições de minha mãe surtiram efeito. Hikari excedeu todas as minhas expectativas no último treino. Fui outra vez até a arena para encontrar meu pequeno mestre, curioso sobre o que mais ele poderia me ensinar.

O garoto desenhava um grande círculo no chão. Parei a alguns metros e cumprimentei:

– Hikari.

– Oi. – ele disse sem sequer levantar o rosto.

Ergui uma sobrancelha.

– É bom te ver também.

O menino quase derrubou o giz.

– Ah, desculpa! É que eu não posso errar. É um círculo de proteção.

– Não precisa disso tudo. Eu não mordo.

Pisquei um olho. Hikari riu e chacoalhou a cabeça.

– Não era para você.

– Não era para o aprendiz de feiticeiro? Que surpresa. – ironizei, sentando-me de pernas cruzadas. – O que você está tentando invocar?

– Você conhece de invocações?

– Eu conheço de círculos. Proteção, seja para o que está dentro ou do que está dentro. E você está do lado de fora.

Espelhei o sorriso do menino.

– Muito bom! Você andou estudando os símbolos?

A resposta honesta seria não, mas eu não queria levantar perguntas. Dei os ombros e disse:

– Não tanto quanto deveria. É por isso que estou aqui.

Tirei o livro dourado da mochila. Hikari terminou seu círculo e sentou na minha frente.

– Tudo bem. Você se lembra do que eu disse ontem?

– Que eu tenho um livro de receitas sem receitas. – falei, abrindo-o na página que havíamos estudado. – Eu preciso me focar no significado da palavra para encontrar sua energia.

– Isso. E você não pode ficar preso só no desenho dela, o que você quer de verdade é a ideia. A palavra é só um fio para puxar.

– Um foco.

Ele assentiu e começou a virar as páginas. Analisava cada símbolo com curiosidade, inclinando a cabeça para conseguir ver direito. Ri do contorcionismo que fazia e virei o livro.

– Fica mais fácil desse jeito, não acha?

Seu sorriso se expandiu.

– Obrigado.

Ele parou em um símbolo tão abstrato quanto o do último treino, mas com muito mais traços. Soltei um grunhido descontente.

– Que tal me agradecer me contando o que é isso?

A criança riu e negou com a cabeça.

– Se você não entender o que essa palavra quer dizer, não vai conseguir usar.

– Eu posso passar as próximas horas tentando adivinhar, ou você pode me contar e me fazer ver. Dar um significado para o símbolo. – Dei uma piscadela e contornei um dos traços com meu indicador.

Hikari coçou a cabeça.

– Você teria que meditar sobre a palavra, depois.

– Feito. – eu disse com um sorriso de lado.

– Essa palavra também quer dizer céu. Um grande vazio encima da gente, que nem uma casa sem telhado.

– O desenho parece uma pessoa encima de algo, mas sem nada por cima.

– É. Não é isso, mas você pode imaginar assim.

– Porque para mim é. – Soltei um suspiro e encarei o desenho.

Tentei me imaginar alto. Expeli o ar de meus pulmões e me concentrei no vazio que se formava, buscando conectá-lo à imagem do homem no topo. Era difícil pensar no céu assim depois de fazer tanto esforço para senti-lo no dia anterior. As sensações que eu descobrira iam e vinham, me impedindo de abraçar o novo significado.

– Vazio... – sussurrei a palavra.

Acima. Nulo. Eu precisava anular aquelas sensações. O ar não devia ter peso sobre mim, porque o céu era vazio. A luz não fazia parte dele. O som não fazia parte dele. Os cheiros eram apenas carregados por ele.

Senti leveza. Uma esfera tremeluzente surgiu sobre o livro.

– Muito bom. – disse Hikari, ficando de pé e se afastando alguns metros. – Agora vamos tentar de novo: o céu está em todo lugar. Você pode levar a esfera para todo lugar. Ela é seu balão, jogue ele para mim.

Deixei que a sensação de vazio me tomasse. Tudo entre nós era isso, e a esfera era só mais um pedaço que se movimentava pelo nada. Ela começou a se mover lentamente em direção à criança.

– Isso! Agora o balão furou. Ele vai vir bem rápido.

– Hikari, você tem certeza?

Perdi um pouco de concentração, o que fez com que a esfera parasse e tremeluzisse.

– Tenho sim. Você consegue!

Era justamente sobre conseguir que eu estava preocupado. Alguma coisa nas profundezas de minha consciência avisava que aquilo era uma má ideia.

– Não pense muito. Você não pode soltar o fio, se não ela some. – o garoto repreendeu.

Inspirei fundo. Concentrei-me na palavra e em todas as sensações – ou falta de sensações – associadas a ela. A esfera inflou. Não parecia com a de ontem, que era fluida como o vento. Essa tinha uma consistência mais firme, mas ao mesmo tempo ausente. Como se o próprio ar não a tocasse. Tudo se afastava para que ela passasse, porque ela era a ausência de tudo. Expirei com força. A esfera disparou em alta velocidade na direção de Hikari.

A poucos centímetros dele, no entanto, parou como se batesse em uma parede invisível. Foi algo tão repentino que quebrou minha concentração. O ar a engoliu em um instante, e então meu instrutor deu um passo a frente. Ele não tinha uma gota de medo ou surpresa no rosto. Deu um sorriso animado e bateu palmas

– Muito bem! Na próxima vez vamos tentar numa luta. – torceu o nariz para a ideia, mesmo sendo ele mesmo quem sugeriu. – Você precisa aprender a continuar concentrado quando as coisas ficam difíceis.

– O quê? Você quer dizer que os monstros não vão ficar elegantemente esperando meu ataque chegar?

Ele balançou a cabeça, outra vez não percebendo meu sarcasmo.

– Eles não fazem isso.

Revirei os olhos.

– Hikari, vamos fazer um trato: eu vou me esforçar muito para aprender a usar o livro, e você vai se esforçar muito para entender sarcasmo. Pode ser?

– O que é sarcasmo?

– É quando você diz uma coisa, mas quer dizer outra.

Ele franziu a testa.

– Tipo como?

– Se eu dissesse que sou um grande mago, eu estaria sendo sarcástico. Porque qualquer pessoa que olha para mim sabe que não sou um.

Ele continuou com uma cara inquisitiva. Esfreguei minha testa, de repente me vendo no cargo de instrutor. Ensinar não era um de meus talentos.

– É uma coisa de nuances, precisa de prática. Como usar magia em uma luta: você não sabe como é até fazer.

– Eu posso tentar... – disse ainda um pouco inseguro.

– Então temos um trato?

Estendi minha mão. O garoto ficou olhando para ela.

– É só tentar, não é?

– É tudo o que eu peço.

– Então... Eu acho que está bem. – Deu um sorriso. – Acho que vai ser divertido aprender.

E foi assim que eu fechei um contrato que me obrigava a focar nos estudos. Minha mãe ficaria orgulhosa.



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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Egil Lorensen em Qui Set 28, 2017 3:14 am

a tentativa.
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Eu estava jogado na cama do chalé com um livro descansando em meu rosto. “Um Dicionário Da Língua Inglesa”, era o nome, e não era uma leitura interessante. Minha cabeça doía depois de passar a noite estudando sobre palavras e seus significados, isso sem falar da enorme parte introdutória e da sessão gramatical. Mas promessa era promessa. Afastei o livro de minha cara e tentei tirar sentido das letras que dançavam sobre a página.

– O feiticeiro que não consegue ler seus próprios feitiços... A ironia é deliciosa.

Soltei um riso nasalado. A dislexia não fazia muito para me ajudar nos estudos. Larguei aquele calhamaço e me levantei, esticando as costas que pareciam ter se esquecido de como era estarem retas. Estava na hora de deixar a teoria de lado e ver o que Hikari preparava para mim.

Peguei o livro dourado jogado sob a cama e segui para a arena. Lá encontrei o garoto desenhando outro círculo no chão, mas dessa vez muito maior.

– Hikari. – cumprimentei.

Ele se levantou na mesma hora.

– Oi!

– Qual é o demônio de hoje?

Sua expressão estava menos animada do que o normal. Parecia meio sem graça.

– Não é para um demônio. É para você.

– Sarcasmo? Muito bom. – falei com um sorriso de lado. – Mas precisa melhorar o tom.

O menino coçou a nuca.

– É para você de verdade. Nós vamos tentar uma luta, lembra?

– Ah, claro. O grande mago versus o aprendiz de feiticeiro. Façam suas apostas. – ironizei.

Hikari riu e sacodiu a cabeça.

– Eu acho que você vai conseguir.

– Outro grande exemplo de sarcasmo. Por onde começamos?

– Vamos tentar fazer uma esfera, está bom? Sem luta.

– Está bom para mim.

– Você pode ficar lá dentro? – O menino apontou para o centro do círculo.

Dei os ombros e fui até lá, sentando-me e abrindo o livro na página que tínhamos estudado.

– O homem no topo do mundo... – murmurei.

Foi mais fácil do que na última vez. Era como se olhar para o símbolo trouxesse tudo o que eu tinha aprendido, tudo o que tinha meditado. Pela primeira vez entendi o que Hikari quis dizer com “um fio para puxar as ideias”. A palavra era muito mais que um foco.

Senti o vazio se apossar de mim e o ar se afastar, abrindo espaço para que a esfera surgisse. Era transparente. Mais uma ausência do que uma presença.

– Isso! – falou Hikari. – Agora eu vou lançar um feitiço de fogo.  Você vai tentar apagar o fogo com sua bola, que nem se estivesse soprando uma vela.

– Que oponente gentil, me dizendo o que vai fazer... – insinuei um sorriso. – Quando quiser, Hikari.

O garoto moveu as mãos como se estivesse abanando algo. Uma rajada vermelha e laranja saiu da ponta de seus dedos e voou em espirais flamejantes rumo à minha cara. Era lindo, e um tanto assustador. Fiquei tão perdido naquilo que me esqueci do vazio.

– Cuidado! – exclamou meu instrutor, levando as mãos à boca.

Joguei-me no chão bem a tempo de escapar de uma queimadura feia. Hikari logo estava do meu lado. Trazia em seus braços o livro que deixei cair em minha esquiva não tão graciosa.

– Está tudo bem?

– O show de luzes me distraiu.

– Você foi... Foi ótimo.

Levantei uma sobrancelha.

– Eu estou usando sarcasmo. – ele esclareceu. – Deu certo?

Ficamos nos encarando por um momento. Ele com uma expressão curiosa, quase insegura, e eu tentando engolir o riso.

– Foi um grande primeiro passo. Só precisa de mais... Sabor.

– Sabor?

E lá estava eu invertendo nossos papéis novamente. Cocei o queixo e peguei meu livro.

– Tem a ver com o tom. Não é uma coisa que dê para explicar, você tem que sentir. – Abri o livro e conjurei uma nova esfera. – Como eu sinto a intenção das palavras.

Eu dei uma piscadela e voltei a ficar de pé.

– Estou pronto para tentar de novo, Hikari.

– Toma cuidado. – ele disse enquanto se afastava. – Lembra que você precisa soprar a vela, se não ela vai te queimar.

– Só não me peça para cantar “parabéns”.

Ele riu e repetiu o movimento com as mãos, fazendo com que uma nova rajada flamejante surgisse. Uma língua-de-sogra vermelha se esticando em minha direção.

Fechei os olhos e foquei-me na esfera, imaginando o vazio infinito em que ela podia caminhar. Um vazio que aquele fogo maculava. Esvaziei meus pulmões num sopro e a orbe disparou contra as chamas. Elas entravam dentro dela apenas para esmaecer e morrer logo em seguida, deixando o caminho livre para que seguisse até Hikari. Meu instrutor só deu um passo para fora do círculo e esperou que a esfera atingisse a barreira mágica.

– Muito bom! – o garoto disse com um sorriso. – Você consegue fazer de novo?

– Posso tentar.

Repetimos a cena com rajadas de fogo, rajadas de água, rajadas de luz... Cada uma delas era dissipada ou desviada pela orbe. Quando estávamos chegando nas de terra minha cabeça latejava de dor, exausta tanto pelo treinamento quanto pela falta de sono. O garoto então encerrou os exercícios e intimou-me com toda a gentileza de uma criança a descansar.

– Hikari... Não que eu esteja reclamando, mas eu não devia ter lutado com você? – perguntei na saída.

– Ah, não comigo. Você chegou muito cedo, não deu tempo de terminar as proteções para a invocação.

– Invocação?

– É. Você vai lutar com um elemental.

Ergui uma sobrancelha. O próximo treino seria interessante, para falar o mínimo.



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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Liodas Proudmoore em Seg Out 09, 2017 1:32 am

Um Jedi ensina
seu cão padawan


O regresso à arena provocava um sentimento estranho ao filho de Hécate. Em uma tentativa de descrever o que se passava em sua cabeça, ele diria “A vergonha de Cersei ao caminhar de volta ao seu castelo, nua e recebendo fezes em sua cara com um pouco daquilo que Anakin deve ter sentido ao ser deixado para a morte por Obi-Wan em Mustafar”. Tudo isso por causa do péssimo resultado de sua missão.

— Foco! — Hikari requisitou com sua expressão mais séria possível. Seu irmão não conseguiu conter uma risada. — Como eu estava dizendo, não há um feitiço exato para você se proteger de cantos de sereia — explicou para Liodas, deixando-o triste no processo —, mas há um feitiço para silenciar alguém. Isso a deixaria incapaz de cantar.

Como uma criança que escutava pela primeira vez que era possível materializar um helicóptero em GTA com alguns comandos, Liodas teve suas pupilas dilatadas quase em seu máximo. Ele acreditava que era necessário aprender como derrotar sereias para nunca mais falhar em um combate contra elas e precisar ser socorrido por alguma deusa novamente.

Infelizmente, o feitiço do qual Hikari se referia não era um do qual seu irmão estivesse pronto para aprender. Por conta disso, após longos minutos explicando que o porquê que ensinaria aquilo em um outro dia, ele decidiu ensinar outra coisa.

— Há outras formas de executar feitiços além de comandos verbais, runas e concentração que leva tempo. — Depois de deixar seu cajado de lado, o garoto começou a mover seus dedos, e suas mãos ao decorrer, fazendo surgir imagens translúcidas no ar. Quando terminou, uma labareda subiu em espiral até formar a cabeça de uma cobra e sumir quando completa. — Gestos — concluiu.

Logo em seguida, o aprendiz tentou imitar os movimentos de mãos que o menor havia feito, mas foi interrompido por risadas. Hikari então explicou que aqueles gestos eram complexos demais para um iniciante e que acabaria resultando numa explosão nada agradável para quem estivesse num raio de cinquenta metros das mãos de Liodas.

— Ok, nada de cobra de fogo — disse o mais velho, brincando.

Depois de aprender o passo-a-passo de um feitiço para iniciantes, Hikari deu permissão ao seu irmão para executar o feitiço. De acordo com o mestre, o pior que poderia acontecer, era um flash cegante como de uma câmera.

O feitiço escolhido era o Incandescente, um dos que Liodas havia usado na Ilha de Circe. Dessa vez, entretanto, na versão feita por gestos.

Repetindo o que havia acabado de aprender, Proudmoore terminou os gestos ao unir cada ponta de seus dedos com os respectivos da outra mão. Então, quando os separou, uma esfera luminosa pairava entre elas. Ele teve êxito.

— Com esse movimento… — Hikari fez um gesto de como mandasse alguém parar — o feitiço irá lançar um flash na direção da palma de sua mão.

Liodas testou, mas em uma direção que não cegasse seu professor. Ele acabou se surpreendendo no processo, pois funcionou e não era preciso pensar em luz como fez contra a sereia.

— Funciona por associação. Sua mente já sabe que feitiço quer lançar quando fizer os gestos e suas mãos vão saber o feitiço que você precisa quando tiver prática, será como usar as mãos para evitar bater seu rosto no chão durante uma queda. Reflexo — explicou de uma maneira simples para Liodas. Embora não fosse o suficiente para fazer seu irmão entender, Hikari sabia que seu aprendiz compreenderia quando estivesse em campo outra vez. Além do mais, ele não precisou deixar a runa amplificadora de magia para que Liodas conseguisse executar aquela magia. O progresso em seu irmão já era evidente.

— Acho que já vi uma série onde usam as mãos assim, que legal! — Exclamou o mais velho.

Assim como na série, Liodas se deixava entreter com os conhecimentos mágicos que conseguia, mas ainda se mantinha preocupado com a Besta, ou o Fracasso.

Poderes utilizados:
Ativo
➤ Feitiço Incandescente: Produz uma luz inofensiva, apenas para iluminar. Um clarão denso e cegante por no máximo duas rodadas. Gasta-se 5MP

Passivo
➤ Pericia com Cajado: Os filhos de Hecate tem bastante habilidade com estas armas mesmo que nunca tenham contato com as mesmas. Isso confere 2 pontos de trenamento em magia por treino feito.
Qualidade inesquecível:
➤ Regrado: Habilidade de cumprir seus deveres. Assim sendo, cada treino equivale por dois.
Obs:
¹- A série mencionada é The Magicians.
²- Dúvidas sobre Ilha de Circe, sereia e outras coisas dessa postagem, veja a missão aqui.
³- Há um post na enfermaria que ocorreu antes do post da arena (esse).


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Re: ♦ Treino com Livro e Magia ♦

Mensagem por Hera em Ter Out 10, 2017 1:06 am

Liodas Proudmoore


Olá! Gostei bastante do seu treino, principalmente porque citou a emoção, vulgo, missão, que teve há alguns dias. Quero deixar bem claro aqui, que você só saiu vivo de novo, porque eu sou uma alma caridosa. Brincadeira, não poderia perder a oportunidade.

Bons movimentos, gif bateu com a postagem, soube seus limites e não exagerou na descrição. Daria um ponto extra por não explodir o acampamento, mas não é permitido. Então, sem o que reclamar da gramática em geral, parabéns.

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